Matéria escura: finalmente encontraramos?

Por , em 19.02.2013

Acredita-se que exista seis vezes mais matéria escura do que matéria “convencional” no universo e, mesmo com essa suposta abundância, sua existência é um mistério para nós.

De acordo com o físico do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), Samuel Ting, porém, em breve teremos informações importantes sobre tal fenômeno.

Essas informações virão do coletor de partículas Alpha Magnetic Spectrometer (AMS), instalado no exterior da Estação Espacial Internacional, e usado por cientistas na busca pela matéria escura.

Daqui a duas semanas, um artigo contendo resultados de investigações iniciadas em maio de 2011 (quando o coletor foi montado) deve ser enviado a um periódico científico para avaliação.

“Não será um artigo ‘pequeno'”, conta Ting. O texto, segundo o pesquisador, foi re-escrito 30 vezes até que os autores estivessem satisfeitos. Ainda assim, diante do complexo fenômeno, os resultados representam um “pequeno passo” (embora importante) na direção da melhor compreensão desta matéria.

Na trilha da matéria escura

De acordo com certas teorias da física, a matéria escura é formada por WIMPs (sigla em inglês para “partículas massivas de fraca interação”), partículas que, quando colidem, teoricamente se aniquilam e geram outras duas, um elétron e um pósitron (que é o equivalente de antimatéria do elétron).

O AMS é capaz de detectar pósitrons e elétrons. Se o aparelho encontrar uma quantidade abundante de pósitrons, pode dar uma pista sobre a existência da matéria escura, já que a colisão de duas WIMPs seria um dos poucos processos capazes de gerar esse tipo de partícula.

Outra evidência a ser considerada é a direção de onde vêm os pósitrons: se vierem de uma direção específica, é mais provável que tenham se originado de um processo astrofísico como a explosão de uma estrela; se, porém, vierem de várias direções, há grandes chances de terem surgido a partir da colisão de WIMPs.

Além do AMS, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, em português) e outros detectores de matéria escura espalhados pela Terra também podem ajudar na nossa compreensão sobre o estranho fenômeno.[LiveScience]

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9 comentários

  • Francisco Assis Gurgel Gurgel:

    a matéria escura pode estar difícil tanto quanto a resposta dos cientista da Nasa pelo curiosidade que vasculha as crateras de marte em busca de vestígios de vida.

  • Jonatas:

    O Sol e outras estrelas também geram pósitrons em momentos no processo da nucleossíntese, que imediatamente se anula ao encontrar um elétron – liberando bastante energia – fótons.

  • Francis:

    Começaram a ser sensacionalistas? Daqui a pouco vão colocar mulheres peladas pra chamar internautas pra matéria? Atentem para isso, como bem lembrou o companheiro JHR, logo acima.

    • Guilherme de Souza:

      Sensacionalistas por que, Francis? O título não afirma que encontraram, e se a pessoa acha que se trata de uma afirmação (ignorando o “?” no final) é porque não prestou o mínimo de atenção na hora de ler

  • JHR:

    Sendo assim, melhor seria:
    “Finalmente encontrarão a matéria escura?”

    • Cesar Grossmann:

      “Encontraram” está certo. Podem relatar daqui a duas semanas, mas o “encontrar” já aconteceu. Então não encontrarão. Ou encontraram, ou não encontraram.

    • JHR:

      sei não…
      Se “podem relatar daqui a duas semanas”, então não relataram ou não encontraram, logo é um evento futuro que poderá ou não poderá ser descoberto.

    • Andre Luis:

      Talvez já encontraram, reuniram todos os dados que dão a resposta, mas antes de anunciar a confirmação, é necessário fazer uma análise minuciosa em todos os dados coletados para ter certeza.

      Meu método utilizado para saber isto: “achismo”. rsrs

  • Eduardo Madeira:

    Mais uma notícia sobre física quântica para a lista das que eu entendi até as “entrelinhas”.

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