Professor usa reconhecimento facial para classificar nível de tédio dos alunos

Por , em 13.09.2016

O professor de ciências Wei Xiaoyong, da Universidade de Sichuan (China) utiliza um “leitor facial” para estudar as expressões e emoções de seus alunos. Tudo começou quando ele passou utilizar um dispositivo com reconhecimento facial para registrar a presença dos alunos em suas aulas. Agora ele usa o equipamento para saber quão envolvidos ou entediados seus alunos estão.

Câmeras estrategicamente posicionadas na sala de aula identificam e registram as reações dos alunos, usando tecnologia de reconhecimento facial para ler suas emoções. Um sistema de algoritmos detecta as alterações de humor em cada aluno, mostrando se estão felizes, neutros ou distraídos.

“Quando cruzamos estas informações com a forma que ensinamos, e colocamos isso em uma linha do tempo, podemos saber quando estamos atraindo a atenção dos alunos”, explicou Wei ao jornal Telegraph.

Wei compartilhou sua técnica com outros professores em universidades chinesas, e já viu resultado tanto em salas de aula como em trabalhos de psicologia e até na reforma educacional do país. Teoricamente, professores podem avaliar seus métodos de ensino se descobrirem quais partes de suas aulas deixam os alunos entediados e quais partes os deixam envolvidos.

Big Brother escolar

O conceito de instalar câmeras em salas de aula não é novo. Engenheiros dos laboratórios SensorStar, de Nova York, começaram a usar o método em 2013 para estudar o rosto de estudantes em sala de aula e usar algoritmo para analisar suas expressões.

O resultado do trabalho ainda não fui publicado, mas o co-fundador da empresa, Sean Montgomery, argumentou que a ideia de ter seus movimentos analisados não deve deixar pessoas incomodadas. “É exatamente o que o professor pode ver com seus olhos e o que o professor consegue ouvir com seus ouvidos”, diz. Mesmo assim, o conceito não agrada a algumas pessoas que temem por ter a privacidade invadida e que as imagens possam ser usadas com outras intenções além de avaliar seu nível de engajamento em uma aula.

No caso de Wei, ele não esclareceu se seus alunos sabem que estão sendo filmados ou não e se há algum tipo de penalidade para aqueles que não prestam atenção na aula. Será que este conceito vai virar tendência em escolas do futuro no resto do mundo? [Quartz]

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