Caso raro de “fetus in fetu”: bebê nasce “grávido” de seu irmão gêmeo

Por , em 13.08.2017

Em Mumbra, na Índia, médicos ficaram surpresos ao descobrir que um bebê estava “grávido” de seu próprio irmão gêmeo.

Durante um ultrassom rotineiro realizado em sua mãe, o radiologista Dr. Bhavna Thorat detectou uma massa anormal no bebê.

Quando o menino nasceu, um exame foi realizado nele, revelando um crescimento de 7 centímetros dentro de seu abdômen.

A massa era provavelmente o irmão gêmeo do garoto.

“Fetus in fetu”

O crescimento pareceu ser um caso de “fetus in fetu”, uma anormalidade extremamente rara, na qual um feto é “engolido” por seu próprio irmão gêmeo.

Depois de identificar a massa, os cirurgiões operaram com sucesso no recém-nascido, removendo-a de seu abdômen.

O bebê e sua mãe foram transferidos para o Hospital Titan em Thane, onde estão se recuperando bem.

Menos de 100 casos de “fetus in fetu” já foram registrados em todo o mundo, com a anormalidade acontecendo em apenas um a cada 500 mil nascimentos.

Como ocorre

Uma teoria sobre como isso acontece sugere que o gêmeo “parasita” começa como um feto normal, compartilhando uma placenta com seu irmão.

Durante a gravidez, o hospedeiro envolve seu gêmeo. O gêmeo “engolido” torna-se um parasita, pois usa o fornecimento de sangue do hospedeiro para sobreviver.

Em casos de “fetus in fetu”, o gêmeo parasita não possui os órgãos de que precisa para sobreviver sem seu gêmeo hospedeiro. Ao mesmo tempo, ameaça sua vida, já que ambos tentam obter a nutrição de que necessitam a partir de um único cordão umbilical.

Normalmente, o parasita não tem cérebro ou órgãos vitais, mas, neste caso, os médicos relataram ter visto um cérebro no feto.

Com a massa removida, nenhum outro problema foi relatado no gêmeo sobrevivente, que está bem de saúde. [IFLS]

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1 comentário

  • Guilherme Junqueira de Almeida:

    Antigamente esse fenômeno chamava-se de endadelfia, depois é que mudou-se para “fetus in fetu’, pela Teratologia, a área que a estuda.

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