Nova Miss Virgínia é uma bioquímica que fez um experimento científico como seu talento

Por , em 8.07.2019

Se você é desses que acha que concurso de beleza é tudo coisa fútil, a bioquímica americana Camille Schrier acabou de mudar isso.

A jovem de 24 anos participou recentemente da competição do estado americano de Virgínia, e realizou nada menos que uma experiência científica durante sua prova de talentos.

Como resultado, foi coroada a nova Miss Virgínia.

O experimento

Você já deve saber que os concursos de beleza envolvem, geralmente, um show de talentos nos quais as competidoras precisam demonstrar uma habilidade especial. Mais comumente, isso significa cantar, dançar, fazer mágica ou até contorcionismo.

Uma demonstração da decomposição catalítica de peróxido de hidrogênio deve ter sido algo inédito, de fato.

O experimento é conhecido como “pasta de dente de elefante”. Camille misturou cuidadosamente diferentes substâncias químicas para criar uma explosão de espumas azul e laranja.

A vencedora do concurso tem dois bacharelados, em biologia de sistemas e bioquímica, pelo Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, e atualmente estuda para se tornar Doutora em Farmácia na Universidade Virginia Commonwealth.

Ela afirmou em um blog universitário que escolheu fazer um experimento científico no concurso para “incentivar” as pessoas para os campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Estou tentando ser como Bill Nye. Quero animar as crianças, não quero que seja chato”, esclareceu.

Concurso de (muito mais que) beleza

Camille explicou que sentiu vontade de participar da competição porque percebeu que esse tipo de concurso está agora dando mais valor a talentos com impacto social ao invés de apenas aparência.

Por exemplo, no novo “Miss America” 2.0, do qual Camille irá participar como Miss Virgínia, ao invés de desfilar de biquíni, as competidoras vão passar mais tempo falando sobre seus objetivos e conquistas.

Além disso, elas não vão precisar mais usar o tradicional vestido de gala, e sim irão poder escolher as roupas que irão utilizar, que expressem melhor suas personalidades.

“A evolução da competição Miss America, que reflete mais inclusividade, e uma oportunidade de fazer a diferença e ganhar uma bolsa de estudos, me inspirou a competir este ano”, Camille contou ao portal IFLScience. “Sou mais do que a Miss Virgínia. Sou a Miss Bioquímica, a Miss Bióloga de Sistemas, a futura Miss Doutora em Farmácia em busca de uma carreira na indústria farmacêutica”.

“Nós não somos mais um concurso de beleza. A América representará uma nova geração de mulheres líderes focadas em bolsas de estudo, impacto social, talento e empoderamento”, confirmou Gretchen Carlson, presidente do Conselho de Curadores do Miss América. “Estamos vivenciando uma revolução cultural em nosso país com as mulheres criando coragem para se levantar e fazer suas vozes serem ouvidas em muitas questões. A Miss América tem orgulho de evoluir como organização e fazer parte deste movimento de empoderamento”. [TheBoredPanda]

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