Cadáveres viram solo: primeira instalação de compostagem humana será aberta em 2021

Por , em 10.12.2019

Uma empresa chamada Recompose está prestes a se tornar a primeira instalação de compostagem humana do mundo, projetada para começar suas operações em 2021 na cidade de Seattle, nos EUA.

Graças a uma nova lei que entregará em vigor ano que vem, a Recompose poderá transformar os restos mortais de pessoas amadas em solo útil, uma alternativa mais ecológica do que o enterro ou a cremação.

Redução orgânica natural

O processo, chamado redução orgânica natural, ocorre dentro de “vasos de recomposição” reutilizáveis e hexagonais.

Os corpos são cobertos com lascas de madeira e arejados, “proporcionando o ambiente perfeito para micróbios naturais e bactérias benéficas”, conforme explica o site da Recompose.

Em apenas 30 dias, os restos são totalmente transformados em solo que pode então ser utilizado para criar nova vida.

Os parentes podem levar uma parte ou toda a jarda cúbica (0,76 metros cúbicos) de solo para fazer, por exemplo, um jardim. O que permanecer com a empresa é em seguida utilizado para fins de conservação.

Amigo do meio ambiente

A compostagem humana é sem dúvida uma alternativa interessante a processos comumente utilizados no Ocidente hoje, como a cremação, que produz muitas emissões de dióxido de carbono, ou o enterro, que ocupa terra.

A Recompose estima que cada pessoa que optar pelo processo de redução orgânica em relação à cremação ou ao enterro convencional economizará uma tonelada métrica de CO2 – para não mencionar os benefícios de produzir solo útil.

“Para mim, uma das coisas, além da economia de carbono, é ter uma maneira de criar solo utilizável. Algo com o qual você pode cultivar uma árvore e ter esse tipo de ritual que parece significativo”, disse a fundadora da empresa, Katrina Spade.

A compostagem deverá custar cerca de US$ 5.500 (R$ 23 mil, no câmbio atual). [ScienceAlert]

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