,

Será que esta estrela é mais velha que o próprio universo?

Por , em 10.03.2013

Há décadas cientistas tentam calcular com precisão a idade da HD 140283 (mais conhecida como “Estrela Matusalém”): estimativas feitas no início dos anos 2000 sugerem que ela teria 16 bilhões de anos – mais do que a idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos). Recentemente, porém, novas observações deram base para estimativas mais precisas.

Graças ao Telescópio Hubble, da NASA, descobriu-se que a Estrela Matusalém fica a 190,1 anos-luz da Terra – um dado cinco vezes mais preciso do que o anterior, obtido pelo satélite Hipparcos, da Agência Espacial Europeia. Com essa informação em mãos, é possível medir o brilho da estrela e, assim, deduzir diversas de suas propriedades (inclusive sua idade).

De acordo com teorias atualmente aceitas, é possível estimar a idade de uma estrela com base em seu índice de combustão e a quantidade de determinados elementos químicos presentes. “Junte todos esses ingredientes e você terá uma idade de 14,5 bilhões de anos, com uma incerteza residual que torna a idade da estrela compatível com a do universo”, explica Howard Bond, do Instituto de Ciência de Telescópio Espacial em Baltimore (EUA). “Essa é a melhor estrela do céu para fazer cálculos de idade precisos, em virtude de sua proximidade e brilho”. Novas observações devem reduzir ainda mais a idade máxima da HD 140283.

Além de antiga, a estrela é veloz: ela se desloca a uma velocidade de quase 1,29 milhões de km/h, o que permite que ela atravesse um trecho do céu com a largura angular da lua cheia em “apenas” 1,5 mil anos.[ScienceDaily, HubbleSite, The Astrophysical Journal]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

13 comentários

  • Ze Matarazzo:

    rsrsrsrs adoro ver nerds se debatendo nos comentários…. tentando mostrar que sabem.
    E viva o ego…. destruindo a humanidade a milhares de anos.

  • Evandro Oliveira:

    Idade estimada do universo pelo MG: 13,8 bilhões de anos
    Idade estimada da estrela pelo MG: 14,5 bilhões de anos

    “com uma incerteza residual que torna a idade da estrela compatível com a do universo”

    Que incerteza residual é essa? de 1,3 bilhões de anos?
    Ou seja, de 9%? Sendo que a incerteza é sempre para “MAIS” e para “MENOS”. Não se pode forçar as coisas assim para se casarem, mas precisam verificar com mais precisão tais questões de grande importância.
    Pois essa afirmação estrapola para o lado “otimista” dessas datações e modelos. Enquanto que se fossemos para o lado “não-otimista”, teriamos um descasamento de 18%, ou seja, a estrela podendo ser 2,6 bilhões de anos mais velha do que o Universo. Tais pesquisadores não podem se basear em aproximações forçadas.

    Além disso, há um jogo de ‘grandezas’ a fim de minimizar o erro. Partindo para a escala de bilhões de anos, ‘1,3’ é um número pequeno, mas proporcionalmente grande. Mas mais importante do que isso, em termos práticos quantitativos, é um valor absurdamente gigante. Pois são, 1300 milhões de anos. Ou então, 1.300.000 milhares de anos, ou ainda, 1.300.000.000 anos.

    É muita coisa.
    E certamente, a comunidade cientifica que pesquisam e estudam sobre essa questão, esta estrela, certamente não estão confortáveis com este número. E acredito que novas pesquisas irão continuar; sobretudo buscando por um método de datação mais preciso. Ainda mais devido a importância, pois se de fato observarem que ela é milhões de anos mais nova que o Universo, então pode haver um efeito dominó, pelo menos quanto aos modelos de tempo-calendário-idade do Universo.

    É isso.

    Abraços.

    • Cesar Grossmann:

      Por outro lado, estão publicando trabalhos que apontam que o Universo é um pouco mais velho do que se pensava. Novas tecnologias, mais apuradas…

    • Joao Carlos:

      Olá César, que bom ver vc aqui rsrsrs lembra do Ivan Kavalovisky do gdx yahoo? 🙂
      Pois bem, tem alguma coisa errada aí… vejam que a estrela dista 190 anos luz de nós, ou seja está ali na “esquina” já que nossa galáxia tem 100 mil AL.
      E a bela via lactea não é nem de longe a galáxia mais velha do universo, sendo assim como pode ter uma estrela no nosso quintal com esta idade?

    • Cesar Grossmann:

      Daí, João. Fui conferir a matéria no Hubble Site e a distância que tem lá é esta mesma, então esta estrela é quase vizinha nossa. Mas não tem problema, a galáxia é muito antiga, então existe a chance de ter estrelas bem antigas dentro dela, junto com estrelas mais novas. Tudo depende da massa da estrela, que é o que vai determinar quanto tempo ela vai existir.

  • Thel Martins:

    Eu acho que sempre vou achar que o universo não tem um começo e nem vai ter um fim… É como dar um fim a própria existência .-.

  • sergio_panceri:

    cara, só pra começar… a teoria do bigbang está totalmente errada… isto serve pra explicar a movimentação do universo atual, mas não o início deste memso…. péssimo o costume do ser humano achar que tudo “surge” do nada……..**

    • Cristiano Quintela:

      Achar que tudo surge do nada? Na ciência o ponto de partida sempre foi a teoria, se testa, discute até vir uma mais confiável e todo o trabalho de teste e discussão começa de novo até ser obtido provas concretas.

      Parece que quem acha que algo surge do nada é você em dizer que a teoria do bigbang está TOTALMENTE errada.

  • Daaniel Caarlos Coelho:

    Sempre hiperbolizando os títulos. Melhor não ter conteúdo novo do que fazer as pessoas acharem que encontraram algo interessante.

  • Cesar Grossmann:

    Basicamente, novas medidas foram feitas, com precisão melhor que as medidas anteriores, e a estrela deixou de ser uma excrescência para ser uma anomalia (ela é bem antiga, basicamente tem a idade da Galáxia).

    Quando as primeiras medições, a patrulha anti-ciência começou a festejar, dizendo que esta era uma prova que a ciência moderna estava toda errada (você ainda vai encontrar alegações deste tipo baseadas nesta estrela por muitos anos ainda, em sites criacionistas, principalmente).

    Esqueciam eles que as medições não são absolutas, todas as medições contém uma margem de erro e que, para diminuir a margem de erro, só com novas técnicas e tecnologias. As novas técnicas e novas tecnologias foram criadas, e a estimativa de idade foi revisada. Mas eu não estou vendo nenhuma retratação por parte dos negadores da ciência…

    • Roberto Miguel de Melo:

      Fazendo uma releitura desde comentário, o próprio fato de que a primeira, segunda, terceira, quarta e posteriores medições vão adicionando detalhes e diminuindo incertezas abre margem para mudanças drásticas na ciência. Plutão pra eu foi um caso muito interessante. Aprendemos que era um planeta, mandaram uma sonda pra lá e, no meio do caminho ele foi rebaixado a planeta anão um pouco antes de descobrirem suas quatro luas. Ou seja, a ciência continua evoluindo, revelando que o que hoje é tudo como científico, amanhã pode ser explicado de forma diferente, e NENHUMA teoria pode ser descartada sem comprovação contrária. Como todo bom cientista, o que é suposição deve ser expresso como tal, e o que é experimento deve ser expresso como tal e como se deu tal experimento.

    • Cesar Grossmann:

      Mas Plutão ser um planeta ou não não é uma teoria científica, não pode ser demonstrado em laboratório ou coisa assim. Plutão continua em órbita do Sol, como tem feito nos últimos 4,5 bilhões de anos. O que muda é a maneira que o ser humano classifica ele. Não tem nada a ver.

    • Roberto Melo:

      ok, planeta se trata de uma mera classificação, assim como no passado o Sol e a lua eram classificados como planetas e a . própria Terra não era, dai, com a invenção dos telescópios a coisa mudou drasticamente. assim também aconteceu com Plutão, foi rebaixado porque descobriram vários objetos iguais ou maiores do que ele e o próprio hipotético cinturão, ou seja, a ciência evolui, coisas que achamos ser irrefutáveis hoje, amanhã podem ser motivo de piada, uma dessas acredito (EU) que será a idade do universo e a outra será o método de datação radioisotopa.

Deixe seu comentário!