O amor também é química: entenda o porquê

Por , em 3.12.2012

Um casal participou do primeiro teste humano com um novo antidepressivo. Confinados em um laboratório, os dois logo se apaixonaram. Mas, com o humor e sensações alteradas pela droga, como eles podem saber se estavam realmente apaixonados, ou se o amor surgiu apenas como resultado de uma química cerebral alterada?

Não se preocupe, pois essa não é uma história real absurda, mas o enredo de The Effect, uma peça teatral britânica. O enredo chama nossa atenção por questionar até que ponto os sentimentos não são apenas resultados do funcionamento químico dos nossos corpos.

Afinal, o que é o amor? Um sentimento que surge através de experiências corpóreas concretas, ou é apenas algo psicológico? Qual a relação entre essas sensações físicas e químicas? Muitos tentam dar uma explicação científica para o amor, mas, até hoje, ninguém chegou a uma conclusão definitiva sobre isso.

Está claro, entretanto, que todas as sensações que surgem quando estamos apaixonados ocorrem graças à química. Borboletas no estômago, faces rosadas, mãos suando, olhos brilhantes, sorriso até as orelhas… Esses são apenas alguns dos indícios de que o amor que sentimos está ligado a reações produzidas pelos nossos corpos.

A Química do Amor

A frase “rolou uma química entre nós” não é apenas figurativa. Todos esses sentimentos bons que acompanham a paixão são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas nos corpos das pessoas apaixonadas. Entre as substâncias, estão a adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, vasopressina, serotonina e as endorfinas.

Ao todo, pesquisadores acreditam que 12 áreas do cérebro trabalham juntas só quando você olha para o seu amado. Não é a toa que nos sentimos tão bem!

A química da paixão libera substâncias que produzem a sensação de felicidade, aceleram o coração e aumentam a excitação. É graças a esse fenômeno que surge o desejo sexual entre o casal, que muito além de algo físico, é química novamente.

“Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”. Isso era o amor para Luis Vaz de Camões. Não só ele, como outros escritores e poetas de todas as gerações tem tentado expressar em palavras o que é esse sentimento. Apesar de todos nós (ou pelo menos a maioria das pessoas) o reconhecerem, o amor não tem uma definição única.

Será que algum dia a ciência conseguirá explicar o que é esse sentimento, ao seu modo? [New Scientist/Brasil Escola/Somos Todos Um, Foto]

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6 comentários

  • jodeja:

    Complicado? Nem tanto, se procurarmos compreender o que é o Amor. Não é química, não é, (ou pode ser?) palpitações, sentimento, química e estar apaixonado não é estar amando O Amor é algo ainda muito difícil de ser compreendido pela humanidade.
    Se alguém, (iluminado) sabe, ainda não pode explicar para nós.

  • Washington n:

    A frase “rolou uma química entre nós” não significa paixão, muito menos amor. Pra mim é uma frase bem acanalhada que denota atração sexual.

    Aqueles que acreditam estar amando com base em “química”, estão expostos a todo tipo de contratempo e decepção. O amor vem de dentro pra fora, não o inverso.
    Muitos se iludem com um belo rapaz, uma bela moça; se entregam a um estranho por causa da aparência física. Depois quebram a cara. E por quê? Por não terem conversado direito, não terem conhecido por dentro.

    Conhecer POR DENTRO é mais difícil, leva mais tempo, é mais trabalhoso, requer tempo de muita conversa. Nem todo o mundo tem paciência, mas quem busca o amor deve fazer isso. Não existe outro caminho.

  • D. R.:

    Concordo com o Glauco, acredito que os sentimentos são propriedades da alma; os neurotransmissores só transportam informação, mas não podem ser a causa dos sentimentos; já que toda a biologia é derivada da química e toda a química é derivada da física e toda a computação (incluindo redes neurais) é derivada da matemática. E qual lei da física ou da matemática pode explicar a origem dos sentimentos?

    Por isso que a origem da consciência, dos sentidos e dos sentimento ainda é um espantoso mistério para a Ciência e não tem nada de trivial. Não é à toa que até o famoso físico matemático Sir Roger Penrose já vem há décadas tentando entender a origem da consciência.

    Como mostra o excelente artigo do HYPESCIENCE:

    https://hypescience.com/mecanica-quantica-explica-a-existencia-da-alma/

    E eu vou até mais longe:

    Até prova em contrário, penso que a consciência dos sentidos e dos sentimentos pertencem à outra dimensão: a espiritual. Por isso, acredito que o homem jamais conseguirá construir uma consciência de verdade: que sinta cores, sons, cheiros, dor, amor, raiva, etc.; acredito que os sentidos e os sentimentos sejam propriedades da alma e que nosso cérebro não passa de uma interface entre o mundo espiritual e o nosso mundo físico e matemático em que vivemos.

    Não me parece lógico que um dia o homem conseguirá criar uma rede neural virtual por software ou mesmo física por hardware que fará com que, por um passe de mágica, faça emergir a consciência dos sentidos e dos sentimentos como faz o cérebro.

    Pois, no fim das contas, serão apenas instruções de computador simulando os neurônios ou sinais elétricos sendo convertidos em informações de entrada e saída e sendo processados; algo totalmente sem consciência e sem vida como é um computador ou robô.

    A não ser que exista algum elemento químico presente no cérebro que, em si, tenha consciência de dor, luz, som, etc. (o que acho muito difícil); ou que, como especula o famoso físico matemático Sir Roger Penrose, a consciência surja das interações quânticas entre as células cerebrais (o que também não passa de mera especulação); ou sabe Deus lá o quê.

    Por isso que, para mim, o mundo dos sentidos e dos sentimentos é algo totalmente à parte deste mundo físico e matemático em que vivemos e especulo que o cérebro não passa de uma interface entre esses dois mundos.

    E por isso, também, que eu não acho tanta loucura filosofar:

    Nós criamos o amor ou o Amor nos criou para habitar em nós?

    Eis a questão!

    Como estranhameeeente afirma a Bíblia quando diz:

    “Aonde está o amor, aí está Deus; porque Deus é amor…” ou

    “Aquele que não ama não conheceu a Deus, pois Deus é amor…” e

    “Deus não habita em templos feitos pela mão do homem, mas no coração do homem que é templo de Deus…”,

    Muito estranho isso, não?

  • Wiliam Cesar:

    Oque acontece com a gente então, Izabela?

  • Glauco Ramalho:

    Eu discordo que o sentimento surja de reações químicas. Eu digo que as reações químicas surgem dos sentimentos, e só então o corpo produz as substâncias químicas para que o corpo reaja.

    • Cesar Grossmann:

      Pelo que eu entendi, não é nem um, nem outro – não há a dicotomia sentimento/reação química. O sentimento é a reação química. Tudo que você sente é o resultado da ação dos hormônios em questão. Sem a reação química, não há o sentimento, por que são dois lados da mesma moeda.

      Palpitação, boca seca, sudorese, etc., é tudo a reação química, e é o sentimento ao mesmo tempo. Separar um do outro é criar uma divisão que não existe.

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