Por que há mais luz no universo do que deveria?

Por , em 28.10.2012

O Universo é cheio de mistérios, e um deles pode estar prestes a ser revelado.

Quando você olha para o céu, à noite, o fundo do céu parece ser escuro. Mas se você olhar para o mesmo céu com um telescópio capaz de enxergar a radiação infravermelha, vai descobrir que todo o cosmos apresenta um brilho de luz infravermelha – e não estamos falando da radiação cósmica de fundo.

Primeiro, os cientistas tentaram explicar esta luz infravermelha usando as galáxias. No entanto, a quantidade de estrelas e de galáxias é insuficiente para explicar tal luz.

As duas outras melhores hipóteses para explicar o que o professor de física e astronomia Edward L. (Ned) Wright chama de “flutuações” eram as galáxias não tão distantes e fracas, ou então galáxias distantes. Porém, como o próprio Ned explica, a primeira hipótese está errada por um fator de 10, e a segunda por um fator de 1.000.

Agora, uma nova hipótese apresentada na revista Nature, elaborada por Asantha Cooray, um professor de física e astronomia da Universidade da Califórnia, Irvine (EUA), parece ser a chave para solucionar este mistério.

Segundo o professor Asantha e sua equipe, o halo de matéria escura que cerca as galáxias poderia abrigar estrelas órfãs ou estrelas roubadas da galáxia que está no meio do halo.

Durante eventos de colisões ou fusões de galáxias, um pequeno número de estrelas pode ser expulso para a borda das galáxias, dentro do halo, e se tornar a origem deste brilho misterioso em infravermelho. Bastaria que algo como 0,1% das estrelas da galáxia fossem expulsas para o halo para explicar tal brilho de infravermelho.

Os pesquisadores usaram imagens de 250 horas de observação do telescópio Spitzer na constelação Boötes ou Boieiro para testar sua hipótese, mas esperam mais observações para confirmá-la. Da próxima vez, eles querem usar o James Webb Space Telescope (JWST) para isto.

Programado para ser lançado em 2018, com um espelho de 6,5 metros e um escudo protetor do tamanho de uma quadra de tênis, o JWST vai substituir o Hubble para observar o universo na faixa do infravermelho, capturando imagens das mais distantes galáxias e estrelas que se formaram logo após o Big Bang. O telescópio é promessa para finalmente expor o mistério dos objetos que criam a luz infravermelha de fundo. [Science 2.0, Nature, Sci-News.com]

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6 comentários

  • Amadeus E:

    Poderia me informar, se, o hubble vai parar de tirar fotos com a chegada desse novo telescopio? Ficaria muito triste se isso ocorrece, os dois tem que trabalhar juntos, o hubble ja nos mostrou coisas magnificas para ser deixado de lado, nem por questão tecnológica, mas de merito, mesmo sendo meio estranho merito a um telescopio, esse merece.

  • Andre Luis:

    O JWST sem dúvida será uma bela ferramenta astronômica! Será interessante ver as comparações das fotos do Hubble com este novo brinquedinho!

  • Glauco Ramalho:

    Libera aí censor!

  • Glauco Ramalho:

    Improvável. Para isso você necessitaria que 1% das estrelas de cada galáxia fossem expulsas delas e aprisionadas por Matéria Escura, coisa que nem existe e ninguém conseguiu detectar diretamente, e isso é estatisticamente improvável.

    O Modelo do Universo Elétrico diz que esse excesso de luz (infravermelha e Raios-X) são causadas por descargas elétricas entre as estrelas de uma galáxia, eliminando a necessidade de tanta matéria estranha iluminando o caminho.

  • Alberto Campos:

    Alguma coisa está errada. Se o universo se expande, não deveríamos ver este brilho em infravermelho. Não deveríamos ver nada, pois a luz não seria mais visivel nesta distância. Seria inferior ao infravermelho e portanto microondas. Parece que estou certo ao afirmar que o universo não se expande. Veja e comprove no blog: “Olhando o Universo”. Parece que esta hipótese não está agradando, tanto que este blog já foi destruido duas vezes e refeito. Aceito criticas a este pensamento da não expansão para me posicionar melhor.

    • Durval Agnelo:

      Eu entendi o que quer dizer, de fato comprimentos maiores tem interferências menores, porém, pense em uma radiação tendendo ao infinito e matéria tendendo a zero, então a partir daí, aplique seu conceito 😉

      A expansão do Universo está diretamente ligada à densidades e experimentos como o de Casimir, mostram claramente que ela diminui, logo o volume obrigatoriamente precisa aumentar. Isso tudo, a parte de qualquer interpretação óptica.

      Esse assunto realmente é muito polêmico, porque precisamos entender o que é a gravidade, ou seja, a tendência de uma massa se tornar cada vez mais densa contra uma energia que não a permite se tornar infinitamente densa.

      A propósito, ótimo site !! Ótimo mesmo !!

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