Cientistas conseguem controlar cérebro de ratos à distância

Por , em 27.07.2015

Os cientistas alteraram com êxito as redes neurais de ratos de laboratório usando um controlador sem fio. Em termos práticos, quer dizer que eles foram capazes de controlar o cérebro dos ratos remotamente. O procedimento inovador permitiu que os pesquisadores estudassem os efeitos da estimulação neural sem procedimentos invasivos e sem cobaias amarradas por um emaranhado de fios.

O pequeno implante, menor do que a largura de um cabelo humano, permitiu que os cientistas determinassem o caminho que um rato andou usando um controle remoto para injetar drogas e luzes brilhantes sobre os neurônios dentro do cérebro do animal.

Até agora, os neurocientistas estavam limitados à injeção de drogas através de tubos e tinham que fazer a fotoestimulação por meio de cabos de fibra ótica, sendo que estes dois mecanismos requerem cirurgia que pode danificar o cérebro e restringir os movimentos naturais dos ratos.

O implante com tecnologia ótica e de microfluidos, desenvolvido pela equipe da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington e da Universidade de Illinois, ambas nos Estados Unidos, causou menos danos e deslocou muito menos tecido cerebral do que os tubos de metal que os cientistas normalmente usam para injetar drogas.

Controle cerebral

O dispositivo é montado na cabeça do rato e é alimentado por uma pequena bateria, eliminando a necessidade dos fios. Ele contém pequenos reservatórios cheios com os medicamentos a serem administrados durante os testes.

Numa experiência, os ratinhos foram guiados para andar em círculos depois de um fármaco que imita a morfina ter sido injetado na região do cérebro que controla a motivação e a dependência.

Em outros testes, os cientistas usaram uma técnica conhecida como optogenética, onde os ratos foram modificados de modo que seus neurônios se tornaram sensíveis à luz, para estimular as células do cérebro dos animais com LEDs em miniatura. As cobaias foram instruídas a ficar de um lado de uma gaiola, através de impulsos remotos de brilho nos implantes de luz nas células específicas. Os ratos estavam a quase um metro de distância da antena remota durante os experimentos.

A pesquisa poderia levar ao desenvolvimento de mais sondas minimamente invasivas para tratar distúrbios neurológicos, incluindo estresse, depressão, vício e dor. [Reuters]

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