Radiação misteriosa é detectada na Escandinávia

Por , em 8.07.2020

Os níveis radioativos estão mais altos na atmosfera ao norte da Europa e o fato pode ser indicação de que há problemas em uma usina nuclear ao oeste da Rússia, de acordo com análises da agência de saúde holandesa. O pico de radiação indica possíveis problemas em combustível nuclear, de acordo com a Associated Press.

A empresa de energia nuclear da Rússia Rosenergoatom, no entanto, afirmou que não há danos em suas usinas em Leningrado e Kola, que funcionam na área, de acordo com a TASS, agência de notícias da Rússia, em reportagem da AP.

Inúmeras agências escandinavas de vigilância identificaram níveis elevados de isótopos radioativos radionuclídeos de núcleos instáveis; a energia excedente no interior do núcleo é emitido através de decaimento radioativo. Foi detectado aumento nas emissões de radionuclídeos césio-134, césio-137 e rutênio-103.

O possível local de origem da nuvem radioativa. Fonte

Radionuclídeos são isótopos artificiais, criados por humanos. Dependendo da composição isso pode apontar que há problemas em um combustível nuclear de uma usina, de acordo com um especialista de uma agência de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda após análise dos dados.

O pico inesperado lembra o derretimento nuclear da usina de Chernobyl, o desastre nuclear mais destrutivo da história. Apenas dias depois do colapso de 1986 altos níveis de radiação foram detectados, relatou um parlamento da Europa.

Mas não é o primeiro pico radioativo detectado desde o desastre em Chernobyl. Em 2017 relatamos aqui que outra nuvem radioativa, com mil vezes o nível esperado de radiação de rutênio-106, foi descoberto na Europa. A Rússia também negou estar envolvida apesar de um estudo científico publicado na revista PNAS indicar uma usina do país como forte suspeita em 2019. [Space.com]

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