Songo Mnara, a cidade medieval incrível e esquecida da África, revela seu valor histórico

Por , em 19.03.2014
Desenho de Kilwa, feito a partir de uma mapa europeu desenhado no século XVI, cerca de um século depois do apogeu da cidade como potência comercial

Desenho de Kilwa, feito a partir de uma mapa europeu desenhado no século XVI, cerca de um século depois do apogeu da cidade como potência comercial

Durante a idade média, algumas das maiores cidades do mundo ficavam localizadas na costa oriental da África. Construídas com cúpulas ornamentadas e paredes elevadas feitas com corais do oceano e pintadas com um branco reluzente, elas encantavam os comerciantes que vinham da Ásia, do Oriente Médio e da Europa. Elas eram as superpotências da Costa Swahili e, por muito tempo, foram incompreendidas por arqueólogos e pesquisadores, que só recentemente passaram a apreciar sua importância.

Entre as grandes cidades medievais africanas estavam lugares como Songo Mnara, uma cidade linda e muito movimentada construída em uma ilha na costa da Tanzânia, no século XIV. E, enquanto cidades europeias estavam sendo praticamente dizimadas por conta de pestes e falta de alimentos, Songo Mnara estava prosperando a todo vapor.

Samir Patel, jornalista editor do Archaeological Institute of America e o responsável pelo registro fotográfico que você verá logo a seguir, escreveu um artigo fascinante que conta um pouco melhor a história da cidade. Segundo ele, a partir do século XV, as riquezas do interior da África (como marfim, ouro, resinas, alimentos, madeira e até mesmo escravos) estavam sendo muito requisitadas em todo o mundo. Essa abundância de mercadorias, então, fez o comércio prosperar, enriquecendo espetacularmente a região.

Erguida pelo povo de Kilwa Kisiwanti, uma cidade antiga localizada em uma ilha próxima dali, Songo Mnara tinha uma arquitetura incrível, que pode ser comparada com os melhores trabalhos dos urbanistas de hoje em dia. Embora ninguém tenha certeza do por quê, essa população queria construir a cidade rapidamente. Então, elaboraram um plano, planejando a organização de casas, palácios e mesquitas em torno de áreas abertas com belas vistas.

Hoje, Songo Mnara é uma ruína que havia sido quase esquecida pelas pessoas que vivem fora da área local. E, segundo os arqueólogos que estão estudando a região agora, essa grande memória do império comercial deixa mais evidente do que nunca a contribuição das civilizações africanas para o desenvolvimento do mundo medieval.

Veja abaixo algumas ruínas da costa Swahili, que são pequenas partes do que sobrou desse grande e próspero episódio da histórica africana. [io9]

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