Estudo descobre que universo está se apagando

Por , em 11.08.2015

Um grupo de astrônomos que estudou mais de 221.000 galáxias descobriu que, hoje, o universo é apenas metade do que era há dois bilhões de anos.

A pesquisa, que faz parte do projeto GAMA, o maior em multicomprimentos de ondas, envolveu vários telescópios poderosos do mundo, como o Vista e VST do Observatório Paranal, no Chile, o Galex e o WISE, telescópios espaciais da NASA, e o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia.

A energia gerada dentro de uma grande parte do espaço foi medida de forma mais precisa do que nunca, e a conclusão é que de que o universo está se apagando.

Deslizando para a velhice

“Usamos todos os telescópios espaciais e terrestres que pudemos colocar a mão para medir a produção de energia de mais de 200.000 galáxias em uma ampla gama de comprimentos de onda”, disse o principal autor da pesquisa, Simon Driver, da Universidade de St Andrews, no Reino Unido.

Os dados incluem medições da produção de energia de cada galáxia em 21 comprimentos de onda, do ultravioleta (UV) ao infravermelho distante (IR).

O estudo GAMA se propõe a mapear e modelar toda a energia gerada dentro de um grande volume de espaço hoje e em momentos diferentes no passado. O fato de que o universo está desaparecendo lentamente tem sido conhecido desde o final dos anos 1990, mas a nova pesquisa mostra que isso está acontecendo em todos os comprimentos de onda, do UV ao IR.

“O universo vai diminuir a partir de agora, deslizando suavemente para a velhice”, argumentou Driver.

Vai demorar

O pico de formação de estrelas foi do começo do universo até cerca de 3 bilhões de anos. Desde então (lembra que o mundo tem cerca de 13 bilhões de anos?), tem lentamente, mas constantemente desacelerado. O universo ainda produz novas estrelas, mas a taxa em que as velhas morrem supera o nascimento das jovens.

A boa notícia é que as estrelas feitas até à data ainda vão durar muitos milhares de milhões de anos (incluindo o nosso próprio sol). Algumas das estrelas menores devem se manter brilhando por mais tempo do que a idade atual do universo. Ou seja, não é preciso entrar em pânico.

Mas uma coisa é inevitável: o universo um dia vai deixar de converter massa em energia e, em qualquer sentido que o conhecemos hoje, vai desaparecer.

Toda a energia do universo

O próximo passo é expandir o trabalho para mapear a produção de energia ao longo de toda a história do universo, usando uma faixa de novas instalações, incluindo o Square Kilometre Array, o maior radiotelescópio do mundo, programado para ser construído na Austrália e na África do Sul durante a próxima década. [SciNews, Phys]

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