A prova está no cosmos: relatividade geral de Einstein é confirmada

Por , em 2.10.2011

Albert Einstein ganha novamente. Sua teoria geral da relatividade provou ser precisa em prever como a luz viaja a partir de alguns dos aglomerados de galáxias mais distantes no universo.

No entanto, os resultados ainda não refutam uma teoria alternativa da gravidade inventada para desfazer a necessidade de energia escura, que estaria causando a expansão acelerada do universo.

As novas descobertas vêm de um estudo da luz de centenas de milhares de galáxias distantes. A relatividade geral prevê que o comprimento de onda dessa luz vai ser um pouquinho desviado devido à massa das galáxias, em um efeito chamado desvio gravitacional para o vermelho (gravitational redshift).

O efeito é muito difícil de medir, porque é o menor dos três tipos de desvio para o vermelho, e também é causado pelo movimento das galáxias e pela expansão do universo como um todo. Para separar as três fontes de desvio para o vermelho, os pesquisadores contam com o grande número de galáxias, o que lhes permite realizar uma análise estatística.

A quantidade de desvios comprovados causados pela gravidade concordou exatamente com as previsões da relatividade geral.

A relatividade geral, proposta por Einstein em 1916, revolucionou a forma como os físicos pensam sobre o espaço e o tempo. Especificamente, ele uniu os dois conceitos, que antes eram independentes, em uma única entidade. E a massa, mostrou Einstein, afeta profundamente o espaço-tempo, deformando-o.

Onde se tem uma grande massa, como em um aglomerado de galáxias, há uma forte gravidade e o espaço-tempo é deformado severamente, fazendo com que o tempo se mova mais rapidamente. A luz emitida neste ambiente terá uma certa frequência, que está relacionada com a escala de tempo (ou a força da gravidade) do ambiente. Quando a luz viaja a um novo ambiente, onde há gravidade comparativamente mais baixa e o tempo passa mais devagar, a frequência da luz irá diminuir. Essa frequência menor é equivalente a um longo, ou mais vermelho, comprimento de onda. Este é o desvio gravitacional para o vermelho.

Os físicos levaram 43 anos para detectar sinais desse desvio. A descoberta aconteceu em 1959, quando os pesquisadores mediram o desvio gravitacional em raios gama emitidos em um laboratório aqui na Terra.

Outros estudos confirmaram o efeito no sol e em pequenas estrelas próximas chamadas anãs brancas. No entanto, ninguém havia conseguido detectar uma prova desta previsão da relatividade geral em escala cósmica, até agora.

Este é o único efeito relativista geral que tem sido observado e confirmado localmente na Terra e na escala correspondente ao universo.

As descobertas suportam a já bem enraizada teoria geral da relatividade, que tem sido bem sucedida em predizer muitos fenômenos cósmicos observados em todo o universo.

No entanto, ainda existem teorias rivais que têm sido propostas nos últimos anos para acomodar a estranha descoberta de que o universo parece conter muito mais massa do que simplesmente a matéria visível, e de que o cosmos parece estar acelerando sua expansão, impulsionado por uma força desconhecida.

Os cientistas inventaram as chamadas matéria escura e energia escura para lidar com esses problemas. Mas alguns pesquisadores dizem que essas invenções bizarras não são necessárias se simplesmente ajustarem a relatividade geral.

Uma teoria concorrente é chamada de teoria f(R), que suporta a nova descoberta. No entanto, outra teoria alternativa, chamada teoria da gravidade tensor-vetor-escalar (TeVes), é conflitante. Para preservar essa teoria, os físicos teriam que fazer algumas mudanças.

Em última instância, quanto mais dados são recolhidos a cerca de galáxias distantes, as medições cósmicas devem tornar-se ainda mais precisas e os físicos poderão ser capazes de distinguir melhor entre os modelos concorrentes.

E em última instância, Eistein permanece no páreo. [LiveScience]

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26 comentários

  • Jonas Pimentel:

    Lendo os comentários não entendo como o Brasil ainda não tem um Nobel.

  • Alberto Campos:

    Einstein foi realmente um genio até meio século atraz. Hoje, com os avanços científicos ele está se tornando absoleto. Quando se descubrir os segredos do universo ele será descartado, como todos os cientistas atuais. Em minha opinião haverá um “bum” na astronomia. Isto ainda não aconteceu devido a alguns cientistas que fazem parte de um grupo controlador. Veja: “http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=42133” veja apos o bub titulo: “MACUMBA”.

    • Rodrigo Appendino:

      Einstein nunca será esquecido, assim como Copérnico, Thomson, Dalton, Rutherford, não foram esquecidos.

  • grock:

    O EINSTEIN era um ET!!

  • Romário Huebra:

    Engraçados, alguns dias atrás vi uma matéria aqi dizendo totalmente o contrario.

  • Cesar Crash:

    Há controvérsias:
    http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/cesarlattes.html
    (Indicação do Rock)

  • Rafael:

    Não tem nada a ver com o desvio para o vermelho e sim os neutrinos que comprovadamente viajaram mais rápido que a luz, contrariando a máxima de que nada viajava mais rápido que a mesma…

    • Jonatas:

      Não havia a tecnologia da pesquisa atual na época de Einstein. O fato de um partícula ser mais rápida que um fóton, o que nem foi comprovado d certeza ainda, não derruba a relatividade, porque tem muita coisa além, e até hoge a teoria da relatividade geral ainda está sendo interpretada.

    • Glauco:

      Negativo. O nível tecnológico não importa: se a Teoria diz que nada poderia ultrapassar a velocidade da luz por precisar de energia infinita, mas algo ultrapassou ela, então a teoria está errada. Resta saber se esse tipo de partícula influencia alguma coisa, pois me parece mais com Física Quântica, e até onde eu entendo a Física Quântica ainda não foi integrada à Física Clássica.

    • Jonatas:

      Os neutrinos interagem muito pouco com a matéria comum, mas acho que sua passagem ao atravessar o nucleo de um atomo, evento raro, poderia ser sentida por algum quark, mudando sua posição…

    • aguiarubra:

      Einstein disse:
      “…Minhas idéias levaram as pessoas a reexaminar a física de Newton. Naturalmente alguém um dia irá reexaminar minhas próprias idéias. Se isto não acontecer haverá uma falha grosseira em algum lugar…”.

    • Antonio:

      cara onde foi que tu viu que há comprovacão de que os neutrinos são mais rápidos que a luz(fótons). fico decepcionado quando as pessoas tomam uma experiência cientifica, a qual precisa ainda de muita investigação e análise, como verdade total e absoluta diante de uma teoria que se sabe ser correta e comprovada ao longo de muitos anos. Isso não quer dizer que a relatividade de Eisntein não precise de correções, até porque na época dele não havia a tecnologia de hoje.

  • Glauco:

    A cada duas semanas essa Teoria é confirmada e desmentida. Acho que eles não sabem o que estão fazendo ou não se conversam entre si.

    A Teoria Geral da Relatividade está incompleta e Einstein assumiu isso no seu livro “Em meus últimos dias”, pois não considerou as correntes elétricas e fenômenos eletromagnéticos subsequentes. Apenas Teoria Restrita da Relatividade está completa. O que os cientistas deveriam fazer é considerar o trabalho de Einstein do começo até o fim, inclusive a implementação do que faltou – nesse caso as Correntes Elétricas no Espaço.

    Preciso dizer que um dos únicos que considerou esse fenômeno e terminou o trabalho do Einstein nesse campo específico e costurou o que faltava dessa Teoria é o Prof. James McCanney com o Modelo do Espaço Elétrico, que inclusive resolve o problema dos Red Shifts e da mal fadada Matéria e Energia Escuras??

    • Glauco:

      Olhem o que eu encontrei que o Rock postou anteriormente:
      http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/cesarlattes.html

      Que coisa feia, senhor lobby da ciência…

    • Samuel:

      Tudo é mainstream ao excesso pra você em Glauco ? Foi bom ter lido sobre essa possível outra face de Albert Einstein, até hoje eu pensava que Einstein era uma entidade superior. Será divertido pesquisar a outra versão da historia. Primeiro comentário seu que eu positivo ao invés de negativar.

    • Glauco:

      Tudo o que eu digo aqui está interligado. Agora que começou, continue seguindo as pistas q eu deixo.

      Até!

  • JAENIO:

    Não tendo instrumentos e tecnologia na época para tal estudo e conclusão, muitos como EINSTEIN utilizaram outros métodos para estarem em algum lugar. Há muita coisa oculta entre a terra e o céu a ser revelada.

  • ALX:

    Antes os genios não tinham ajuda de nenhum material para fazer seus estudos e criar suas obras, contavam apenas com seus olhos,intuição, mãos e inteligencia. Hoje eles so usam os equipamentos modernos, achando q os aparelhos irão fazer o resto e melhor q os genios do passado. Saudade da epoca q se observava as estrelas apenas com os olhos

    • Baw:

      Esse foi muído nostálgico saudosista mais sem noção que eu já vi alguem escrever. Parabéns.

    • Jonatas:

      Bom comentario não merecia esses negativos. Pra completar a tua idéia, O proprio Einstein já dizia:

      “A imaginação é mais importante que o conhecimento.”

  • André:

    Imaginem se a maiorias das pessoas fossem como ele?! Acham que já estaríamos viajando pela Via Láctea?

  • MIG10:

    O que mais é interessante nisso tudo, é o quanto a ciência moderna precisa usar de teorias alternativas para encaixar suas buscas, como se fosse necessário criar algo para fazer bater suas idéias.
    Criam contra-argumentos para suas teses fazerem sentido.
    De forma alguma menosprezando suas pesquisas, mas vemos hoje, uma ciência mais perocupada com os meios do que os fins.
    Vai ver que é por isso que estão um tanto quanto “perdidos” em suas pesquisas no que se diz respeito a origem de todas as coisas. Não consegue compreender nem mesmo o que está tão perto deles e querem compreender o que está infinitamente além do seu alcance…

  • Jonatas:

    A Astrofísica nunca mais foi a mesma desde que o alemão Albert Einstein, um obscuro funcionário de um escritório de Patentes na Suíça, saiu do seu “casulo” com a publicação de seis textos científicos. Todos foram marcantes, mas dois deles, nos quais apresenta ao mundo a teoria da Relatividade, tornaram Einstein um dos maiores Gênios do século XX. Entre muitos acertos e poucos erros, seu jeito irreverente mostrou ao mundo que a ciência não é um círculo fechado só para grandes estudiosos, mas que todos podem ao menos conhecê-la e entendê-la, com calma, análise e um pouco de imaginação. A física, com toda a sua complexidade, tornou-se mais popular na imagem de Einstein, e sua biografia é um clássico.

  • Bovidino:

    Einstein, você é ‘O GÊNIO’ e não tem pra ninguém.

  • Cristiano M. G.:

    O que é incrível é que Einstein construiu sua teoria da relatividade praticamente sem qualquer auxílio de equipamentos, baseado apenas em hipóteses criadas em sua mente. Suas descobertas demoraram décadas para serem comprovadas, e esta da reportagem demorou 100 anos…

  • vicente:

    kk o einstein era foda

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