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Poucas variações genéticas separam um dogue alemão de um bassê

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Por em 12.08.2010 as 22:53

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Segundo um novo estudo, a diferença entre o nariz esmagado do Pug e o focinho estreito de um bassê depende apenas de um segmento pequeno de genes. Os resultados fazem parte da análise genética mais abrangente sobre cães domésticos e podem ter um impacto sobre a genética humana.

Graças a anos de cruzamento entre os cães, hoje eles são a espécie animal em terra mais variada fisicamente. O que os pesquisadores ainda não sabiam era se a diferença entre dogues alemães e chihuahuas se dá em muitas pequenas mudanças genéticas ou poucas grandes mudanças.

Os especialistas analisaram mais de 60.000 únicas alterações genéticas conhecidas como polimorfismos de nucleotídeo único em 915 cães. Havia representantes de 80 raças domésticas, 83 canídeos selvagens como lobos, raposas e coiotes, e 10 cães de aldeia egípcia (domesticados, mas de nenhuma raça em particular).

Os pesquisadores identificaram pedaços de DNA compartilhados entre cães da mesma raça. Eles descobriram que, enquanto os cães de raça pura tendiam a compartilhar grandes extensões de DNA com outros membros da sua raça, os cães selvagens e mestiços eram mais variados. Os investigadores então procuraram quais regiões variavam de raça para raça de acordo com características físicas específicas.

Ao contrário dos seres humanos, muitos traços físicos em cães são determinados por poucas variações genéticas. Por exemplo, um cão com uma versão de comprimento de focinho “A” pode ter um focinho longo e fino, enquanto a versão “B” confere um nariz mais padrão e a “C” um focinho anormalmente curto. Se X, Y e Z para o comprimento da perna contam com uma gama de alturas de curto a alto, um cão A/X teria focinho fino e pernas curtas como um bassê. O C/Y pode ser um buldogue, enquanto B/Z seria mais parecido com um labrador.

Apenas seis ou sete variações no genoma são necessárias para explicar cerca de 80% das diferenças de peso e altura entre as raças de cão. Esta mistura e combinação de pedaços de DNA é a forma como os criadores foram capazes de chegar a tantas raças diferentes em um período relativamente curto de tempo.

Os resultados podem ajudar os pesquisadores a entender características humanas, tais como altura, cor do cabelo, e peso corporal. A ideia é que a identificação de dezenas de regiões onde cães variam geneticamente entre as raças forneça indícios a respeito de onde os investigadores podem encontrar mutações importantes para a saúde humana e doenças.

Segundo os investigadores, entender as bases genéticas de características complexas nos seres humanos é difícil porque muitos genes diferentes podem influenciar uma característica em particular. Ter sistemas-modelo, tais como o de ratos e cães, é essencial para dar sentido a biologia. Por exemplo, mesmo que o câncer de cães e humanos seja diferente, as duas doenças podem ser muito semelhantes ao nível molecular, com os processos celulares que levam ao câncer de pele em cães, por exemplo, assemelhando-se as que conduzem ao cancro da mama nas mulheres. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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