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Miguel Kramer em 18.11.2009 as 11:06 e atualizado em 19.11.2009 as 11:41

bacteriófago

Não tem como negar: o bacteriófago é um dos seres mais interessantes do mundo microscópico. Este tipo de vírus é extremamente especializado, e se liga a uma parte específica das bactérias e injeta seu próprio DNA no hospedeiro. O material genético do bacteriófago, que é “injetado” na bactéria, convence os ribossomos bacteriais que ele têm que produzir as suas proteínas, transformando a bactéria em uma fábrica de novos vírus.

Devido à eficácia do seu funcionamento, médicos já consideraram utilizar o bacteriófago como alternativas a antibióticos. Na antiga União Soviética, a prática já era utilizada, mas hoje só é regulamentada na Geórgia, e ainda passa por testes em outros países. O vírus seria utilizado de forma semelhante a organismos em nanoescala criados em laboratório, que carregam antibióticos ou outras substâncias para serem colocadas em organismos maléficos ou causadores de doença. [Gizmodo]


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8 Comentários »

  1. Por incrível que pareça, pode substituir os antibióticos e acabar com as super-bactérias, aquelas que os médicos não conseguem matar.

  2. Legal. Espero que assim as doenças sejam curadas mais rápido.

  3. Daqui a pouco o filme Eu Sou a Lenda se torna realidade…

  4. Eu acredito que isso dara certo durante um tempo porque a a natureza é incrivel,logo havera organismos resistentes a esses virus a natureza é assim mesmo ela cria e se adapta por isso mesmo que existem hoje em dia as superbacterias e isso logo logo sera mais uma barreira que elas superarao e estaremos fortificando um monstro que no futuro podera nos devorar por mais que tentemos nos livrar deles assim como existe o homem que hoje parece um ser indestrutivel podera haver outras criaturas no futuro que poderao ser assim.

  5. Eu estudei esse vírus e achei Incrível!

    E sempre tive Ódio dessas bactérias que são resistentes a antibióticos, não deixando opções para alguns doentes – a não ser em casos em que há tratamento alternativo.

    Taí, então, uma incrível solução!

  6. Meu receio é se houver um erro na duplicação do DNA do bacteriófago e aí não tenhamos como nos defender dele.

  7. mario, isto acontece naturalmente. Ou seja, as bactérias acabam desenvolvendo resistência contra o vírus, mas ele também se adapta, e surgem novas versões do bacteriófago para os quais as bactérias não estão preparadas. Este é um dos problemas com os bacteríofagos – eles são muito específicos. Se um hospital tem bactérias resistentes a antibióticos, é no esgoto daquele hospital que você vai encontrar o bacteriófago para aquela cepa resistente, mas aquele bacteriófago não vai servir para as bactérias resistentes em outro hospital. Comercialmente ele é um desafio. Talvez o que as empresas consigam vender sejam kits de identificação de bacteriófagos, mas isto não é uma coisa necessária, qualquer biólogo consegue se virar com os equipamentos padrão de um laboratório biológico.

  8. Mas pera, de algum modo é necessário colocar o remédio dentro dos bacteriófagos…vai ser meio dificil colocar em milhões deles pra tratar de um unico milímetro de uma pessoa!

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