Corpo magro é preferência masculina, não feminina

Por , em 29.01.2013

Um estudo feito na Universidade de Granada (UGR), Espanha, demonstrou que os homens preferem um corpo feminino magro muito mais que as mulheres, e que eles também acham o corpo com sobrepeso mais desagradável que as mulheres.

Ainda assim, mulheres que não se sentem confortáveis com seu peso veem mulheres com peso “normal” como uma ameaça. Elas têm sensações de desagrado e falta de controle, já que sentem que não têm controle sobre seu corpo e não conseguem deixá-lo do jeito que gostariam.

Autopercepção alterada

Quatro experimentos com 671 estudantes universitários foram feitos. Conforme explica Blanca Ortega-Roldán Oliva, uma das autoras da pesquisa, os corpos femininos de modelos profissionais com peso normal foram os melhor avaliados por homens e mulheres, embora despertassem sensações de falta de controle, por serem vistos como de difícil obtenção.

Por outro lado, ficou evidente aos pesquisadores que as mulheres que estão insatisfeitas com o próprio corpo são afetadas negativamente pela visão de modelos com corpo normal, avaliando-os como “pouco agradáveis, muito excitantes e altamente inalcançáveis”.

Segundo Oliva, elas “não são capazes de avaliar as imagens como são de fato, mas a forma como percebem emocionalmente este tipo de imagem marca implicitamente seu próprio sentimento ao se compararem com elas”.

Desta forma, ver imagens de modelos normais faz com que as mulheres insatisfeitas com seus corpos ativem processos de comparação corporal e se sintam mal, ao avaliar que seus próprios corpos não cumprem os cânones de beleza que desejam.

A mídia e os homens

Com o estudo, os pesquisadores da UGR demonstraram que o tipo ideal de mulher espanhola não coincide com o ideal de beleza “supermagro” que propõe a mídia, e que se considera atualmente referência estética e social.

Ao contrário, “são os corpos femininos de modelos com peso normal e saudável os preferidos por homens e mulheres espanholas”. Segundo os pesquisadores, estas evidências deveriam ser levadas pela indústria publicitária e da moda, para fomentar uma imagem de mulher que ajude a prevenir a crescente incidência da insatisfação corporal e problemas alimentares associdados.

Por fim, os cientistas concluem que a pressão social exercida sobre as mulheres para que fiquem magras pode vir principalmente dos homens, já que eles preferem a magreza feminina e estigmatizam a obesidade mais do que as mulheres. [Universidade de Granada, Nature World News]

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4 comentários

  • Silvio Ribeiro:

    Se a pesquisa fosse feita no Brasil, aposto que o resultado seria diferente.
    Na época do Chacrinha, as chacretes eram escolhidas a dedo e tinham que ser “boazudas”.
    As mulatas do Sargentelli também.
    O homem brasileiro gosta de mulheres cheinhas e pernudas.
    As modelos magrelas não são sexis e são mais pele e osso. Pior é que muitas jovens tentam initá-las, prejudicando a saúde.
    Ainda bem que essa ditadura não atinge os homens e portanto não causa distúrbios nem complexos.
    Alguém já viu uma magrela rainha de bateria de escola de samba?
    Magrelas também não vencem concurso de miss.
    Viva a mulher cheinha e gostosa, que não é influenciada pela mídia nem pela ditadura do corpo esquelético e são as mais desejadas.

  • Charles Escorcio:

    Faltou aqui a referencia do que e ser magra!

    Alguma coisa do tipo peso-altura.

  • Cleiciane Oliveira:

    A famosa ditadura da beleza! =/

  • Renan Altair Nardi:

    Como tudo na vida pecar por excesso não ajuda em nada.
    No caso, nem corpos muito magros nem muito gordos são o melhor.
    Ambos pecam por excesso.

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