Stress elimina tumores cancerígenos

Publicado em 14.07.2010

Se você acompanha matérias sobre saúde, deve estar enjoado de ouvir falar sobre os malefícios do stress. Que faz envelhecer mais depressa, que pode causar um ataque cardíaco, que desregula as funções de alguns órgãos… mas até o stress pode ter seu lado bom. E não é uma coisa insignificante, ele pode ajudar a combater tumores de câncer.

Cientistas observaram isso a partir de experimentos em ratos. Para começar, injetaram em todos uma substância chamada melanoma, que provoca câncer de pele nos camundongos, e deixaram os tumores crescerem. Quando isso aconteceu, puseram alguns em jaulas isoladas, calmas e em silêncio, sem interagir com outros ratos. Os outros foram colocados em uma grande jaula com mais espaço, mais objetos e muito mais ratos do que o normal.

Engaiolados em conjunto, com mais espaço, os ratos se movimentavam muito mais do que os que foram colocados em jaulas tranqüilas, e chegavam até a brigar uns com os outros. Essa intensidade deixava sempre alto o nível de estresse nos ratos em jaulas “ativas”. Em três semanas, não houve nenhuma mudança nos ratos em gaiolas tranqüilas, e o tumor continuou a aumentar na intensidade esperada. Já entre os ratos “estressados”, 77% tiveram redução do tumor, e em 17% deles o câncer sumiu completamente, sem nenhum tratamento. Para provar que o motivo da redução era o estresse e não o simples fato de estarem em movimento, os ratos das gaiolas tranqüilas eram colocados para correr, três vezes por semana, naquelas rodinhas de camundongos, e o tumor seguiu crescendo nestes.

A explicação para isso está em uma proteína cerebral, chamada de Fator Neurotrófico Derivado do Encéfalo (BDNF, na sigla em inglês), que é produzida em maior quantidade quando os ratos estão estressados. Essa proteína diminuiu no organismo os níveis do hormônio Leptina, que em excesso é responsável pelo surgimento dos tumores do câncer de pele (devido á ação do melanoma) mama e próstata. Logo, quanto mais da proteína BDNF no corpo, menos Leptina, e menos crescimento dos tumores.

A Leptina, infelizmente, não atua da mesma forma em ratos de como funciona em humanos. Apesar disso, no entanto, os pesquisadores afirmam que pode-se tirar conclusões importantes. Eles esperam aprender mais sobre o tratamento no cérebro e o controle da produção de BDNF. Assim, quem contrair algum tumor cancerígeno, no futuro, não vai precisar começar a viver estressado, a medicina espera que a proteína BDNF possa ajudar. [Reuters]

Autor: Rafael Alves

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4 Comentários

  1. Ola Rafael, faltou voce colocar a referencia do texto. Sou psicologa da saude especializada em “stress”. Esta visao partiu do fisiologista Hans Selye(1936) o primeiro a estudar sobre o Stress, depois dele surgiram varias outras pesquisas. Para Selye o stress é vida, pois leva a mudanças, ja para Folkman vai depender se a pessoa ver ou nao a situaçao como stressante e por ai vai… Esta afirmativa é simplista,se nao os seguidores de Selye ja teriam mostrado soluções concretas com ser humano. Nao podemos reduzir o homem à um simples rato ( embora tenha muitos homens ratos pelo planeta, srsr). Voce ja ouviu falar que ratos têm problemas existenciais? Claro que eu queria que fosse so isso, mais tem varios fatores que devemos levar em consideraçao, uma delas é o fator genético, a personalidade da pessoa, o tipo de cancer e historico de vida. Ja existe pesquisas francesas sobre determinados tipos de cancer que afirmam que uma pessoa com cancer maligno tem em média uma sobrevida de 10 anos.
    Se voce tem interesse em aprofundar sobre o stress, posso te passar algumas referencias. Espero que tenha sido util. De toda maneira o bem estar, alimentação e qualidade de vida é favoravel para diminuir o numero de cancer hoje existente. Um abraço

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  2. Ola Rafael, esta faltou voce colocar a referencia do texto. Sou psicologa da saude e minha especializaçao foi sobre o stress. Esta visao partiu do fisiologista Hans Selye(1936) o primeiro a estudar sobre o Stress, depois dele surgiram varias outras pesquisas. Para Selye o stress é vida, pois leva a mudanças, ja para Folkman vai depender se a pessoa ver ou nao a situaçao como stressante e por ai vai… Esta afirmativa é simplista,se nao os seguidores de Selye ja teriam mostrado soluções concretas com ser humano. Nao podemos reduzir o homem à um simples rato ( embora tenha muitos homens ratos pelo planeta, srsr). Voce ja ouviu falar que ratos têm problemas existenciais? Claro que eu queria que fosse so isso, mais tem varios fatores que devemos levar em consideraçao, uma delas é o fator genético, a personalidade da pessoa, o tipo de cancer e historico de vida. Ja existe pesquisas francesas sobre determinados tipos de cancer que afirmam que uma pessoa com cancer maligno tem em média uma sobrevida de 10 anos.
    Se voce tem interesse em aprofundar sobre o stress, posso te passar algumas referencias. espero que tenha sido util. De toda maneira o bem estar, alimentação e qualidade de vida é favoravel para diminuir o numero de cancer hoje existente. Um abraço

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  3. Além é claro do estudo super interessante, um detalhe que me chamou atenção foi adotarem duas formas diferentes pra palavra estresse (“estresse”, e “stress” – esta última, mais parecida com a palavra em inglês).

    @Rafael, o texto também cita câncer de mama e próstata.

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