Diálogo entre casal pode ajudar na memória de ambos

Por , em 1.09.2011

Não há mais motivo para pânico quando seu parceiro solta a famigerada frase: “Precisamos conversar”. Mas vocês precisam mesmo.

Um novo estudo está entre os primeiros a relatar que parceiros sociais podem ajudar na memória uns dos outros. Ou seja, talvez seu companheiro ou sua companheira não quer apenas discutir a relação, ele ou ela também quer ajudar na saúde de seu cérebro.

Os pesquisadores descobriram que os cônjuges confiam uns nos outros como auxiliares de memória externa. No entanto, a eficácia dessa estratégia depende de quão confiável é a memória do parceiro – o que significa, consequentemente, que a confiança cai com a idade para a maioria das pessoas, junto com a eficiência da memória do cônjuge.

De fato, o estudo também constatou que a colaboração em casais com mais de 70 anos de idade parece ser bem menos eficaz que nos casais de meia-idade.

A pesquisadora-líder do estudo, Jennifer Margrett, explica que a memória funciona com associações e ligações que seu cérebro faz até que chegue ao objeto que se desejava. Se você, no entanto, tem um parceiro que vive interrompendo a linha de raciocínio estabelecido pelo seu cérebro, ele pode definitivamente interferir na sua memória. Duas cabeças, portanto, nem sempre pensam melhor do que uma, e um exemplo são os casais mais velhos.

A pesquisa foi realizada com 14 casais do estado de Iowa (EUA): três casais mais jovens (idade média de 35), sendo cinco de meia-idade (na faixa de 52) e os outros seis casais mais velhos (com uma idade média de 73). Todos os participantes foram convidados a preencher uma variedade de tarefas de memória através de um jogo de tabuleiro, que incentiva a interação verbal entre os jogadores sobre tarefas da vida real.

Para cada “dia” virtual no jogo, os participantes foram convidados a realizar dez diferentes tarefas, como tomar remédios na hora do café da manhã e abastecer o carro. Os pesquisadores então monitoraram a performance dos casais a fim de determinar se parceiros tentaram ajudar uns aos outros na execução das tarefas, e o impacto que a colaboração teve na memória do parceiro.

Embora este estudo tenha examinado especificamente casais, Margrett diz que a pesquisa pode abranger outras pessoas que colaboram nas tarefas de memória prospectiva no dia a dia. A ideia é expandir esses resultados para as demais interações inter-pessoais, para ver como podemos ajudar pessoas no contexto tanto de envelhecimento cognitivo normal quanto em situações mais complicadas como casos de perda de memória e potencialmente demência. [ScienceDaily]

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1 comentário

  • Maria Emília:

    Porque será que ninguém se interessou por este assunto, tão importante para o futuro da família brasileira.

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