Segunda versão de pintura oculta é encontrada sob obra-prima de da Vinci

Por , em 16.08.2019

Existem duas versões semelhantes de um quadro famoso de Leonardo da Vinci, conhecido como “Virgem das Rochas”. Agora, membros do museu National Gallery de Londres, no Reino Unido, estão dizendo que podem ser na verdade três.

Isso porque técnicas de imageamento descobriram uma versão diferente oculta sob um dos quadros, que atualmente fica no National Gallery.

Virgem das Rochas

Da Vinci fez duas pinturas semelhantes mostrando a virgem Maria, o menino Jesus e São João Batista ainda bebê. A primeira foi vendida a um cliente particular e hoje é exibida no Museu do Louvre, em Paris (à direita na imagem abaixo). A segunda, conforme já explicamos, se encontra agora no National Gallery e foi feita para a Igreja Católica.

“Esta segunda versão não é mera reprodução da primeira”, disse a galeria em um comunicado. “Junto com ajustes significativos nas figuras, ele também usa essa versão para explorar novos tipos de efeitos de iluminação baseados em sua própria pesquisa em óptica e fisiológica da visão humana”.

No entanto, pesquisadores do museu britânico perceberam que esta segunda versão possui uma terceira, oculta, em cima da qual Leonardo pintou seu quadro final.

Usando três técnicas de imageamento diferentes, os pesquisadores detectaram traçados de um desenho diferente que colocava Maria no lado esquerdo da imagem, de frente para o menino Jesus e com um anjo à direita. A composição final de da Vinci foi significativamente alterada em comparação à essa oculta.

Metodologia

Os pesquisadores primeiro descobriram a pintura oculta em 2005, usando reflectografia infravermelha. Essa técnica revela camadas de pintura invisíveis aos olhos, observáveis apenas no infravermelho.

Em seguida, eles utilizaram espectroscopia de fluorescência de raio-X para identificar elementos individuais ao bombardear a pintura com luz de raio-X. Isso foi possível porque o desenho foi concebido com uma substância contendo zinco.

Por fim, os pesquisadores usaram imagem hiperespectral para detectar energia eletromagnética na pintura e revelar detalhes que não seriam identificáveis em apenas um espectro.

Exibição

Os pesquisadores ainda estão processando os dados, de forma que novos detalhes podem ser anunciados em breve.

Além disso, a pintura e uma reprodução de sua versão escondida serão exibidas no National Gallery a partir de 9 de novembro deste ano até 12 de janeiro de 2020. [LiveScience]

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