Quantas bactérias são compartilhadas durante um beijo?

Por , em 24.11.2014

De acordo com cientistas holandeses, um único beijo de 10 segundos pode transferir cerca de 80 milhões de bactérias. Eles monitoraram o comportamento de 21 casais se beijando e descobriram que aqueles que se beijavam nove vezes por dia eram mais propensos a compartilhar bactérias salivares.

Estudos sugerem que a boca é o lar de mais de 700 tipos diferentes de bactérias – mas o relatório revela alguns são trocados mais facilmente do que os outros. A pesquisa foi publicada na revista “Microbiome”.

Seu sabonete bactericida está criando superbactérias

A equipe da Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada fez uma série de perguntas aos casais para avaliar os seus hábitos de beijo, incluindo a frequência com que se beijaram no último ano e quando foi a última vez que isto aconteceu. Foram recolhidas amostras bacterianas das línguas e saliva dos voluntários antes e depois de um beijos estritamente cronometrado de 10 segundos.

Um dos membros do casal, então, bebia uma bebida probiótica, contendo uma mistura de bactérias de fácil identificação. No segundo beijo do casal, os cientistas foram capazes de detectar o volume de bactérias transferidas para o outro parceiro – em média, 80 milhões de bactérias em um único beijo de 10 segundos.

A mulher que substituiu o sabonete por bactéria e porque o experimento funcionou

Enquanto as bactérias na saliva pareciam mudar rapidamente em resposta a um beijo, as populações na língua permaneciam mais estáveis. “O beijo de língua é um grande exemplo de exposição a um número gigantesco de bactérias em um curto espaço de tempo”, afirma o líder da pesquisa, Remco Kort. “Mas apenas algumas bactérias transferidas em um beijo parecem afixar-se língua. Mais pesquisas devem estudar as propriedades das bactérias e da língua que contribuem para este poder de fixação”.

Segundo o pesquisador, no futuro este tipo de estudo pode ajudar a projetar terapias bacterianas para aqueles que têm problemas com isto.

Museu de micróbios

Os cientistas holandeses trabalharam em colaboração com o museu Micropia, o primeiro museu de micróbios do mundo, com sede em Amsterdam. Em uma exposição recém-inaugurada, os casais são convidados a partilhar um beijo e recebem uma análise instantânea das bactérias que tenham trocado.

Cientistas descobrem superfície que mata automaticamente bactérias

Um número crescente de pesquisadores tem dado atenção ao microbioma – um ecossistema de cerca de 100 trilhões de micro-organismos que vivem em nossos corpos e sobre eles. Os cientistas dizem que essas populações pode ser essenciais para a saúde e prevenção de doenças. [BBC]

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