Atirando um carro em uma super cama elástica de kevlar

Por , em 24.03.2020

Em tempos de quarentena, com todo o tempo livre disponível, estamos vendo as pessoas fazerem as coisas mais inúteis possíveis, embora engraçadas.

Acho que o vídeo abaixo se encaixa perfeitamente nesta categoria. Certamente, foram necessários muito tempo livre e força de vontade para atirar um carro em uma cama elástica gigante.

Sim, é isso mesmo que você leu. E, como deve estar pensando (corretamente), o feito não é nada simples.

O vídeo

O vídeo é conduzido por Mark Rober, do canal How Ridiculous.

Esse pessoal maluco primeiro construiu uma cama elástica grande e alta o suficiente para poderem atirar um carro nela, composta de algumas camadas sobrepostas de kevlar, aquele material à prova de balas, e apoiada por uma grossa estrutura de aço e 144 molas grandes (destas utilizadas em portões de garagem).

Antes de literalmente jogarem um veículo ali, eles lançaram várias outras coisas na cama elástica, como um saco de melancias, 20 bolas de boliche e uma pedra de 30 quilos em cima de balões de água. (Se você é ansioso, pode pular para cerca de 9:20, quando eles começam a programa a queda do carro).

A física é muito legal porque é certeira

Por que fazer um experimento como esse? Bom, dá trabalho, mas é muito divertido. Além disso, é uma ótima demonstração de como funciona a mente de um matemático, um físico ou um engenheiro mecânico, por exemplo.

Os cientistas envolvidos nessa peripécia só a realizaram porque tinham um grau de certeza razoavelmente bom de que tudo iria dar certo. Antes de construírem a cama elástica e a testarem, eles realizaram diversos cálculos e rodaram modelos computacionais que os mostraram de antemão o que iria acontecer.

Isso é muito legal – enquanto em outras áreas pode haver muita confusão e polêmica a cerca de afirmações, a física não dá espaço para muitas dúvidas. É isso que vai acontecer, e é o que acontece.

É também por esse que motivo que os cientistas sabiam que sua cama iria suportar o carro. E é dessa forma que eles trabalham em indústrias como a NASA e a Apple, desenvolvendo tecnologias.

“É esse ciclo de projetar algo no CAD [desenho assistido por computador] e analisá-lo para ver se é bom o suficiente, e testá-lo para verificar suas respostas. O uso de computadores para analisar projetos nos permite criar sistemas muito mais complicados do que antes, quando os computadores não eram tão poderosos. Essa ideia de que podemos entender e prever o mundo ao nosso redor usando matemática e equações é o que me fez apaixonar-me pela ciência, quando tive física no ensino médio”, diz Mark Rober no vídeo. [Wired]

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