Um “cérebro” flutuante irá ajudar os astronautas da Estação Espacial Internacional

Por , em 3.03.2018

Um novo membro da Estação Espacial Internacional deve chegar em breve, para ajudar e animar os astronautas que vivem e trabalham ali. Ele chama-se CIMON, que significa Crew Interactive Mobile Companion (Companhia móvel que interage com a equipe), e é uma impressão em 3D de metal e plástico descrito por seus criadores como um “cérebro voador”.

Ele é fruto da união do trabalho entre a Airbus e IBM, e funciona com inteligência artificial (I.A.). Seu corpo esférico é autônomo e pode “flutuar” no ambiente de microgravidade da estação. CIMON tem uma tela que pode exibir dados necessários para o trabalho dos astronautas ou então um rosto simpático.

Esta será a primeira missão de I.A. na EEI. Ele pode ajudar a equipe a resolver problemas durante o trabalho de rotina ao mostrar e analisar dados. Mas sua rede neuronal poderia dar um passo à frente e também funcionar como um amigo para os astronautas.

CIMON tem cerca de 5 quilos e já está em treinamento com o astronauta Alexander Gerst, que representou a Agência Espacial Europeia na EEI entre maio e novembro de 2014. Gerst deve voltar para a estação junto com CIMON em outubro de 2018.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2016 por uma equipe de 50 técnicos. Desde então, ele tem recebido dados sobre o layout da EEI, para que possa orientar-se e mover-se de forma livre. Ele também tem conhecido Gerst melhor através de fotos e amostras de voz.

Assim que CIMON estiver no espaço, ele deve trabalhar com os astronautas para cumprir uma série de tarefas, que incluem trabalhar com cristais, resolver um cubo mágico e funcionar como uma câmera em um experimento médico.

Esperamos que ele esteja mais para Computador, amigo e ajudante do Astronauta da Turma da Mônica, do que para HAL de 2001, uma Odisseia no Espaço. [Live Science]

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