Essas camisinhas autolubrificantes tornam o sexo seguro mais prazeroso

Por , em 18.10.2018

Em uma nobre tentativa de tornar o sexo seguro mais prazeroso, pesquisadores do Reino Unido inventaram uma camisinha autolubrificante que proporciona uma sensação “escorregadia” quando usada.

O revestimento exclusivo tem a capacidade de cortar dor por atrito e aumentar a satisfação.

Um upgrade bem-vindo

Embora os preservativos de látex tenham inúmeras vantagens, como excelentes propriedades de barreira, baixo custo e facilidade de uso, também apresentam alto atrito.

Isso pode levar a certos problemas durante o sexo, incluindo furos na camisinha e desconforto.

A falta de prazer é um motivo comumente citado entre homens e mulheres como justificativa para não usar preservativo. De acordo com uma pesquisa feita nos EUA em 2008, 77% dos homens e 40% das mulheres disseram ter experimentado prazer reduzido e aumento de desconforto durante o uso de camisinha.

Até agora, não tem havido solução perfeita. Mesmo quando lubrificantes são usados em conjunto com o preservativo, o prazer melhorado pode ser de curta duração.

A nova camisinha

Um preservativo autolubrificante pode oferecer aos usuários uma alternativa. Os pesquisadores desenvolveram e otimizaram o que eles chamam de “técnica de tratamento de superfície escorregadia”, que reveste o látex com uma camada fina de polímeros hidrofílicos.

Como o nome sugere, esses polímeros são atraídos por moléculas de água e são solúveis, o que significa que, ao contato com uma superfície úmida, tornam-se escorregadios ao toque.

A técnica de revestimento forma uma forte ligação química entre o lubrificante e o látex, o que significa que não é facilmente removido e fornece baixa fricção consistente.

É importante ressaltar que nenhuma dessas características afetou a resistência do látex.

Aprovada

Até os usuários conseguem perceber a diferença. Como parte do estudo, uma pesquisa de acompanhamento pediu que 33 participantes sentissem e comparassem três amostras diferentes de camisinha antes e depois do contato com a água.

A grande maioria dos participantes concordou que o material de látex autolubrificante era mais escorregadio (85%). Desses, 70% sentiram que o revestimento era “muito mais escorregadio” do que as outras duas alternativas.

“Os resultados da pesquisa sugerem que um preservativo inerentemente escorregadio poderia ser adotado e poderia aumentar o uso de camisinha entre as populações que não usam consistentemente preservativos”, concluem os pesquisadores.

Necessidade

A invenção foi financiada em parte pela Fundação Bill e Melinda Gates, que concedeu uma série de doações em 2013 para o desenvolvimento da “próxima geração de preservativos”, ou seja, um que não diminua o prazer e, portanto, incentive as pessoas a usá-los de forma mais consistente.

De acordo com a fundação, se a invenção correta for encontrada, ela poderia “levar a benefícios substanciais para a saúde global, tanto em termos de redução da incidência de gravidez não planejada quanto na prevenção da infecção pelo HIV”.

As descobertas do estudo foram publicadas na revista científica Open Science. [ScienceAlert]

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