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Amor de pai é uma das principais influências na personalidade humana

Por , em 13.06.2012

Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?[MedicalXpress, SkimThat]

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76 comentários

  • Niatea:

    Minha mãe faleceu. Meu pai sempre foi ausente, nunca me deu nada. Agora doente, eu tenho que cuidar dele!
    Sou julgada, mas não, não perdoo.

  • Sandro Bier:

    É muito bom que essa confirmação seja mostrada ao grande público. Para mim já é uma verdade desde pequeno.
    😉

  • Evelyn Roma:

    “E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento”

  • Thiago Oliveira:

    Sempre tentei não ligar pra isso, mas percebo que um pai, uma família que quisesse que eu tivesse nascido fez falta.

  • killkent 5555:

    Bom dia.rejeição é ruim não importa quem o faz pai, ou, mãe.
    A dor pode demorar muito a cicatrizar. Mas renovarse inevitável.

  • nelicristina:

    fui adotada com 9 anos meus pais adotivos me desprezam, já me humilharam me bateram sinceramente nem sei o que é amor de mãe e pai..

    • Marcelo Ribeiro:

      Que horrível Neli. Sinto por você.

  • André Haruhiko:

    Infelizmente tive um pai ausente e senti (sinto) na pele as consequências. creio que a matéria está corretíssima.
    Uma coisa que me ajuda é compreender as ações de meu pai. assim, aos poucos, eu vou perdoando.

    • Joelma Palma:

      muito bom André. Isso é sabedoria meu filho.

    • Jeane Rosa:

      Parabéns! Vc será um ótimo pai pq é um ótimo ser humano.

    • Sil Mendes:

      Concordo com você André, sinto a mesma coisa.

  • Humberto Ribeiro:

    Gostei do artigo. Ele vai além de apenas dizer que a relação com os pais exerce influência na formação do caráter e demais aspectos da personalidade dos filhos, ele menciona inclusive qual dos pais exerce mais influência e quando. Ao meu ver é um avanço significativo no sentido de identificar e até mesmo quantificar responsabilidades. A informação é ferramenta muito útil se bem utilizada.

  • Lilian Morais:

    Sinceramente, isso varia de pessoa para pessoa. Até porque não é porque um pai te rejeitou que você precisa virar um marginal na vida. Eu fui rejeitada com 1 ano e meio de vida pelos meus pais biológicos, cheguei pra família e eu era SIM toda emburrada e brava, passei por psicólogos e hoje ninguém olha pra mim e diz que fui abandonada um dia. Tem outros casos também, como por exemplo eu me excluir da família e ter baixo estima, mas acho que isso pode ser resolvido com força de vontade da minha parte. Isso depende da pessoa! nunca me senti obrigada a fazer coisas erradas só porque fui rejeitada, até porque sempre fui muito ajuizada… rsrs.

    • Nilson Gonçalves Rocha:

      Mas a matéria não disse em nenhum momento que a rejeição do pai faz a criança ser marginal, apenas inseguras, isoladas e bravas.

    • Joelma Palma:

      Liliam, esse seu jeito e meu tb não é. regra.Infelizmente. Mas se olharmos em slgim lugar em nós está marcado.

    • Nilton Leal:

      Lilian, sem família, sem apoio, sem grana, sem cultura e rejeitado pela sociedade é quase impossível ser racional.

  • Fernando Nicolau Seixas:

    Bom dia à todos.
    Li a matéria e os comentários. Lamento o sofrimento daqueles que experimentaram esse sentimento, mais precisamente com raizes na infância. Gostaria de deixar minha opinião para reflexão…Cada caso é um caso e podem ter semelhanças e a generalização só ofusca a compreensão. Não existem pais perfeitos, relações perfeitas. Pensemos enquanto indivíduos que “todos”(incluindo os nossos pais como os pais de nossos pais e gerações passadas) sofreram impressões positivas ou negativas e constituindo suas personalidades, suas crenças…e seus transtornos psíquicos( e são muitos). Somos o espelho destas impressões. A meu ver, culpar não será o caminho para transformar ou transcender o sofrimento, mas talvez aceitar que eles também foram espelhos. Cabe a nós o entendimento e a busca da conscientização para que possamos ser pais melhores e parceiros comprometidos.
    Paz à todos!!

    • Cris EDavi Schmitt:

      Fecho contigo. Precisamos, antes de tudo, compreender das fraquezas do outro. O ponto ideal para a evolução de cada um de nós. Abraço.

    • Tiago Silva:

      Isso mesmo,Ser consciente q podemos ser melhores pra nossos pais e filhos gerará neles uma motivação para amar. Amor e carinho gera amor!

  • erika duarte:

    Lendo a materia e depois os comentários é notório como a ausência de um pai faz grande diferença na vida de uma criança… afinal para se conceber uma criança são necessários.. pai e mãe… Deus é perfeito.. porém se a convivencia com o pai é inviável por qualquer que seja o motivo, creio que é necessário repensar uma estratégia para minimizar essa ausência e fazer com que a criança não seja afetada em sua totalidade… Infelizmente o ideal nem sempre é o real… Engravidei aos 30 anos, na época o relacionamento era recente, foi permeado por brigas, agressões e muitos problemas, eu tive depressao na gestação e pos parto, ele foi embora quando ela tinha poucos meses… (aliás, ele nunca esteve presente..rsss..) e fez outras escolhas, confesso que tive muito preconceito comigo mesma por ser mãe solteira, me achava incapaz de criar minha filha sozinha, pois vim de uma familia “ideal” meus pais sao casados ha quase 40 anos… Minha filha ao contrario do que dizem muitas pesquisas, é amorosa, segura, autônoma e muito receptiva.. ela não convive com o pai… nao pergunta … não pede para vê-lo… talvez ela se sinta , em seu íntimo, rejeitada por ele , pois desde a gestação vivenciou rejeição e agressoes…eu me preocupo com a percepção dela e digo a ela a importância que o pai dela tem, pois dentre milhoes de homens… Deus o escolheu para “dar a sementinha” que deu origem a vidinha dela… e ela sempre repete com carinho essa história… Eu não tenho nada a dizer de positivo da pessoa dele… então prefiro me abster de comentários, digo apenas que sei que ele a ama do jeito dele e que ela deve amá-lo e repeitá-lo também… para mim, como mãe é, extremamente dificil e doloroso pois meu pai foi, e é tudo, em minha vida… e eu realmente não desejei que minha filha tivesse essa história, mas…fazer oque… prefiro a distancia e a falta de convívio à ela presenciar abusos, brigas e agressoes que, na minha opinião, traumatizam muito mais uma criança…
    Espero que no futuro ela tenha maturidade para compreender que apesar de não ter o pai presente ela não é inferior ou diferente de outras pessoas e que ela continue tendo a certeza que é muito amada.. é meu verdadeiro milagre… meu presente .. minha razão de viver….

    • servo palmas:

      Sentimentos são sentimentos. E quando uma criança tem a idade onde marcas são profundas da necessidade de amor fundamental, não adianta a mãe ou qualquer outro cientista dizer isto ou aquilo, de achar ou não, concordar ou não. Contra o pensar e as necessidades de uma criança só uma reconexão mais tarde para que a falta deste amor fundamental não cause os danos que vemos de uma sociedade que continua colhendo frutos de uma orfandade as vezes não só física, mas emocional.

    • Cris EDavi Schmitt:

      Perfeita interpretação da situação e escolha feita por ti. Parabéns, tua filha é muito sortuda. Abraço.

  • Grazielle Sampaio:

    Achei a matéria muito interessante, e concordo plenamente que a presença do Pai influencia na personalidade humana, Eu nunca tive a presença de um pai, e acho que a minha personalidade mostra muito isso, apesar da minha mãe fazer o possível e o impossível para que eu não sentisse a sua falta, acho que nada nesse mundo substitui ao carinho de um pai.

  • Milla Freitas:

    Se uma criança vive num ambiente cercada de amor, afeto, carinho, e se ela se sente valorizada, estimulada, amada, bem como corrigida, terá um ótimo desenvolvimento enquanto Ser Humano. A rejeição pode sim trazer marcas para o resto da vida, mas é extremamente importante a criança ser amada e viver num ambiente estruturado e que a ajude a se desenvolver de forma adequada, inclusive em caráter emocional.

  • Elton Terra:

    Acredito que, perante mais esse estudo, descobre-se que a construção do caráter, personalidade e tudo o que possa ser agregado nessa construção, a relatividade das experiências boas e ruins vivenciadas pela criança é fundamental. Não existe objeto de manipulação quando se trata do caráter das pessoas, como alguns pretendem interpretar. As pessoas são frutos das experiências vividas referentes a ética, honestidade, sexualidade, religiosidade, entre tantos outros fatores. Dessa forma, as experiências ruins vividas pelo indivíduo quando em formação podem causar traumas que não podem ser eliminados ou simplesmente ignorados. Estes podem ser minimizados quando ainda em formação e futuramente poderão ser entendidos e absorvidos quando adulto capaz, assim convivendo pacificamente com os traumas a que fora submetido. Concordam?

  • Andre Souza:

    Penso que este tema renderia páginas e mais páginas.
    Em resumo, somente as crianças e adultos que foram rejeitados pelo Pai, saberão expressar o que sentem. Não tive a presença e o contato do meu pai durante a minha vida e sei o quanto isto me fez falta. Hoje, sendo adulto, aprendi a superar esta falta e agora que sou pai, constantemente reflito em ser para o meu filho recém nascido, o Pai que eu não tive.

  • Rita De Cássia Araújo:

    Acho que a pesquisa está corretíssima e posso afirmar que a falta de um pai,principamente na vida de um menino , é uma lacuna que nada preenche…

  • Marcelo Ribeiro:

    Eu sou um destes filhos de chocadeira e posso afirmar: não tem cirurgião plástico que remova as cicatrizes. Por outro lado é sim possível superar, apesar das cicatrizes doerem diariamente. Me fez almejar por, e criar, uma família melhor do que aquela que tive.

    • Viviane Araújo Barbosa:

      …no mundo e o meu parceiro vim a se separar de mim. Não sei qual seria minha reação ao viver uma experiência dessas.

  • Carolina Dorrough:

    Acho tudo tao relativo… meus pais se separaram quando eu era crianca e ele nunca foi presente em minha vida. Todavia, nao tenho raiva nem alimento rancor. Nunca conversamos, nao sei o que ele pensou, ele deve ter tido suas razoes. Nao acho que devo pautar minhas escolhas pela ausencia dele, nem tampouco dizer que nao o perdoaria, ou que o odeio. Nao e o caso. Minha mae sempre perguntou se eu queria conhece-lo, e eu sempre disse que nao. Em minha cabeca, eu era a filha, ele que deveria procurar saber de mim. Mas isso nunca aconteceu e a vida seguiu. Hoje com 35 anos, nao tenho procurado saber de traumas de infancia. Certamente encontrarei se os procurar. Tambem decidi enquanto jovem que se algum dia casasse, meu casamento seria diferente, eu decidi que agiria diferente. E essa escolha e diaria. Quanto a formacao da minha personalidade, nao entendo da teoria da Psicologia para tecer maiores comentarios, mas se ele nao esteve presente, minha mae nao teria ocupado o espaco “restante”? Penso que sim. Ela sempre se referiu a ele positivamente e quando eu cresci e tive maior entendimento, ela me explicou porque eles se separaram, e concluo que eu faria a mesma coisa. Quando se tem filhos, passamos a pensar de maneira totalmente diferente. E nesse novo modo de pensar, tomamos decisoes que sao passiveis de critica, mas como li nos comentarios acima, cada pessoa tem uma visao e ela deve ser respeitada, mesmo que nao concordemos com ela. Aos que como eu foram privados da presenca paterna, acho que vale o repensar, ano novo, novas atitudes. Talvez perdoar seja muito dificil, mas por que nao a tentativa? Aos que nao passaram por isso, eu os congratulo. E se tivermos a oportunidade de ser pais e maes, que facamos tudo diferente! 😀

    • Viviane Araújo Barbosa:

      Que maturidade Carolina, confesso que gostaria de pensar dessa maneira, acredito que estou perto, pois já o perdoei, ficaram sequelas…

  • Ana Martins Serra Do Amaral:

    Com todo o respeito aos que deixaram seus comentários, somente quem viveu a experiência da rejeição paterna ou materna pode saber o que, realmente, significa. Cada ser tem sua própria forma de reagir, mas, acredito, há problemas gerados na infância que nunca serão superados. Por mais vontade, esforço, luta, tratamento que se tenha, nada, absolutamente nada, irá resolver esse problema ou apagar as cicatrizes. Portanto, se não passou por isso, procure não julgar para não correr riscos de ser injusto!!

  • Guilherme Roque:

    Quando se é adulto, é facil o bandido falar que teve infancia ruim nao teve oportunidade e por isso ele age desta forma, mas é engraçado como ele absorveu bem o que foi ruim e aplica de maneira agressiva nos outros ao inves de pelo menos escolher o que foi bom como por exemplo por que você não vê um adulto jogar peão na rua? por que é ADULTO? entao por que vive no passado? rs com certeza deve ser algo ruim não ter uma base familiar porem..!!

    • Tita Martinuci:

      Fácil falar né Guilherme?! Meu pai abandonou minha mãe grávida e nunca mais apareceu, com certeza não sou bandida, nem marginal. Mas só eu sei o que cada sofrimento do passado reflete no meu dia a dia, mesmo sem que eu queira isso, como em cada crise de ansiedade ou cada pessoa nova que entre na minha vida eu não lembre do meu sofrimento passado. Passei a adolescência com crises de ansiedade, baixa autoestima e problemas de relacionamento com a família, foi difícil me compreender e tentar passar por cima disso. Cada pessoa reage de uma maneira aos fatos da vida.Desculpa, mas acho que falte empatia da sua parte em entender a dor do outro, é fácil generalizar todo adulto abandonado na infância como bandido, mas a atitude violenta e agressiva em muitas vezes não tem nada a ver com crime. Tente analisar as coisas pelos olhos de quem sofreu, coloque-se no lugar do outro, é disso que o mundo precisa, e não de generalizações baratas.

  • Yasminne Marjorie McComb:

    “As crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas. A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.”
    Falam de mim? Rs

    • Viviane Araújo Barbosa:

      É isso mesmo Yasminne, concordo completamente com você.

  • Henrique Garcia:

    As pessoas são peculiares. As percepções e o modo como reagir a elas tb são peculiares. Algumas pessoas preferem carregar uma carga de traumas infantis e outras preferem amadurecer e deixar esse peso todo apenas no passado. Não quero ser hostil com ninguém através deste comentário, a verdade de vem em quando fere. Sejam felizes, bondosas e aceitem-se. Vale a pena praticar o esquecimento e o perdão!

    • Helena Pistone:

      Desculpa, mas dizer que as pessoas “preferem” carregar traumas foi uma frase muito infeliz.
      Se eu pudesse não carregaria nenhum, e luto todo dia pra remover essas cicatrizes da minha personalidade.

    • Marcelo Ribeiro:

      Como se fosse uma opção simplesmente esquecer. Não é rancor, não é mágoa. São impressões indeléveis na pessoa, possivelmente no sistema neurológico. São fatos impossíveis de apagar, pois fazem parte da história pessoal. Muito diferente de ficar magoado pelo seu amigo não ter compartilhado do Cheetos contigo. Gente que teve infância feliz e família normal e que não estuda o assunto tem que segurar a língua antes de opinar.

    • Clarice Krohn:

      Pois é, vc acha simples “esquecer”o passado e “amadurecer”? Fala em perdão?
      Eu digo que um homem que vira as costas ao filho, merece a misericórdia de Deus, somente este pode perdoar.
      Não é o que dizemos das mulheres que abortam? Então, os homens tbm cometem abortos, só que o aborto masculino é mais simples: basta virar as costas e seguir a vida. Todos os adultos que são filhos de mãe sozinha, são na verdade fruto de um aborto masculino, mas que foram salvos por uma mulher forte e corajosa que soube encarar o mundo de frente para ser mãe. Crianças não pedem para nascer, elas nascem. E necessitam de amor, cuidado, carinho, atenção, educação. E se o filho qdo adulto ignorar o pai ausente/omisso, ele apenas estará retribuindo o que a sua ausência e omissão ensinaram a ele. Não plante inço, esperando colher flores.

    • Milmara Gomes:

      Acho muito válido o que comentou Henrique. Super concordo com você. Quando era mais jovem carregava traumas e era extremamente fria com relação ao meu pai. Morávamos na mesma casa, porém parecíamos dois estranhos. Ele sempre me tratou mal e parecia ter raiva de mim. Conforme fui crescendo e depois de acumular muita raiva e ódio dentro do meu coração pelo comportamento do meu pai, percebi que aquilo além de não me fazer bem, não me acrescentava em nada na vida. A partir daí comecei a praticar o esquecimento e o perdão. Comecei a fazer a minha parte independente dele fazer ou não a dele. E passei a honrar meu pai mesmo ele me rejeitando. Depois de então tive um pouco mais de tranquilidade em meu coração. 🙂

  • Mario Rezende:

    Tenho absoluta certeza de que esta matéria está corretíssima.
    E mesmo não sendo Formado em Psicologia, me arrisco a dizer que a definição da sexualidade também está diretamente ligada aos fatores citados.

    Saudações, Mario Rezende.

  • Daisy Santos:

    Cadê as referencias?

    • Catarina Raycik:

      Hellôooo!! No final entre colchetes!!! [MedicalXpress, SkimThat]

  • Robson Cavalcante:

    Olá, concordo plenamente com a matéria. Durante muitos anos senti falta da presença e do apoio do meu pai, eu sentia um grande vazio e embora ele continue sendo alguém distante, somente quando eu me tornei pai esse espaço foi preenchido. Existem traços em minha personalidade que certamente refletem esse processo, como também existem outros que demonstram minha escolha constante de ser pai, um bom pai e descontinuar esse processo destrutivo para mim e minha família. Não devemos ser reféns de circunstâncias, devemos sim ser protagonistas de nossas histórias! Um abraço a todos.

  • T0bi:

    Se eu fosse rejeitado pelo meu pai ou mãe, isso só faria eu ser indiferente à eles, como resultado eu ia querer sair de casa e ser independente o mais rápido possível, ia querer estudar e arrumar um emprego bom e viver bem sem precisar deles, não ia dar noticia e nem procura-los, ia casar formar uma família, e ser tudo o que eles não foram pra mim com meus filhos, de resto eu ia estar me lixando pra eles, mas felizmente não é o meu caso.

    • Dayane Fernanda:

      Disse bem T0bi, se você fosse rejeitado, mas você não foi amigo, logo não pode premeditar uma experiencia que não viveu. É fácil você em sua posição falar como outras pessoas deveriam se comportar. Mas cada ser humano reage de uma maneira. Seu ponto de vista é frio e seria muito bem aplicavel se falassemos de maquinas, porém estamos falando de pessoas.

    • Helena Pistone:

      Você não foi e não sabe como é essa sensação… você pode conjecturar mas não tem ideia de como seria…

  • Ananias Lima:

    NA VIDA DA “IGREJA” APRENDI ALGO DE MUITO VALOR, IMPRESCINDÍVEL:
    —- 1° LUGAR: DEUS, SE ADQUIRE NA VIDA DA IGREJA ( a igreja é um corpo
    vivo, pessoas, não é um prédio ou organização).
    —- 2° LUGAR: CARÁTER: SE ADQUIRE NA VIDA FAMILIAR, PAI, MÃE, E FAMILIARES.
    —- 3° ESTUDO: SE ADQUIRE NA ESCOLA.

  • Letícia Brasão:

    Ás vezes o pai não quer se afastar mas a mãe força esse distanciamento por não se conformar com a separação do casal. Essa reportagem prova o que ela não sabe…. a pessoa mais prejudicada nessa história é a criança. Então, por mais que o pai queira ser presente, se a mulher não aceitar e dificultar o relacionamento entre pais e filhos, não haverá relação saudável. O importante mesmo é passar por cima do passado e pensar totalmente na criança.

    • Mauricio Dall’Oca:

      Sua posição é realmente verdadeira!!!!!

    • Firefighter RJ:

      Você disse exatamente o que eu passo em relação a minha filha. Eu não queria afastar da minha filha, porém a mãe preferiu sujar minha imagem perante a filha, dai surgiu a indiferença da minha filha por mim, hoje vivemos completamente afastados por conta de mentiras.

    • Viviane Araújo Barbosa:

      Letícia muito bem colocada sua resposta, demonstra uma generosidade impar de sua parte.

  • Lilianne Campos:

    Acredito que a presença masculina para a formação de um menino, é de extrema importância, pois o Pai se torna uma referencia, não desmerecendo a Mãe que por sua vez faz tudo junto, ama, educa, é pai e é mãe, principalmente aquelas que criam de certa forma sozinha. O filho tende a tratar uma mulher da mesma forma com que vê o Pai tratar sua esposa, ou tende a tratar uma namorada do mesmo modo com que trata sua Mãe. Porém também tem aqueles que não conviveram com sua Mãe, somente com Pai e madrasta, o que este tipo de criança presenciou reflete no futuro ? Creio que sim. Reflete na criação do filho ? Creio que sim. E é isso que este Pai quer para o seu filho ? … o mesmo despreso, rejeição, falta de infancia ? assunto muito complexo, mas que o Homem Adulto pode contornar com acompanhamento de um psicologo para tratar seus traumas e nao espelhá-los nos filhos e esposas ou namoradas…

    • Cristiane Stein:

      Respeito sua posição, porém discordo dela…
      Sou mãe solteira de um menino e o pai dele nunca foi realmente presente, aparece muito de vez em quando…
      Criei meu filho sozinha e hoje ele está com 14 anos… Tenho certeza que se o pai tivesse se importado e convivido com ele seria ótimo, porém não vejo nenhuma lacuna ou déficit no comportamento do meu filho… Pelo contrário, tenho amigas que têm filhos da mesma idade e foram criados pela família “ideal” pai, mãe, filhos, te garanto com 100% de certeza que o meu filho dá muito menos trabalho nesta fase da adolescência em vários aspectos da vida (escolar, social, emocional, afetiva, religiosa), do que os filhos delas.
      Acredito que infelizmente, em nossa sociedade, ainda existe muito preconceito… Encarei o desafio sozinha (pq o pai dele queria que eu fizesse um aborto) e dei conta do recado… Acho que já passou da época de afirmar que filhos de pais separados e pais ou mães solteiros serão crianças, adolescentes, jovens e adultos problema.
      Com relação ao tratamento para com as mulheres, posso te dizer que ele aprendeu a respeitar e a valorizar muito mais as mulheres por ver meu esforço e dedicação para com ele, sendo capaz inclusive de se revoltar ou defender meninas que foram discriminadas ou tratadas mal por outros meninos (provenientes de famílias com pai, rs) na escola.

    • Helena Pistone:

      O texto não se trata bem disso, de presença ou ausência do pai, e sim da relação com ele, se é harmoniosa ou se é cheia de conflitos, se há maus tratos. No caso dos pais dos colegas de seus filhos, talvez (eu disse, talvez) os pais não estejam dando o amor e a atenção necessárias. Por exemplo: eu fui criada pelo meu pai e minha mãe. De coração, eu amo meu pai, porém ele nos fez sofrer demais. Batia em minha mãe com frequência, sempre me cobrou demais (tanto boas notas na escola como bom comportamento), fazia críticas pesadas… não críticas construtivas, porque isso um pai deve fazer, ele me ofendia (sua retardada, sua vagabunda, sua energúmena, imbecil – pra falar os adjetivos mais brandos). Claro que tinham os bons momentos também, ele me ajudava com as tarefas da escola, no verão fazíamos a maior farra com água da mangueira, ele me ensinava muitas coisas. Entretanto, por ter um temperamento muito instável, eu já começava a ficar ansiosa quando se aproximava a hora de ele chegar. Via ele fazer julgamentos horríveis sobre a aparência das mulheres, com conotações bem vulgares e machistas… às vezes depreciando até mesmo minha mãe (a qual ele queria ver sempre bonita mas tinha que ir ao salão de beleza escondida cortar as pontas do cabelo, pois ele achava que gastar com isso era desnecessário)… O resultado disso: sou uma pessoa muito insegura… tenho feito o que posso pra melhorar isso, o primeiro passo eu já dei: agora que meus pais estão separados eu o perdoei do mal que ele fez pra mim e pra minha mãe. Quando eles se separaram, minha irmãzinha tinha 1 ano e meio. Hoje ela tem 5 anos. Vê nosso pai apenas de vez em quando. E pra ela tem sido melhor assim, ela é segura de si, defende as próprias opiniões, tem autoestima… claro que nós às vezes temos que corrigir alguns comportamentos, porém fazemos isso com carinho e com respeito. Dito isso, concordo com você: às vezes é melhor crescer sem o pai por perto.

  • amoretudo:

    é muito triste viver uma situãção destas, porque posso dizer com propriedade….No meu caso fui rejeitada por meu pai, mas a rejeição que mais sinto até hoje é a da minha mãe. Quando eu tinha 8 anos ela se casou novamente e aí a rejeição começou, delá pra cá, sofri rejeição de diversas formas e humilhações, saí de casa com 26 anos e fui morar sozinha, mas com certeza deveria ter saído muito antes, ela nunca me pediu perdão, mas meu padrastro sim, de todo modo, perdoei os dois e tento ter uma relação mais harmoniosa possível. Tenhos dois irmãos deste segundo casamento dela e eles não tem nada a ver por eu ser a rejeitada. Minha mãe até hoje tem descaso comigo, meu esposo até percebe, não posso precisar dela e se eu precisar ela não se esforça, a familia do meu marido tb já percebeu o quanto somos, eu e meu filho, desamparados…é muito triste, eu sou a excluida e a rejeitada. Pelos meus ela faz tudo….. a rejeição é nítida para todos. UMA DOR IMENSA.

    • amoretudo:

      corrigindo….Pelos meus irmâos ela faz tudo….. a rejeição é nítida para todos. UMA DOR IMENSA.

    • T0bi:

      Você que é boba, pra que ficar querendo aprovação de uma mãe que não ta nem ai pra você? Ficar dando soco em ponta de faca? Você tem sua vida, seus filhos, forme sua familia e vá viver sua vida longe dela, manda ela pra pu*** que pariu, você depende dela pra algo? Espero que não, então, ela que um dia com certeza vai precisar de você, ai você vai decidir se vai ajudar ou não. Bom eu sou assim, to pouco me lixando para aprovação dos outros. O que não dá é você ficar se achando ”a excluida e a rejeitada” e ficar sentindo ”UMA DOR IMENSA” por alguém que te rejeita, tipo, sem noção, sai dessa O.o. Tudo bem que ela é sua mãe, mas você não deve viver em função da aprovação dela! Você deve viver em função da sua felicidade, e se ser rejeitada por ela te deixa infeliz, NÃO SEJA, rejeite ela, ignore ela, tire ela da sua vida, simples assim.

    • Helena Pistone:

      Para T0bi: “simples assim”, cadê o botão de “desligar sentimento de rejeição”… é tão difícil entender que as pessoas passam por experiências diferentes, reagem de forma diferente? Se você é tão auto-suficiente assim é porque não foi rejeitado – logo, seu cérebro desenvolveu-se de forma diferente – ou, se foi, encontrou alguma forma de superar isso. Então não chame a menina de boba conhecendo a história dela apenas superficialmente.

  • Alan Nunes Santos:

    Texto muito Bom, sou pai de uma linda garota de 4 anos e vejo como é importante a presença na formação do carácter dela, pois o melhor termômetro é os elogios, é notório que para que se tenha na sociedade bons cidadães é necessários nas casas os pais formarem bons filhos!

  • Adriana Mani:

    Muito interessante e esclarecedor. Fui criada pelo meu avô materno de quem recebi todo o amor na infância, porém acho que nunca superei a rejeição do meu pai biológico. Isso é algo que você não pode controlar, sempre que penso no meu pai biológico sinto essa “dor” descrita no texto. Tenho muitas mágoas e não sei o que fazer para me livrar delas. Meu pai tem mais 10 filhos com várias outras mulheres e todos foram criados sem ele e alguns deles em condições bem piores, pois eu ainda tive meus avós. Ainda assim sofro até hoje essa ansiedade e insegurança… Meu avô faleceu em 2007 e eu me senti completamente só quando ele se foi, uma dor indescritível, até hoje não superei a morte do meu avô e acho que esse texto explica bem a razão de eu ter sido tão apegada à ele.

  • Ademar Couto:

    Amo meus filhos. morreria por eles. mataria também.

    • Daniela Morganti:

      eu tinha um heroi quando eu ero pequeneninha, esse heroi se chamava PAI, um dia ele decidiu que nao queria mais ser o meu heroi, o meu pai, o meu amigo e o meu protetor e decidiu que eu nao ero nada mais que um impecilho na vida dele porque ele tinha uma outra familia pra cuidar e preferiu esercer o papel de pai com o filho dos outros. 27 anos lutando contra a depressao causada por esse abandono assim cruel e contra as pessoas que nao entendem a seriedade dessa dor

  • Caio Fernando:

    Eu nunca vou perdoar o meu pai. A matéria é verdadeira sim.

    • Mau:

      sim Caio Fernando a materia e verdadeira, eu n tive o amor do meu pai pois faleceu aos meus 4 anos de vida e pouca parte da minha infancia passei com a minha mae, pois ela sempre estava de viajem para trabalhar e me sustentar mais o meu irmao mais novo. passei a infancia e quase toda a adolecencia em casa de outras pessoas que n eram da minha familia pois meus familiares n eram unidos e n me aceitavam, sofri mto nas casas das pessoas pq fui maltratado e mtas vezes sofri ate agressoes serias…em fim, hj em dia sufro transtornos de personalidade na verdade nem sei quem sou realmente, sou antisocial e n tenho iniciativa nenhuma. sempre sospeitei que a causa disso poderia ser o modo de como passei a minha infancia até ler esta matéria e obter mais informaçao sobre o assunto

    • Mau:

      atualmente vivo em espanha e passo 24 horas do dia falando espanhol, por isso pesso perdao pelos meus erros ortograficos kkk

    • Gregory House:

      Somos dois,então.O meu se preocupava mais com as putas dele do que com a família.E é assim até hoje,fazendo filhos numa vadia após os 70 anos de idade.Ainda bem que com meu filho sou exatamente o oposto disso.

    • Michael Campos:

      Quando não perdoamos nossos inimigos levamos ele o tempo todo do nosso lado.

    • Cláudio Ivone Jardim:

      Caro Caio, a falta de perdão causa inúmeras doenças físicas, não por acaso se diz para LIBERAR o perdão.

  • Rafael2:

    Belíssima a matéria.

  • Luiza Vaz:

    Amor de pai é uma coisa maravilhosa e eu sei que a Natasha escreve isso com propriedade.

  • Nanda E Nelson Mendes:

    Super interessante!

  • Cesar Crash:

    Gostaria de trazer à lembrança um outro debate, onde Chico Lobo https://hypescience.com/homens-x-mulheres-6-principais-diferencas-fisicas-explicadas/comment-page-1/#comment-151690 lançou a ideia de que casamento é uma imposição das religiões e do Estado. A ideia foi apoiada também por Ezio José https://hypescience.com/homens-x-mulheres-6-principais-diferencas-fisicas-explicadas/comment-page-1/#comment-153205
    Eu me coloquei veementemente contra esta linha de raciocínio. Valeu pela matéria, Natasha, ajuda bastante.

  • J.P.:

    “É culpa do pai, ou é culpa da mãe?” Nem um dos dois, pois não há culpa.

    A maneira como os pais se relacionam no sentido casal, a sintonia e o amor do par, vai influenciar muito no desenvolvimento do filho. (E aqui entram as variáveis do comportamento inconsciente)
    O filho deve ser amado, respeitado, protegido, assessorado e amparado pelo pai e pela mãe, cada com 50% de responsabilidade. Vale lembrar a importância do bom exemplo familiar e educação de qualidade, no desenvolvimento do ser…

    Mas, infelizmente, ainda vai demorar muito para que os humanos entendam que a RESPONSABILIDADE é de ambos. Do pai e da mãe.

  • Alexandre Maier:

    Sempre pensei assim… concordo plenamente, eu tenho o privilégio de ter o amor de Pai e Mãe,
    E pela observação pessoal nas pessoas sei que o convívio de uma figura paterna faz diferença na personalidade das pessoas… essa matéria confirma o que argumentei com muitas pessoas…

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