Sodoma e Gomorra foram destruídas por algo que não imaginávamos, dizem arqueólogos

Por , em 23.11.2018

Segundo um estudo da Trinity Southwest University (EUA), um asteroide que explodiu no ar pode ter destruído a cidade de Tall el-Hammam na Idade do Bronze, 3.700 anos atrás.

Alguns pesquisadores consideram Tall el-Hammam – que fica na região de Middle Ghor, no vale do Jordão – um local plausível para a cidade bíblica de Sodoma, embora esta conclusão seja debatida no campo arqueológico.

Evidências da explosão

De acordo com a Bíblia cristã, as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus por seu comportamento pecaminoso.

Escavações e datações por radiocarbono em Tall el-Hammam sugerem que a maioria de suas paredes de tijolos de barro desapareceu há cerca de 3.700 anos, o que se encaixaria no cronograma bíblico.

Acredita-se que vários locais de Middle Ghor tenham sido habitados por 2.500 anos ou mais antes do suposto impacto.

Os pesquisadores pensam que uma explosão atingiu o local por conta principalmente de evidências minerais que se cristalizaram de repente na região em um calor escaldante. Estes minúsculos grãos minerais ficaram grudados em cerâmica do período depois de serem chicoteados por ventos fortes. A camada externa de alguns itens cerâmicos também aparentemente derreteu e se transformou em vidro.

Destruição

A equipe, liderada pelo arqueólogo Phillip Silvia, tem escavado a área há mais de uma década.

Silvia esclarece que as amostras de solo e cinzas coletadas em Tall el-Hammam “contêm evidências de destruição do solo e contaminação do subsolo com sais do Mar Morto que teriam impedido o cultivo das plantações por muitos séculos após o evento”.

A suposta explosão, nomeada “evento Kikkar 3.7KYrBP”, provavelmente liberou 10 megatoneladas de energia no ar em uma área de 25 quilômetros ao norte do Mar Morto, na atual Jordânia.

Isso significa que não apenas eliminou 100% das cidades e vilas da Idade do Bronze nesse raio, como também destruiu os solos agrícolas dos campos outrora férteis. Os cientistas suspeitam que as pessoas só retornaram à região entre 600 e 700 anos depois. [NewsWeek, express]

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