Por que temos vontade de amassar coisas fofas

Por , em 28.01.2013

É uma reação estranha: vemos uma coisa fofa – um bicho fofo, um bebê fofo – e cresce dentro de nós uma vontade de morder, beliscar, fazer em pedaços aquela coisinha indefesa e inocente.

Por que queremos “amassar” coisas que achamos tããão bonitinhas? Esta reação paradoxal recebeu o nome de “agressão fofa” pela estudante de psicologia Rebecca Dyer, da Universidade Yale (EUA).

Para entender como funciona esta reação, Rebecca e sua equipe apresentaram fotos a 109 pessoas, que foram classificadas como “fofas”, “engraçadinhas” e “neutras”.

Os participantes tinham que dizer como se sentiam sobre as fotos, com frases como “eu não consigo aguentar tanta fofura, eu quero morrer”, ou se queriam agarrar e apertar alguma das coisas nas fotos, ou simplesmente dizer “grrrr”. Quanto mais fofo o bichinho da foto, mais agressiva era a resposta.

Para saber se a resposta era só verbal, os participantes fizeram outro teste, em que recebiam um pedaço de plástico-bolha, e viam um slideshow de fotos do mesmo tipo (fofas, engraçadinhas e neutras).

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Enquanto estouravam em média 80 a 100 bolhas vendo imagens engraçadinhas ou neutras, quando apareciam imagens fofas cerca de 120 bolhas davam adeus a este mundo.

Uma das hipóteses de Dyer é que, ao ver uma imagem de algo fofo, nosso primeiro impulso é querer cuidar desta coisa fofa, mas como a foto não nos deixa dar vazão a estes sentimentos, ficamos frustrados, e daí vem a agressão.

Outra explicação é que quando temos uma exposição excessiva a uma coisa tão boa, isto acaba se tornando negativo, como chorar de felicidade. Talvez dar um viés negativo seja uma forma inconsciente de regular a energia disparada pelas imagens de coisas fofas. [PopSci, LiveScience, via Yahoo, imagens de LiveScience]

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4 comentários

  • Daniele Falcone:

    Se essa reação ocorresse apenas com fotos eu até concordaria… mas o que dizer da minha hamster síria que sofre agressões “fofas” minhas quase que diariamente? pobrezinha…

  • Eloyr:

    Muito simplória esta pesquisa…
    Melhor voltar aos estudos e
    apresentar algo mais convincente.

  • Warllen Pantuzzo:

    Eu discordo da pesquisa. Acredito sim, que se trata de uma ação agressiva intuitiva, mas não com a intenção de “cuidar”. Acredito estar mais arraigada a nossos instintos primitivos de alimentação. Imagine que nos primórdios um hominídeo visse um filhote fofinho. O que acha que seria mais plausível que ele pensasse? “Hooo, que fofinho, vou cuidar dele!” ou “Ummm, que delícia! Um lanche macio e fácil!” Acho a segunda opção mais lógica.

  • Mila Peixoto:

    Agora sem esta dúvida que estava na minha cabeça, morrerei em paz (no futuro é claro

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