Pesquisador propõe que objeto espacial pode ser produto de civilização alienígena

Por , em 6.11.2018

O objeto espacial ‘Oumuamua (“Primeiro mensageiro distante”, em havaiano), passou pertinho da Terra em outubro de 2017, e deixou muitos astrônomos intrigados.

Ele é incomum por vários fatores: é o primeiro visitante de fora do sistema solar registrado; não parece se comportar nem como cometa nem como asteroide; parece ter uma fonte própria de aceleração; e não tem cauda.

Este objeto avermelhado de tamanho estimado de 1000m x 167m x 167m chegou de repente, sem muito aviso, e os pesquisadores tiveram poucas semanas para se preparar para estudá-lo. Além disso, sua passagem perto da Terra coincidiu com a passagem do furacão Maria em Porto Rico, que interditou o observatório Arecido. Este observatório poderia ter trazido informações valiosas sobre o ‘Oumuamua.

Objeto alienígena?

Um artigo científico que será publicado por um pesquisador de Harvard em 12 de novembro na revista Astrophysical Journal Letters, propõe que o ‘Oumuamua pode ser um objeto feito artificialmente por alienígenas.

O artigo tenta explicar a movimentação estranha do objeto e oferece várias hipóteses. Uma delas é que sua aceleração se deva a pressão por radiação solar.

“Se a pressão por radiação é a força aceleradora, então o ‘Oumuamua representa uma nova classe de material interestelar, que ou é produzido naturalmente, através de um processo ainda desconhecido nos discos proto-planetários, ou por uma origem artificial”, diz o artigo.

O trabalho explora a ideia de que o ‘Oumuamua poderia ser uma parte quebrada de uma nave alienígena. Ele poderia ser uma vela solar flutuando no espaço interestelar.

O autor até propõe que ao invés do objeto ser apenas parte de uma nave, ele pode ser a nave inteira: “alternativamente, um cenário mais exótico é que o ‘Oumuamua pode ser uma nave totalmente operacional enviada intencionalmente para as vizinhanças da Terra por uma civilização alienígena”.

Mas é tarde demais para confirmar esta ideia usando telescópios ou de outras formas, conclui o artigo. A única forma de confirmar ou descartar esta hipótese seria observar um objeto parecido no futuro. [CNET]

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