“Quem está falando?” Estudo mostra que disléxicos também têm dificuldade em reconhecer vozes

Por , em 9.08.2011

Embora a dislexia seja considerada uma deficiência de leitura, talvez seja mais correto pensar nela como uma deficiência de linguagem: segundo um novo estudo, além de ser difícil reconhecer palavras, o transtorno também pode tornar mais difícil reconhecer as vozes das pessoas com quem os afetados falam.

Pessoas com dislexia têm dificuldade em ligar o som das palavras com seu significado, por isso pesquisadores teorizaram que sua capacidade de identificar as vozes dos oradores também podia ser prejudicada. Afinal, um componente-chave para distinguir as vozes dos falantes é a maneira como eles pronunciam as palavras.

Para testar essa hipótese, os cientistas recrutaram estudantes universitários com e sem dislexia, que não tinham problemas de audição.

Eles testaram sua capacidade dos participantes de reconhecer os falantes em seu inglês nativo e em uma linguagem completamente estranha, o chinês. “As pessoas reconhecem melhor vozes em um idioma que conhecem do que em uma língua que não conhecem”, diz o autor do estudo, o neurocientista John Gabrieli. Isso se você não tem dislexia, claro.

Em cada língua, os participantes aprenderam a associar cinco vozes com avatares de desenho animado. De modo a não fornecer quaisquer pistas que aumentaria as chances dos participantes de responder corretamente, todos os falantes eram homens jovens sem sotaques óbvios.

Quando solicitados a identificar os falantes em inglês, as pessoas com dislexia erraram metade das vezes, muito pior do que as pessoas que não eram disléxicas, que erraram apenas 30%.

Com o chinês foi diferente. Participantes com dislexia foram tão mal ao tentar identificar os falantes de chinês como os de inglês. Mas, desta vez, as pessoas que não eram disléxicas erraram o mesmo tanto das disléxicas. Elas não reconheceram algumas palavras, então não conseguiram identificar os falantes de chinês com base em sua pronúncia.

Segundo os pesquisadores, a capacidade prejudicada de reconhecer vozes dos disléxicos é interessante, mas não representa um grande problema em suas vidas diárias.

Na verdade, os cientistas acreditam que esta linha de pesquisa pode levar a detectar a dislexia em crianças antes mesmo delas aprenderem a ler, o que é excelente, pois há evidências de que a intervenção precoce é muito mais eficaz do que a intervenção tardia.

O próximo passo da pesquisa é usar imagens de ressonância magnética funcional para ver se o cérebro das pessoas com dislexia age de forma diferente do que o cérebro de pessoas sem a condição enquanto elas tentam reconhecer uma voz.[MSN]

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1 comentário

  • Roberto:

    Essa historinha de dislexia é furada. O que existe é a predisposição de ler, escrever e calcular relacionada com a predisposição de usar o trabalho mental na formação de ações duradouras e automáticas superiores. Os ‘disléxicos’ são um pouco superficiais, negligentes e se postam típicamente como quem não gosta de usar o tal ‘célébro’ ou um dicionário. Não capricham nesse aspecto nem ao ouvir. Afora isto, nada mais teem de erado. São como qualquer garoto de má postura para jogar videogame e assistir tv. É reversível, mas pode ser definitivo se não tratado cedo. Eu tive essa sorte graças a minha mãe que me corrigiu na destreza, na gagueira, na postura e na atenção. Acabei entendendo essa mensagem dela e fiquei até melhor que a média. Mas se ela fosse outra, a história teria sido outra.
    Melhor prova disso são os japoneses e chineses. Copiou?

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