Brasil se tornará primeiro membro não-europeu do Observatório Europeu do Sul

Por , em 3.01.2011

O Brasil está prestes a se tornar o mais novo membro do Observatório Europeu do Sul (ESO – European Southern Observatory), uma organização intergovernamental de astronomia. Após a ratificação do governo brasileiro, o Brasil se tornará o décimo quinto estado-membro do ESO, e o primeiro de fora da Europa.

Em uma cerimônia realizada em Brasília dia 29 de dezembro, o ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende, e o diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw, assinaram o acordo de adesão formal.

A adesão do Brasil foi aprovada por unanimidade pelo Conselho do ESO em reunião realizada 21 de dezembro, mas o acordo deve ser submetido ao Parlamento brasileiro para aprovação.

O Observatório Europeu do Sul tem um histórico bem sucedido de participação junto às nações sul-americanas, desde que o Chile foi escolhido como o melhor local para os observatórios em 1963. Até agora, porém, nenhum país não-europeu havia entrado no ESO como um Estado membro.

Segundo o ministro Rezende, entrar para o ESO vai dar um novo impulso para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil, como parte dos esforços consideráveis que o governo está fazendo para avançar o país nessas áreas estratégicas.

A comunidade astronômica brasileira terá pleno acesso ao mirante mais produtivo do mundo. Isso irá abrir novas oportunidades para a indústria de alta tecnologia brasileira, que poderá contribuir com o projeto “European Extremely Large Telescope” (em português, telescópio europeu extremamente grande).

O European Extremely Large Telescope é um observatório terrestre com um espelho de 42 metros de diâmetro. O observatório, que será localizado na montanha Cerro Armazones, na parte central do deserto do Atacama, no Chile, está atualmente em fase de projeto.

Uma revisão recente concluiu que o projeto está tecnicamente pronto para entrar na fase de construção. O sinal verde para a construção está previsto para 2011, e as operações devem começar no início da próxima década. Astrônomos europeus, brasileiros e chilenos terão acesso a este telescópio gigante.

O ESO é apoiado por 14 países, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido. A organização opera atualmente três locais de observação no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. [Space]

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11 comentários

  • vdcvsd:

    nao por mau mas.. o Brasil eh um dos piores paises para se estudar astronomia

  • Everton:

    Ao entrar para a organização, o Brasil ganharia acesso a esses instrumentos. Hoje, o País é sócio de dois grandes telescópios no Chile, chamados Soar (de 4 metros) e Gemini (8 metros), não ligados à ESO. Steiner teme que o custo de entrar para a ESO desvie recursos e prioridades desses projetos, essenciais para a astronomia brasileira. Diz ainda que o ministro passou por cima da comunidade científica ao escrever para a ESO sem consultar os pesquisadores.

    http://mais.uol.com.br/view/85r7d735pwrw/astronomia-questionada-entrada-do-brasil-em-programa-04029B386CDCC10366?fullimage=1&types=A

  • Luis:

    Everton,

    Mas a matéria fala que os cientistas brasileiros terão pleno acesso ao mirante…. (????)

  • harrison:

    Com os impostos arrecadados o Brasil poderia comprar o continente europeu. Com tudo já pronto.

  • Evandro junior:

    Acho interessante o Brasil participar, pois se tiver total acesso, aumentará a qualidade técnica e cientifica que hoje o mundo, é totalmente movido pela tecnologia, e o Brasil como um dos principais núcleos emergentes do mundo, não pode ficar pra trás, dessa nova era…

  • Genivaldo:

    Gasta BRASIL tu tens dinheiro e muito para gastar com os outros em vez de gastar com tua ciência astronomica brasileira carente.

  • M.:

    Boa, mazo

  • josias:

    a única coisa que realmente não escolhí, foi ser brasileiro.

  • criancinha:

    Vão criar o Imposto de Participação Brasileira em Observatório Europeu – IPB

  • Everton:

    “É um absurdo, uma irresponsabilidade”, diz João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). “Fiquei indignado.” Segundo ele, a participação na ESO custaria ao Brasil R$ 1,24 bilhão nos próximos 20 anos, o que comprometeria a continuidade de projetos nacionais importantes em curso – além de ser incompatível com a realidade orçamentária brasileira.

    “Parece-me inconcebível concordar que um país ainda em desenvolvimento pague essa quantia de dinheiro para países desenvolvidos fazerem boa ciência”, diz Steiner, em uma longa carta de protesto enviada ao ministro Rezende no início deste mês.

    A participação na ESO custaria, a princípio, cerca de R$ 50 milhões por ano e astrônomos brasileiros terão acessos mínimos a dados somente.

  • BorgesB:

    Finalmente uma ótima notícia de ano novo.

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