Professor da Universidade de Ohio diz ter identificado vida em imagens de Marte

Por , em 21.11.2019

Um especialista em insetos da Universidade de Ohio (EUA) acredita ter encontrado evidência de que há pequenos organismos rastejando pela superfície de Marte. William Romoser, que tem 45 anos de experiência estudando insetos, passou os últimos anos analisando fotografias da NASA feitas em solo marciano.

O professor acredita ter encontrado nas imagens animais com exoesqueleto e apêndices articulados. Segundo ele, há evidências suficientes para classificar estes organismo como insetos. Suas descobertas foram publicadas nesta terça-feira (19), na revista Entomological Society of America.

Ele também diz que em algumas das imagens, os minúsculos espécimes parecem ter virado a cabeça na direção da câmera.

“Existiu e ainda existe vida em Marte”, afirma ele, notando que as imagens parecem mostrar tanto criaturas fossilizadas quanto vivas. Ele conta que observou partes nesses organismos que pertencem a insetos avançados, como asas, flexão de asas e vários elementos estruturados de pernas.

Imagens de fósseis foram analisadas por William Romoser

Romoser usou o banco de dados Jet Propulsion Laboratory da NASA, que contém imagens brutas e mosaicos compilados, que foram reunidos em várias missões diferentes. A maioria das imagens, porém, vem do rover Curiosity.

O pesquisador tem um currículo de peso: é co-autor de quatro edições do livro-texto “A ciência da entomologia”, foi pesquisador da Marinha dos EUA por 20 anos investigando doenças transmissíveis por insetos, e foi professor de entomologia da Universidade de Ohio por 45 anos. Foi fundador do Instituto de Doenças Tropicais desta mesma universidade. [Daily Mail, EurekAlert!]

Atualização (22/11/2019, 11h03): seguindo uma reação negativa de pesquisadores do mundo todo em relação à afirmação de Romoser, a Universidade de Ohio retirou do ar a nota para imprensa que anunciava a suposta descoberta do pesquisador. O release que havia sido publicado no EurekAlert por Romoser também foi retirado do ar a pedido dele.

Romoser passou a negar todos os pedidos de entrevista da mídia e não quis se posicionar sobre o acontecimento. “O professor membro não quer mais se engajar com a mídia sobre esta pesquisa, então optamos por remover a reportagem do nosso site e do EurekAlert“, explicou o porta-voz da universidade Jim Sabin.

Um pesquisador do departamento de biologia da Universidade de Oregon (EUA), Danid Maddison, acredita que Romoser enxergou os insetos nas imagens da NASA por causa da “pareidolia”, uma ilusão frequente quando olhamos para nuvens e enxergamos um objeto ou animal, por exemplo. Isso é muito comum quando olhamos para rochas, janelas embaçadas, montanhas e líquidos derramados.

“Eu, pessoalmente, tenho pareidolia quando relacionado a insetos, besouros em particular. Eu trabalhei com besouros por décadas; eu coletei muitos milhares de besouros ao redor do mundo. Através dos anos eu construí no meu cérebro um sistema de padrão de reconhecimento para identificar besouros”, exemplifica Maddison.

A NASA também se posicionou sobre a alegação do pesquisador. A seguinte nota foi publicada: “A opinião geral coletiva da maioria da comunidade científica é que as condições atuais da superfície de Marte não são adequadas para a água líquida ou vida complexa. Como parte de nossos objetivos astrobiológicos,, um dos principais objetivos da NASA é procurar por vida no universo e o rover Mars 2020, lançado no próximo verão, é a nossa próxima fase para explorar a vida passada em potencial do Planeta Vermelho”. [Space.com, Futurism]

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