10 objetos extremos que podem existir no universo

Por , em 19.11.2018

O universo é muito grande. Inimaginavelmente grande. Mesmo assim, a humanidade tem um conhecimento relativamente vasto sobre o espaço sideral. Já encontramos coisas incríveis, como buracos negros, matéria e energia escuras, planetas com características extremas, etc. Porém, é improvável que algum dia consigamos explorar completamente o espaço sideral. Nos resta, então, tentar adivinhar – baseados na ciência, é claro – o que existe lá fora.

10 objetos espaciais que vão “fundir sua cuca”

Os cientistas acreditam que existem alguns corpos espaciais incríveis e bem bizarros, incluindo um enorme em nosso próprio sistema solar. A lista abaixo, criada pelo site Listverse, mostra algumas destas possíveis maravilhas da natureza que podemos ou não encontrar em nossas descobertas espaciais.

10. Planetas em forma de rosquinha

Os cientistas acreditam que existem planetas em forma de anel, embora nunca tenham encontrado um. Tais objetos são chamados de planetas toroidais – toro ou toróide é o nome matemático da forma de uma rosca. Os planetas são geralmente esféricos por causa da gravidade, mas poderiam se tornar toróides se uma quantidade igual de força proveniente de seus centros se equivalesse a essa força gravitacional.

Se existirem, os planetas toróides teriam condições peculiares. Primeiro, um planeta toroidal giraria tão rápido que um dia duraria apenas algumas horas. A gravidade também seria notoriamente fraca no equador e extremamente forte nos pólos, de modo que seria possível perder muito peso apenas tirando férias no equador.

O clima também seria terrível: fortes ventos, tempestades desastrosas e uma temperatura bastante variada em diferentes áreas do planeta.

9. Luas com suas próprias luas

Os cientistas acreditam que algumas luas têm suas próprias luas. As luas menores girariam em torno das maiores, que girariam, por sua vez, em torno dos planetas.

Os cientistas acreditam que é mais provável encontrarmos uma lua assim fora do nosso sistema solar, porque tal objeto parece ser muito complicado do ponto de vista da física para existir aqui. Se esperamos encontrar um aqui, precisaremos olhar além de Netuno.

Esses objetos teriam uma complexidade grande. Primeiro, um corpo espacial maior, talvez outro planeta, precisaria impulsionar a lua lunar em direção à sua lua., e essa lua lunar teria que ser pequena o suficiente para ser capturada pela lua. Ela também precisa estar perto da lua, mas não perto o suficiente a ponto de colidir.

Para o resto de sua vida, a sub-lua ficaria presa entre as forças gravitacionais de sua lua, do planeta de sua lua e da estrela do sistema. Isso provavelmente teria resultados desastrosos – é por causa dessa junção de forças gravitacionais que todos os satélites que enviamos para orbitar a Lua acabam caindo no nosso satélite depois de alguns anos. No entanto, uma lua lunar poderia existir muito além de Netuno, por exemplo, onde a força gravitacional do Sol é consideravelmente mais fraca.

8. Um Cometa Sem Cauda

Quando imaginamos um cometa, a cauda é a primeira coisa que vêm à mente. Uma longa cauda é a característica definidora de um cometa. E se encontrássemos um cometa sem cauda? Os cientistas já encontraram um, mas não têm certeza se é de fato um cometa, um asteroide ou um híbrido de ambos.

O corpo espacial, encontrado em 2016 e chamado de cometa Manx, é único. Os asteroides são feitos de rocha, enquanto os cometas são feitos de gelo. Tecnicamente, o cometa Manx não é considerado um cometa porque contém rocha, mas também não é considerado um asteroide, pois é coberto de gelo – ele não tem rabo porque o gelo não é suficiente para fazer um.

“Isso é super emocionante, porque pode ser um pedaço do que formou a Terra”, disse na época da descoberta ao portal Gizmodo Olivier Hainaut, astrônomo do European Southern Observatory e co-autor estudo que descreve o achado.

Os cientistas acreditam que o cometa Manx veio da nuvem de Oort, que é conhecida por conter os cometas mais distantes do nosso sistema solar. No entanto, alguns cientistas acreditam que o cometa Manx é na verdade um asteroide que de alguma forma acabou nas franjas frias do sistema solar. Se isso for verdade, isso tornaria o cometa Manx o primeiro asteroide gelado. Se não for verdade, então este objeto seria o primeiro cometa rochoso.

7. Um planeta enorme e oculto em nosso Sistema Solar

Os cientistas preveem a existência de um nono planeta em nosso sistema solar – Plutão perdeu essa condição desde 2006. Este hipotético nono planeta pode ter 10 vezes a massa da Terra e ter uma órbita aproximadamente vinte vezes mais distante do Sol do que Netuno.

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Os pesquisadores deduziram a existência, tamanho e distância do planeta depois de observar que um corpo massivo em algum lugar estava puxando e rompendo a órbita de pequenos corpos do sistema solar e planetas anões no Cinturão de Kuiper, que fica logo além de Netuno. No entanto, se o nono planeta não existir, os cientistas suspeitam que as rupturas poderiam ter sido causadas por vários corpos não descobertos no cinturão.

“Só foram descobertos dois planetas verdadeiros (no Sistema Solar) desde os tempos antigos, e este seria um terceiro. É um pedaço considerável do nosso sistema solar que ainda está por ser encontrado, o que é muito excitante”, disseram os astrônomos que encontraram evidências da existência do nono planeta em um comunicado.

6. Buracos brancos

Estamos todos familiarizados com os buracos negros, pontos no espaço de onde nem a luz pode escapar. Mas e quanto aos buracos brancos, que são o oposto dos buracos negros?

Um buraco negro é uma região massiva do espaço que atrai objetos próximos. Qualquer coisa sugada para um buraco negro não pode sair. O buraco branco faz, teoricamente, o oposto: libera os objetos, mas nunca deixa nada entrar.

Como os buracos negros, os buracos brancos podem atrair objetos ao redor deles, embora eles não permitam que esses objetos entrem. Qualquer coisa que chegue perto demais será destruída pela energia massiva ao redor do buraco branco. Assumindo que o objeto sobreviva de alguma forma, ele se aproximará até que o tempo comece a diminuir. À medida que o objeto se aproxima, o tempo continuará diminuindo – por toda a eternidade.

Embora ainda não tenhamos encontrado buracos brancos, os cientistas têm certeza de que eles existem. A teoria da relatividade geral também afirma que, se existem buracos negros, buracos brancos também devem existir.

Alguns cientistas acreditam que os buracos brancos são as extremidades opostas dos buracos negros. O buraco negro suga alguma coisa e o buraco branco a empurra para fora, enquanto outros defendem a hipótese de que buracos brancos são formados quando buracos negros morrem.

Os cientistas que estão estudando estes buracos acreditam inclusive que alguns deles podem ser anteriores ao Big Bang. Pesquisas futuras irão explorar como esses buracos brancos de um universo anterior ao Big Bang podem ajudar a explicar por que o tempo flui apenas para frente no nosso universo atual e não também no sentido inverso.

5. Vulcanoides

Os vulcanoides são pequenos asteroides hipotéticos e quentes que existiriam entre Mercúrio e o Sol. Os cientistas acreditam que os vulcanoides existem porque o espaço entre Mercúrio e o Sol é estável. Regiões estáveis ​​geralmente contêm muitos asteroides, assim como o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e o Cinturão de Kuiper, pouco além de Netuno.

Pesquisadores acreditam que esses asteroides costumam colidir com Mercúrio, causando muitas das crateras que vemos hoje no planeta.

É difícil encontrar os vulcanoides porque a luz do Sol atrapalha a ótica dos telescópios. Os pesquisadores tentam encontrar vulcanoides durante eclipses, no início da manhã e no final da tarde. Eles também passaram a usar telescópios montados em jatos de alta altitude para esta tarefa, mas ainda não obtiveram sucesso.

4. Uma massa giratória feita de pedra quente e poeira

Alguns cientistas acreditam que os planetas e suas luas foram formados por massas de rocha quente e pó chamadas de sinestias. Pesquisadores dizem que nossa Terra e Lua foram formadas depois que uma versão anterior da Terra atingiu um corpo espacial do tamanho de Marte chamado Theia. Após o resfriamento, a massa quente da rocha se dividiu entre a Terra e a Lua.

Toda sinestia é formada quando dois planetas ou enormes corpos espaciais se chocam. Se as sinestias realmente existirem, a busca por elas deve ser bastante precisa, uma vez que estes objetos geralmente esfriam e se tornam planetas e luas dentro de 100 anos, um espaço curtíssimo de tempo em valores universais.

3. Gigantes gasosos que se tornam planetas terrestres

Os planetas terrestres, como o nosso, consistem são feitos de rochas duras ou metais. Eles têm uma superfície sólida e é possível pousar neles no caso de uma viagem espacial. Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são planetas terrestres. Em contraste, os gigantes gasosos são feitos, bem, de gás. Eles não têm uma superfície sólida, e é muito improvável que possamos pousar neles. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são gigantes gasosos.

A questão é que os cientistas acreditam que alguns gigantes gasosos podem se transformar em planetas terrestres. Embora não tenham confirmado a existência de tais corpos celestes, eles já têm um nome: planetas Chtônicos. Um planeta Chthônico seria criado quando um gigante gasoso se aproximasse demais do Sol. A atmosfera do planeta se evaporaria e deixaria apenas o núcleo rochoso.

Os cientistas já encontraram um planeta, chamado Corot 7b, que eles suspeitam ser um planeta Chtônico. Corot 7b é coberto de lava derretida. Não é exatamente um paraíso: suas temperaturas chegam a 2.500 graus Celsius.

2. Chuva de vidro

Os cientistas descobriram o planeta HD 189733b, a 63 anos-luz de distância de nós e azul como a Terra. Mas ao invés de ter seu azul originado na água, como o nosso planeta, o HD 189733b tem seu azul causado por nuvens de silicato. Embora os pesquisadores não tenham confirmação real, eles supõem que chove vidro quente em HD 189733b, já que o vidro é feito de sílica ou dióxido de silício. As terríveis chuvas de vidro seriam agravadas pelos fortes ventos que sopram a 8.700 quilômetros por hora, sete vezes a velocidade do som.

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Uma visita a este planeta renderia um belo passeio na chuva – só que em uma chuva mortal de vidro fundido que cairia lateralmente, já que seria levada por ventos supersônicos. Que tal?

1. Planetas sem núcleo

Uma coisa em comum entre a maioria dos planetas é um núcleo de ferro sólido ou fundido. No entanto, parece que alguns planetas são estranhas exceções a essa regra. Os cientistas acreditam que esses planetas são formados em áreas geladas e desoladas do universo, onde a luz do sol é muito fraca para evaporar o líquido e o gelo na superfície de um novo planeta.

Quando isso acontece, o ferro que se moveria para o centro do planeta para formar o núcleo reagiria com o excesso de água para formar óxido de ferro. Os cientistas não podem detectar se um planeta fora do nosso sistema solar tem um núcleo. Mas eles podem adivinhar analisando a relação ferro-silicato do planeta e a estrela em torno da qual o planeta gira. Um planeta sem um núcleo não teria campos magnéticos e seria vulnerável aos raios cósmicos. [Listverse]

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