Como criar um coração humano

Por , em 11.07.2013

Imagine um futuro em que corações e outros órgão complexos, como rins e pulmões, seriam tecnologicamente manipuláveis como solução a inúmeros casos da medicina. Um futuro em que a ciência possa produzir corações humanos sem a necessidade da morte de outro ser humano.

Ficção científica? Talvez não por muito tempo.

A busca pelo crescimento de órgãos complexos, como um coração humano, tem avançado bastante e, embora ainda não seja possível, está cada vez mais perto de ser alcançada.

A novidade é que os pesquisadores estão tentando ligar duas diferentes realizações: de um lado, o crescimento saudável do coração, e do outro, o crescimento de simples órgãos ocos, como bexigas. A ideia é tentar obter um coração batendo e saudável crescendo numa dessas estruturas de “concha”, como se fosse um casulo.

Usando um banho químico, os pesquisadores podem lavar qualquer material celular, deixando para trás uma concha de proteína estrutural. É como eviscerar um edifício antigo deixando para trás apenas as paredes. Uma vez que temos o material celular antigo e indesejado, é só redecorar o local com células saudáveis compatíveis para o sistema imunológico do paciente. Eis um novo coração saudável, que não será rejeitado pelo corpo do receptor. Fácil – pelo menos na teoria.

No contexto atual, o crescimento de um coração para posterior transplante em um corpo humano ainda é basicamente fantasia. O órgão teria de ser perfeito: não há margem para erros. Ainda assim, os objetivos, como pedaços de crescimento de órgãos danificados, podem realmente resultar em tratamentos no futuro próximo.

Uma válvula de bioengenharia, por exemplo, pode durar mais tempo do que as válvulas mecânicas ou tecidos mortos, porque elas têm potencial para crescer com o organismo do paciente e também se reparar. E outros órgãos podem não precisar ser substituídos inteiramente. “Eu ficaria surpreso se dentro dos próximos 5 ou 7 anos não vermos um paciente implantado com pelo menos uma parte de uma artéria, lobos de um pulmão, lóbulos de fígado”, diz Stephen Badylak, pesquisador de medicina regenerativa na Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia – Estados Unidos.[Gizmodo]
[Nature]

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