Um substituto para exercício físico? Conheça a proteína Sestrina

Por , em 17.01.2020

E se você conseguisse os benefícios do exercício físico sem mover um músculo? Pesquisadores  da Universidade de Michigan (EUA) estão estudando a proteína Sestrina, e descobriram que ela imita os efeitos de exercícios físicos em ratos e moscas. Esta descoberta pode ajudar no combate à perda muscular pela idade ou por restrição de movimento.

No estudo publicado na revista Nature Communications, cientistas fizeram várias moscas se exercitarem com a ajuda de pequenas esteiras. As Drosophilas já têm o instinto de escalar para entrar e sair de tubos de ensaio, portanto não foi muito difícil treiná-las para utilizar o equipamento em miniatura.

Enquanto isso, outras moscas eram criadas sem genes para produzir Sestrina, para terem a performance e composição física comparados com as moscas que produziram a proteína.

Todas as moscas foram treinadas para se exercitarem durante três semanas. Elas andavam rapidamente na esteira e voavam.

“Moscas normalmente podem correr por cerca de quatro a seis horas, e a habilidade das moscas normais melhorou durante o período. As moscas sem Sestrina não tiveram melhora com exercício”, descreveu Jun Hee Lee, um dos pesquisadores envolvidos no trabalho.

Além disso, quando eles introduziram Sestrina nos músculos das moscas normais, essas habilidades superaram as das moscas normais que não receberam a proteína extra. Esses resultados positivos foram observados mesmo quando os insetos sem o suplemento não eram exercitados.

Melhor capacidade respiratória

Outros efeitos positivos além do endurance observados nos animais do experimento foram melhor capacidade respiratória e queima de gordura tipicamente observada com exercício.

“Nós propomos que a Sestrina pode coordenar essas atividades biológicas ao ligar e desligar diferentes caminhos metabólicos. Esse tipo de efeito combinado é importante para produzir os efeitos dos exercícios”, aponta Lee.

Este pesquisador também colaborou em um trabalho da Universidade Pompeu Fabra (Espanha) para demonstrar que a Sestrina pode auxiliar na prevenção da atrofia em um músculo que está imobilizado, por exemplo quando um membro está engessado.

Previsão de uso em humanos

Este estudo está em suas etapas iniciais, e ainda precisa de moduladores de moléculas, já que a Sestrina não é uma molécula pequena.

Além disso, cientistas ainda precisam melhor entender como a proteína é produzida quando o corpo é exercitado. “Isso é muito crítico para estudos futuros e pode se tornar um tratamento para pessoas que não conseguem se exercitar”, explica ele. [Phys.org, Science Daily]

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