10 histórias de cães que vão fazer você chorar

Por , em 11.11.2013

Se você gosta de filmes protagonizados por cachorros (como “Marley e Eu” e “Beethoven”), vai se impressionar com as histórias a seguir. Se você não gosta desse tipo de filme, ou mesmo de cachorros em geral, talvez mude de opinião depois de ler essa matéria.

Seja como for, desafio você, leitor, a acompanhar esses relatos e não sentir vontade de abraçar um cachorro logo em seguida.

10. Swansea Jack

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Jack e seu dono viviam em Gales (região da Grã Bretanha) na década de 1930, na cidade de Swansea, que ficava próxima ao rio Tawe.

Ao longo dos anos, esse belo black retriever resgatou nada menos do que 27 pessoas que quase morreram afogadas no Tawe, um dos rios mais perigosos da região. Ele as segurava pelo colarinho ou deixava que se apoiassem nele até chegarem à margem do rio.

Pelos seus esforços e por sua bravura, Jack recebeu do conselho de Swansea o Bravest Dog of the Year Award (“Prêmio do Cão Mais Corajoso do Ano”) e uma taça de prata, que ganhou do prefeito de Londres (Inglaterra); além disso, ergueram uma estátua em sua homenagem.

9. Bamse

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Durante a II Guerra Mundial, Bamse se tornou parte da tripulação de um navio norueguês, levado à bordo pelo capitão. Os tripulantes gostavam tanto dele que ameaçaram fazer um motim quando o capitão disse que o levaria junto com ele para outro navio.

Como é típico dos cães de sua raça, Bamse gostava de ajudar pessoas: ele resgatava tripulantes que caíam do navio, apartava brigas e discussões (!), e guiava tripulantes bêbados de volta a seus postos.

Inteligente, andava de ônibus sozinho (tinha um passe preso a sua coleira) para circular nas cidades de Dundee e Montrose (ambas na Escócia), onde o barco aportava quando necessário.

8. Bob

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Por alguma razão que ninguém soube explicar, Bob (nascido em 1882 na Austrália) adorava trens: vivia em ferrovias, seguindo funcionários. Certo dia, foi pego por uma carrocinha e, pouco depois, comprado por um guarda de ferroviária, que o deixava acompanhá-lo durante as viagens. Contudo, o guarda eventualmente foi promovido, e Bob seguiu seu próprio caminho, viajando de trem em trem por conta própria.

Ele passou anos viajando pela região sul da Austrália, conquistando a amizade de funcionários que cuidavam de trens.

7. Bummer e Lazarus

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Esses dois cachorros ganharam fama na cidade de São Francisco na década de 1860 graças ao forte vínculo que tinham um com o outro.

Bummer vivia na rua, e, quando encontrou um cachorro que estava sendo praticamente massacrado por outro, espantou o agressor e cuidou do ferido – que passou a ser chamado pelos cidadãos de Lazarus (“Lázaro”), em referência a um personagem bíblico que teria sido ressuscitado por Cristo.

Sempre juntos, Bummer e Lazarus se tornaram personagens constantes nos jornais da cidade.

6. Barry

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Fazendo justiça ao propósito de sua raça (que foi criada por monges no Caminho de São Bernardo, entre Itália e Suécia, para resgatar viajantes que ficavam perdidos na neve), Barry salvou a vida de pelo menos 40 pessoas no começo do século 19.

Um de seus resgates mais famosos foi o de uma criança que se perdeu dos pais e ficou presa em um monte de neve: Barry cuidou dela por dias, e, quando percebeu que não iriam encontrá-los, carregou a criança nas costas e a levou até o mosteiro.

Barry teve diversos sucessores, todos batizados com seu nome, em uma tradição mantida até hoje pelos monges do Caminho.

5. Bud Nelson

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Como não gostar de um cachorro que usava óculos e acompanhava seu dono em viagens perigosas pelo continente?

Horatio Nelson, dono de Bud, viajou com ele (e com seu co-piloto, Sewall K. Crocker) pelos Estados Unidos no começo do século 20, numa época em que automóveis eram inseguros, barulhentos e desconfortáveis.

Até onde se sabe, ele foi o primeiro cão a cruzar o país.

4. Owney

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Owney contrariava o estereótipo dos “cachorros que odeiam carteiros”: ele vivia em agências de correio (sem atacar seus funcionários) e acompanhava encomendas transportadas por trem – como um trem nunca se acidentava quando ele estava dentro, dizia-se que Owney trazia boa sorte.

Durante suas viagens, ele ganhava pequenas medalhas de recordação e, quando não cabia mais nenhuma em sua coleira, deram a Owney uma jaqueta onde as medalhas ficavam presas.

Ele ficou tão famoso que o colocaram em uma grande campanha publicitária, na qual viajou pelo mundo em 120 dias (quase como na história escrita por Júlio Verne), passando pela América, pela Europa e pela Ásia.

Naturalmente, criaram um selo postal em sua homenagem.

3. Pickles

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Não se deixem enganar pelo nome engraçado: Pickles teve um papel fundamental na história do futebol.

Em 1966, a taça da Copa do Mundo (que seria sediada na Inglaterra) foi roubada quatro meses antes da competição. Diversas equipes começaram uma busca frenética, para evitar um constrangimento de proporções internacionais. Contudo, quem achou a taça não foram especialistas, e sim um collie chamado Pickles, que estava passeando com seu dono e a encontrou em um arbusto.

Sua fama se espalhou sem demora, e fizeram até mesmo um jantar em sua homenagem, no qual ele foi presenteado com um osso e um cheque de 1 mil libras esterlinas (que seu dono provavelmente guardou antes que Pickles comesse o papel).

2. Rolf

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É estranho pensar que alguns líderes do cruel partido nazista acreditavam que montar um exército de cachorros superinteligentes seria uma boa ideia.

Entre esses cachorros excepcionais estava Rolf, que supostamente era capaz de se comunicar com humanos usando uma espécie de “código morse canino”, admirava o nazismo, odiava franceses e estava disposto a entrar na linha de frente da II Guerra Mundial.

Hitler tinha grande interesse no pequeno Rolf, fato que provavelmente teria dado ao füher um aspecto mais engraçado e menos intimidador se tivesse vindo a público na época.

1. Fido

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Alguns cães são tão fiéis que não abandonam seus donos mesmo diante de um obstáculo intransponível como a morte (há o caso de Leão, que ficou perto do túmulo de sua dona após ela ter morrido em um deslizamento no Rio de Janeiro em 2011).

Fido faz parte dessa surpreendente galeria: ele foi adotado por um italiano durante a II Guerra Mundial, e esperava o dono no ponto de ônibus todos os dias.

O dono morreu durante um bombardeio, e Fido continuou indo até o ponto todos os dias, esperando pacientemente… por 14 anos.

Agora, se me dão licença, vou abraçar meu cachorro e volto depois. [Listverse]

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16 comentários

  • Flor de Lis:

    E eu que já estava chorando por problemas em casa, chorei mais ainda lendo o post. Olhando a carinha do meu cachorro, tão feliz e tão inocente, meus olhos se enchem mais de lágrima, vendo esse serzinho que sabe o que é amor incondicional; tenho saudades de todos os meus cachorros e gatinhos que já se foram… conviver com eles foi e é uma dádiva. Parabéns, Guilherme, pelo post. E com licença (a caixa de lenços acabou…preciso de outra).

  • pmahrs:

    Sei que não é nenhum exagero ou fato incomum, mas nunca ficamos sem ao menos um cachorro. O meu atual, apareceu na minha garage enquanto eu estava viajando. Minha mãe tocava e ele voltava, pequeno e magro passava pelas grades e ficava debaixo do carro. Por causa de sua fraqueza, meu pai que também sempre teve cachorro com pena dava água e ração do outro para ele, até eu chegar. Quando finalmente eu cheguei ele era pequenino, magrelo e doente, mas me enfrentou protegendo a casa e não queria deixar entrar na minha própria casa. Achei muito engraçado e peguei para mim levei ao veterinário, medicado se recuperou. Após darmos uma caminhada leve pela estrada, neste momento apesar do porte médio ele está debaixo da minha cama só com focinho de fora de olho na sala esperando meu próximo movimento.

  • Lulu:

    Uma correção: “(…)que foi criada por monges no Caminho de São Bernardo, entre Itália e SUÍÇA (não Suécia, como está no texto)…”

  • Angelo Di Santo Neto:

    Maravilhoso, existem milhões de histórias semelhantes pelo mundo. O que me causa repugnância, é que tal nobre animal venha a ser degustado por:chineses,vietnamitas e coreanos.. um prato que deveria ser abolido por esses povos.

  • Jhonata Ferreira:

    Tem uma historia muito famosa tambem, virou até filme, “Hachiko, Sempre ao seu lado”. Tive um cachorro sem raça definida, “chara” um cão muito fiel que me adorava e isso era o máximo, viveu nada mais nada menos que 17 anos e 7 meses e 4 dias e mesmo depois de 10 anos após sua morte sinto muita saudades.

  • ediwanuerj .:

    e o Hachi, da estação de Shibuya??????

  • engvictorh_10:

    Já conhecia a maioria das histórias. Mas é sempre bom lê-las novamente.

    Agora, se me dão licença, assim que eu chegar do meu trabalho darei mais atenção ao meu cachorro.

  • Iran Nunes:

    Muito legal, só faltou a história do cão Hachiko. 🙂

  • Genioso Irreligioso:

    Saudades do meu cão; falecido há uns dois anos atras; o Kirk(James Tiberius)… eu devia ter feito mais por ele porque certamente ele fez tudo o que pode por mim! ;(

    • Rudolf:

      Tivemos um cão que era um verdadeiro lord: o Rex. Mestiço de Collie, veio para casa ainda filhote, escolhido pelo meu filho. Ficou conosco até uns 13 anos. Pena que se foi…

      Hoje temos a Bibi, a imortal. Já levou choque na boca (mordendo fios), comeu pilha, teve doença do carrapato duas vezes, foi atropelada, …

    • PHAS:

      Rudolf: mantenha celulares e controles remotos fora do alcance e ensine que não pode pegar. Compre uma coleira repelente, que manterá os carrapatos longe (recomendo a Scalibor), e por último, mantenha seus cães na coleira quando próximos a veículos em movimento.

      Não seja negligente com a Bibi, pois ela não é imortal, e sofre.

    • Rudolf:

      PHAS, não se preocupe, a Bibi era muito arteira quando era mais jovem, atualmente tá bem sossegada (ufa)

    • PHAS:

      Rudolf: Feliz em saber! Felicidades, pra você e pra Bibi. :]

  • Kelly Zeferino:

    E eu meus coelhos de estimação. Eles também são incríveis!

  • Matheus Emmanuel:

    So falto a historia do cao da estação de Okinawa (se não me engano)…

  • Caio Melo:

    Oh suor que desce pelos meus olhos! :'(

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