Revés na ciência: pesquisadores passaram três décadas estudando algo que não existe

Por , em 15.05.2012

Sem dúvida, o objeto mais proeminente em nosso sistema solar é o sol. Basta analisar os números: seriam necessárias 109 Terras para cobrir o disco do sol e em seu interior caberiam 1,3 milhões de Terras.

Há mais de três décadas, cientistas do mundo todo acreditavam que o astro-rei se movia rapidamente pela galáxia, a ponto de gerar ondas de choques. Mas essa teoria caiu por terra com observações recentes feitas pela NASA, que provam que o sol se movimenta 11.250 quilômetros por hora a menos do que o imaginado.

A notícia é boa, mas frustra trabalhos de décadas de vários cientistas, que estudaram um fenômeno – agora se sabe – não existente.

Como se imaginava

O sol e seus planetas são envoltos por uma bolha de partículas carregadas e de campos magnéticos, conhecida como heliosfera. A fronteira dessa região, que se colide com poeira e gás interestelar, é intitulada de heliopausa, que marca o limite externo do sistema solar.

E por décadas, cientistas pensaram que o sol se movia rapidamente a ponto de gerar ondas de choque conforme se movimentava pela matéria interestelar, tal como em um jato supersônico.

Mas o sol é bem mais lento que o suposto, movimentando-se a 83.700 km/h. Por isso, não cria essas ondas de choque. Essa descoberta também influenciará pesquisas sobre raios cósmicos, pois muda alguns fatos conhecidos pelos cientistas.

“A descoberta é surpreendente e chocante, pois muito trabalho precisa ser refeito”, conta o astrônomo responsável pela observação, Dave McComas, do Instituto de Pesquisa Southwest, em San Antonio, Texas, Estados Unidos. “A comunidade científica se debruçou por décadas sobre algo que não existe”.

O estudo foi publicado na revista especializada Science. [LiveScience, UFRGS]

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45 comentários

  • Galmont Da Catalunya:

    E agora!!! O que será de mim? – Caramba! Putz…
    Dá-me licença, preciso acender um cigarro. Mas, (…) será que conseguirei? Agora tudo mudou. Talvez o isqueiro não funcione mais, ou a nicotina não faça mais o efeito de antes, afinal o Sol não é tão veloz como supunham há já 30 anos…
    Acho que vou pro Tibet, Índia talvez, OMMMMMMMMM

  • angelo3D:

    Isso mais uma vez mostra nossa limitação diante da grandeza do universo. Já fizemos descobertas maravilhosas, mas frequentemente “quebramos a cara”. Talvez estes eventos decepcionantes funcionem como válvula de escape para nossa arrogância e nos coloque em nosso lugar.

  • RebeloFernandes:

    Sobre ciência e cientistas.

    Gosto de contar uma história para se entender a condição humana.

    “Já ouviram falar Aristarco de Samos?

    Este magnifico astrónomo defendeu no século III a.C. que a Terra seria um planeta como os outros e simultâneamente girava sobre si mesma e em torno do Sol. Pois é, anterior em 1800 anos a Copérnico a quem em 1616, foi atribuída a teoria.

    A ciência é isto mesmo, existe quem pense e quem vulgarmente decrete a sua “validade”.

    A visão egocêntrica do universo continua a ser o padrão e a grande limitação da ciência, fundamentalmente na sua relação com o universo.

    Hoje os ditos cientista, não são pensadores, são trabalhadores na ciência.

    Erros como o apontado em cima continuam a acontecer.

    Há um que me acabou de vir à cabeça e sobre o qual um dia seremos esclarecidos, a curvatura do espaço ……

  • Pedro Ornellas:

    Que os adoradores do deus Ciência parem um pouco e reflitam. Resguardados seus méritos, ela falha e muito, e muitas vezes…
    Portanto, não se apressem em aplaudir quando alguns no seu meio ,movidos pela fé no que não pode ser comprovado, declaram que Deus não existe.

    • Cesar Grossmann:

      Os odiadores da ciência não percebem, a ciência mesmo se corrige. Não são os odiadores da ciência que a corrigem. Os erros da ciência são descobertos pela própria ciência, e não fora dela.

      A ciência é falha e limitada, mas não tem nada, absolutamente nada, melhor que ela para entender o Universo, a vida e tudo o mais.

    • EDSON_HYPE:

      De fato existem sim os adoradores da ciência, e me desculpem, não adianta negar, sejam honestos, em sua maioria são os ateus (vale dizer que tenho amigos que pensam assim e nos damos muito bem). Eu tenho desde minha tenra idade um grande gosto pela ciência e estudo bastante, contrariando um pouco aqueles que dizem que os que discordam de alguma teoria é porque nada entendem de ciência. Amigos, os tais gênios da ciência não são seres com poderes sobrenaturais, são pessoas como nós… Não devemos subestimar a capacidade de algumas mentes em questionar, ponderar e qualificar as combinações de fonemas ditos por tais gênios. Muitos grandes cientistas foram autodidatas… Não é porque foi o Sr Stephen Hawking que disse x e uma pessoa menos conhecida disse y que o x é o correto. Eu cheguei a questionar que a ciência diz saber muito sobre a origem do Universo mas, segundo a tal reportagem, sabe bem menos sobre o movimento do sol. No entanto, o César me deu um exemplo sobre orientação na floresta que, do meu ponto de vista, não se encaixou bem, pois uma coisa é a orientação baseada nos orgãos sensoriais humanos e outra é a combinação desta com instrumentos. Ora, o que eu quis dizer na verdade e talvez o César não tenha entendido bem, é que é muito mais fácil dizer com arrogância pra polícia que um bandido procurado se encontra em uma determinada cidade do que dizer que se encontra na casa do vizinho, pois haverá muito mais responsabiliade neste último caso e a cobrança será maior pelo resultado. E é isso que a ciência às vezes faz… quando se trata de coisas difíceis de serem explicadas e comprovadas, cria-se uma cachoeira de teorias mirabolantes, psicodélicas e até “circences”… Repito que gosto muito de ciência mas sou contra o endeusamento de cientistas e de suas falácias no momento em que se deparam com fatos de cunho até mesmo filosófico, mas tentam dar sempre uma explicação baseada apenas em observações… Ora, prestem atenção, baseando em observações e interpretações nunca teremos uma explicação satisfatória, pois a gama de variáveis envolvidas e ocultas no espaço e no tempo serão sempre grandes pedras de tropeço… Esse é o meu ponto de vista… Abraços a todos e principalmente ao César que não utiliza de “insultos” àqueles que discordam de seu modo de pensar…

    • EDSON_HYPE:

      Em complemento ao que eu disse sobre observação e interpretação pela ciência, é óbvio que é tudo o que a ciência tem como ferramenta e também é eficiente em vários aspectos, mas o que eu quis dizer é que não dá para usar isso para explicar tudo…

      “Porque sempre haverá muitas coisas inexplicáveis que fugirão das observações e interpretações e nunca serão alcançadas por estas ferramentas da forma como gostariam seus simpatizadores…”

    • Cesar Grossmann:

      Edson Hype, não lembro o exemplo da floresta, acho que era alguma coisa sobre como criar um mapa da Galáxia se a gente está dentro dela, certo? Ou mesmo do Universo. Não há, essencialmente, diferença alguma entre usar os olhos e usar instrumentos como telescópios ou radares.

      Sobre as teorias “mirabolantes”, tem uma coisa interessante acontecendo. Quando a ciência se prende a uma forma estabelecida de pensar, ela é rígida e dogmática, quando ela se liberta dos dogmas e experimenta novas ideias, ela está tentando teorias mirabolantes e fantasiosas. Percebe que algumas pessoas NUNCA vão ficar satisfeitas com o trabalho científico?

      De qualquer forma, existe um teste simples para ver se uma hipótese, mirabolante ou não, é um delírio fantástico ou se tem algum fundo de verdade: ela contraria as observações? Se ela não contrariar as observações, a gente ainda não pode então provar que ela está errada, e não tem por que então descartá-la. Mas qual hipótese, mirabolante ou não, o cientista deve tentar refutar ou provar? Aí entra uma coisa que os inimigos da ciência negam que os cientistas tenham: intuição. Os cientistas são seres humanos, e tem “feelings”, eles às vezes acham que esta hipótese é mais promissora que aquela, e às vezes acham isto sem ter como justificar.

      O que se pede das hipóteses mirabolantes e fantásticas é que sejam testáveis (ou que haja alguma esperança de em algum momento se descobrir como testá-las, como é o caso da Teoria das Cordas), e que ela mantenha a consistência interna do conhecimento já estabelecido. Por exemplo, se uma hipótese fantástica exigir que a segunda lei da termodinâmica seja abandonada, então ela está no campo da fantasia, e não da ciência. Claro que ainda assim tem que ser possível questionar a segunda lei da termodinâmica, mas tem que ser sempre apoiado no método científico, tem que ser repetível, tem que ser observável, não pode ser simplesmente um consumo de grafite ou de saliva.

    • EDSON_HYPE:

      César, o exemplo que você havia dado não foi o da galáxia, mas vamos deixar isso pra lá… É certo que teorias precisam ser confirmadas pelas observações, mas as observações também podem estar condicionadas ao nosso tipo de interpretação da realidade, mas nem sempre as observações serão o único pilar que sustentará uma verdade ou uma teoria, mas infelizmente é apenas isso que a ciência tem em mãos… Não sei se você se lembra da histórinha do balde que eu contei um dia no Fórum, não é minha, eu ouvi, mas achei interessante… Alguém chega e encontra um balde embaixo de uma torneira gotejando. O balde está com água pela metade… Calculando a frequência e o volume de cada gota e do balde, podemos calcular o tempo em que o balde estava vazio, mas em algum momento alguém havia aberto a torneira sem que a outra pessoa soubesse, então, baseando apenas em observação a verdade não será verdade, pois “algo” ficou fora do escopo das informações relevantes… Grande abraço

      Grande abraço

    • Cesar Grossmann:

      Mas aí você está incluindo uma perturbação não natural. Considerando apenas o gotejar da torneira, a resposta está certa, assim como estão certas as outras suposições sobre a natureza. Alguém pode interferir no gotejar da torneira, mas é IMPOSSÍVEL alguém interferir nos fenômenos naturais que estão fora do nosso alcance. E no caso do balde ainda dá para se fazer uma ressalva, colocando “considerando que a taxa com que a água escorreu da torneira para o balde não tenha sido alterada ao longo do tempo”…

      E é a mesma coisa que se faz em ciências, todas as inferências tem alguns pressupostos. Alguns cientistas trabalham para testar estes pressupostos. Por exemplo, o desvio para o vermelho é considerado um indicativo de distância, mas será mesmo? Outros astrofísicos testaram este pressuposto e chegaram a outras formas de medir distâncias cosmológicas, comprovando que o desvio para o vermelho é uma medida confiável de distâncias cosmológicas e, de quebra, aumentando o leque de ferramentas disponíveis para medir estas distâncias.

      Comparando o exemplo do balde, seria como se alguém pudesse verificar de outras formas o fluxo de água dentro do balde, ou se alguém passou por ali. A informação não é simplesmente aceita como verdadeira, sem nenhum teste ou verificação.

    • Cesar Grossmann:

      Você já procurou pesquisar o assunto, ver o que a ciência fala sobre “intuição”? Aparentemente, não…

    • EDSON_HYPE:

      César, mas o que acontece é que não dá para criar todos os pressupostos possíveis baseando apenas no nosso conceito do que é natural, pois para se criar todos os pressupostos seria necessário que o Universo fosse conhecido completamente e não durante o caminhar do conhecimento, sendo assim na própria colocação de um pressuposto, acaba que este sendo uma possibilidade e não uma certeza…

    • EDSON_HYPE:

      César, só mais um detalhe: não sei como você pode afirmar isso mas a tua frase “mas é IMPOSSÍVEL alguém interferir nos fenômenos naturais que estão fora do nosso alcance” mostra que é desnecessário neste caso adicionar o pressuposto que você sugeriu “considerando que a taxa com que a água escorreu da torneira para o balde não tenha sido alterada ao longo do tempo”, pois se é impossível uma interferência fora de nosso alçance, pra que gastar linhas colocando essa possibilidade não é mesmo?… Grande abraço

    • Cesar Grossmann:

      A resposta está na sua frente… A propósito, eu usaria a Wikipedia em inglês. Geralmente está bem mais referenciada.

    • Cesar Grossmann:

      Edson, o problema da torneira é simplista demais por outros motivos. Um deles é que a maioria dos estudos que se fazem implicam na observação de várias repetições do mesmo fenômeno. Para determinar uma lei, não se observa uma galáxia ou um planeta ou uma estrela, mas milhares de galáxias, milhares de estrelas, e em várias direções diferentes. Para eliminar a possibilidade de um fenômeno local estar mascarando um fenômeno.

      Seria como determinar a vazão de uma goteira a partir de 100 dias de observação, cada dia com baldes diferentes, em diferentes horas do dia, por exemplo. Ou até mais de 100 dias. E em períodos de diferente duração, variando de minutos a horas.

      No caso da expansão do universo, descobrimos “alguém mexendo no balde” na década de 1990, o trabalho que descobriu que a expansão do Universo estava acelerando e não desacelerando foi uma descoberta de um fenômeno deste tipo. E não foi descoberto olhando para uma galáxia, mas para uma coleção de galáxias.

    • EDSON_HYPE:

      Pois é César, como você mesmo disse já houve ocorrência de “alguém mexer no balde”, só que foi detectado, mas isto não significa que todas as outras possíveis “mexidas” o serão com o tempo, conhecimento e ferramentas que temos ou teremos em mãos.É exatamente isto que eu quero dizer. Agora, em relação ao exemplo do balde ser simplista, não vejo problema algum, em utilizar um exemplo simplista mas pedagogicamente eficiente…

    • EDSON_HYPE:

      César, é estranho o que eu vou lhe dizer, mas preste atenção: Certa vez eu tive dúvidas a respeito da utilidade das asas da avestruz e dos formatos dos cristais de neve e obtive inspiradamente informações no livro de Jó, pois a Bíblia é espiritual e somente espiritualmente se discerne, assim Deus se revela… Num determinado dia eu acordei, olhei por uma das janelas de casa e ví uma nuvem em formato de “V”, fui em outra janela e haviam dois feixes de nuvens como se fossem dois Is “II” e associei ao sete (VII) e embora, coincidentemente, era o dia 7 (meu aniversário), não imaginei que naquele dia, a partir
      dali, eu presenciaria várias outras coisas “estranhas”. Já noite, ouvi uma pregação na televisão e aquilo era como se falasse comigo, mas como eu não havia ouvido o final, eu corri “desesperadamente” para a Bíblia para entender o fim e curiosamente ela já estava marcada naquele mesmo capítulo e realmente era como se falasse comigo… E existem tantas outras coisas que não falarei aqui…

      César, eu estou dizendo isto porque há coisas que fogem do discernimento puramente materialista e isso é para que você entenda que o que vou lhe dizer a seguir pode não ser uma bobagem:

      César, tenho conhecidos, colegas e amigos ateus, amigos estes de sentarmos juntos e darmos boas risadas, de um frequentar a casa do outro… Mas a respeito deles eu nunca havia sentido algo assim como aconteceu semana passada. Eu havia começado um debate contigo e aconteceu algo bastante surpreendente. No final de semana, em casa, junto de minha família, tive uma inspiração muito forte a teu respeito, algo que transcedeu meus sensoriais humanos, algo que veio de repente, como aquele vento que nos surpreende… Algo
      que parecia muito espiritual… Sinceramente, mesmo que você não acredite em Deus, e digo o Deus dos cristãos, algo muito diferente PARECE que me foi revelado. Como se você fosse se tornar como a menina dos olhos de Deus, como se um dia fôssemos nos encontrar no reino de Deus e eu teria a honra de conhecê-lo pois você havia se tornado alguém muito importante para Deus… Em minha inspiração você foi comparado ao apóstolo Paulo que tanto perseguiu os cristãos mas que no fim se tornou um dos maiores homens de Deus…

      Não sei de onde veio aquilo, mas tive muita necessidade de lhe contar…

      Amigo, infelizmente muitos cristãos perderão a coroa ao longo da vida e outros que jamais imaginariam olhar para Cristo serão recebidos por Este de forma especial… Não precisa responder, nem quero falar mais sobre isso, mas foi preciso lhe contar… Me parece que você é o dono do site, então não precisa postar isso, por ser algo
      bastante particular.

      Grande abraço!

  • Marcio Braga Machado Braga:

    Alguma coisa existe de fato, mas qual será exata!

  • RebeloFernandes:

    Lógico que não é só o Sol que anda mais devagar, todas as estrelas andam mais devagar, pois se assim não fosse já teriamos esbarrado com outras estrelas.
    Nos campos gravíticos as estrelas a igual distância do centro de massa, estão sujeitas ao mesmo potencial(velocidade).
    A ideia da matéria negra surgiu a partir da avaliação da velocidade a que rodavam as estrelas na galáxia (Sol) e para que tal velocidade acontecesse teria que existir muito mais matéria do que a que está visivel.
    Como agora a velocidade de cálculo desceu, a quantidade de matéria necessária para justificar a velocidade do Sol baixa considerávelmente e não mais é necessário considerar matéria negra.
    Nas outras galáxias foi cometido o mesmo erro, a mesma técnica, donde é fácil concluir que também estas devem rodar a uma velocidade muito mais pequena do que se imaginava.
    Um abraço

  • Alberto Campos:

    Há mais de meio século que a ciência se engana com o universo. Aliás, foi todo o tempo de sua civilização. Digo meio século, porque até mesmo, Einstein, o grande gênio também “errou”. Com esta teoria do big bang, não entenderemos nada do universo. Temos que mudar esta teoria furada. Há muito vejo conceitos serem derrubados, teorias serem desacreditadas, novas descobertas, etc. Estamos engatinhando com respeito ao universo. Ainda temos muito que aprender. Isto sobre o sol é um pingo d’água em relação ao que falta. Matéria escura, energia escura, raios cósmicos, matéria e antimatéria, expansão do universo, etc. Você encontra explicações no blog: “Olhando o Universo”.

    • Cesar Grossmann:

      Alberto, teorias científicas são mudadas e mesmo abandonadas quando aparecem EVIDÊNCIAS que as contrariam.

      A Teoria do Big Bang foi rejeitada à princípio, mas quando as evidências a seu favor se acumularam, ela foi adotada, e faz parte do modelo cosmológico padrão.

      Não é por que a gente não entende isto ou aquilo que as teorias devem ser abandonadas. Enquanto elas não forem demonstradas como erradas, o problema não é da teoria, mas dos pobres humanos que tem dificuldade em entender o Universo.

    • Glauco Ramalho:

      A dificuldade depois é derrubar essas teorias que se engessaram. Eles fazem tantos remendos que tudo que é observado de contraditório é anexado à teoria original. Você sabe: é bem mais fácil fazer remendos lógicos do que abandonar e recomeçar do zero.

  • giuan:

    três décadas estudando o sol e só agora foram descobrir isso, interessando, mas vejam isso é bom ou ruim,

    na minha teoria quanto mas rápido se move um objeto mas ele se desgasta, se sol se movesse na nessa velocida que foi citada acima ele teria um periodo de vida curto, então se ele se move a uma velocida menor o seu periodo de vida será mas longo.

    podemos vê isso no nosso dia dia é só observamos o nosso carro o ônibus entre outros, o atrito com o ar desgarta os materiais.

    no casa de uma astro como o sol nessa velocidade imagina como seria o desgarte desse astro, tudo que se coloca a uma certa velocidade tem um desgarte de matéria.

    • Glauco Ramalho:

      Desgaste da matéria no vácuo? Tá loko?

  • JHR:

    Toda nova hipótese ou teoria cientifica é falsa. Estudos posteriores, teóricos ou empiricos irão confirmar se tal hipótese é rebusta ou não. Neste caso, medições mais confiáveis confirmaram a fragilidade da teoria.
    Vamos aguardar agora pelo Boson de Higgs…

  • EDSON_HYPE:

    Para o sol que se encontra ao lado, erram na sua velocidade, mas cogitam sobre a idade do Universo, sobre viagem no tempo, sobre como surgiu o mundo… É de rir…

    É como se eu falasse o que faz uma pessoa do outro lado da cidade e, utilizando as mesmas ferramentas, não sei o que faz o vizinho ao lado…

    É o que sempre digo, há questões filosóficas profundas no universo que não dá para resumir apenas em forças físicas cegas…

    Mas não dá mesmo…

  • maurymmarques:

    Acredito que o movimento do Sol não é de 83,7 km/h como é dito na notícia. Imagino que o correto seria 83.700 km/h.

    • Luis Carlos:

      Exato. Segundo a reportagem original, são 83.700 km/h, o que ainda é muito pouco (basta dizer que o diâmetro do Sol é de 1,39 milhão de km).

  • Austregon:

    Não se trata de dogma,a ciência é feita por homens que são falhos mas quando nova evidência surge então se modifica o modelo anterior e assim o saber evolui.

    • Junior:

      nem sempre…

  • Glauco Ramalho:

    Não vejo a hora de ver cair a Matéria, a Energia Escura e os cometas feitos de gelo.

  • Wesley Leandro:

    isso se chama dogmatismo cientifico, infelizmente algo que atrasa a ciencia, não é diferente de quando acreditavam que a terra era o centro do universo

    • garretereis:

      Cara, não vejo como dogma. Dogma é algo q não pode ser refutado, ou posto em dúvida. Nesse caso, a teoria durou enquanto não havia fortes argumentos contra. Mas a ciência trabalha com provas, e agora uma surgiu! Provavelmente, é o fim dessa teoria.
      S fosse um dogma, mesmo com provas, ainda tentariam a td custo deixá-la de pé.

    • Wesley Leandro:

      não é um dogma mas agiram como se fosse um, não havia provas contra, mas quantas evidencias a favor existiam?
      a pesquisa diz que fizeram arios trabalhos sobre o fenomeno, mas como pode ser feitos trabalhos sobre algo que não se sabe se existia? eles deviam ter gasto essas decadas de trabalho procurando saber se realmente ocorria tal fenomeno

    • garretereis:

      Bem, haviam sim! Antes de partir pra procurar algo, deve-se conceber esse algo, ou a possibilidade dele! A física teórica trata disso! Antes de procurar pela relatividade de Einstein, Einstein teve de imaginá-la. Felizmente, foi “fácil” encontrar evidência nesse caso. Em muitos outros não é, então fazem-se trabalhos teóricos, até q seja possível partir para a prática.

    • Cesar Grossmann:

      Wesley, você nem sabe como é que surgiu a teoria sobre a velocidade do Sol mas já está decretando que se trata de dogmatismo…

    • Wesley Leandro:

      Eu usei informações do texto ai, como: “A comunidade científica se debruçou por décadas sobre algo que não existe”.

    • Cesar Grossmann:

      Exatamente, Wesley. O artigo é bastante resumido, se você quer saber como é que chegaram à conclusão que haviam as ondas de choque, e como depois chegaram à conclusão que não havia, é preciso se aprofundar.

      No caso, duas medidas foram aperfeiçoadas: a medida do campo magnético solar, e a medida da velocidade com que o Sol se desloca em torno do centro galáctico.

      Mas para entender bem, mesmo, é preciso verificar quem fez as medidas anteriores e como as fez, e como foram feitas as medidas atuais. Isto tudo está publicado em trabalhos científicos, não em artigos de divulgação científica, como este aqui.

      Decretar que algo é dogmatismo sem nem mesmo investigar a origem…

    • RebeloFernandes:

      Curiosa esta informação.
      Pelo que o artigo informa, o Sol que se pensava deslocar na Via Lácteaa a 225 Km/segundo, afinal desloca-se a muito menor velocidade.
      Afinal as galáxias terão uma velocidade de rotação muito menor o que implica uma quantidade de matéria capaz de causar o potencial a que se desloca.
      A velocidade actual representa 1,38% da que era anteriormente prevista, o que implica um potencial 1,93*10^-2(%), ou seja a Via láctea terá agora uma quantidade de matéria de 1,93*10^-4 do que era anteriormente calculada.
      A Matéria negra que deveria haver para justificar as velocidades anteriores deixa de ser necessária.
      Da mesma forma que não é necessária energia negra para explicar a expansão do universo, pois esta deve-se ao aumento da “Constante” gravítica universal, as aspas, porque é uma variável pois ela aumenta na proporção da expansão do universo.
      Pelos vistos a matéria negra também não existe.
      Para mais:

      http://rebelofernandes.com/pdf/3_Um_novo_Universo.pdf

      Abraço,
      Rebelo Fernandes

    • Cesar Grossmann:

      Acho que você está esticando o artigo para fazer ele dizer algo que ele não diz.

      Até onde eu vi, trata-se da velocidade do Sol, e não de todas as estrelas ou da Galáxia.

      Penso que não dá para descartar a matéria escura apenas por que a medição de UMA estrela foi corrigida. Afinal de contas, existem CENTENAS DE BILHÕES DE ESTRELAS na Via Láctea.

      Outra coisa, a matéria escura foi inferida através do perfil de rotação de OUTRAS GALÁXIAS. Por que estamos no meio da nossa galáxia, é complicado de montar um perfil das velocidades com que as estrelas orbitam o centro galáctico, mas com outras galáxias a coisa é diferente, então, mais uma vez, acho cedo para descartar a existência de Matéria Escura.

    • Cesar Grossmann:

      Como é que pode ser dogmatismo? Um dogma JAMAIS é alterado, não importa as evidências contrárias. A ciência, por outro lado, quando aparecem evidências de que algo em suas teorias está errado, muda as teorias ou até mesmo as descarta.

      Isto é O OPOSTO EXATO DE DOGMATISMO.

    • EDSON_HYPE:

      Para o sol que se encontra ao lado, erram na sua velocidade, mas cogitam sobre a idade do Universo, sobre viagem no tempo, sobre como surgiu o mundo… É de rir…

      É como se eu falasse o que faz uma pessoa do outro lado da cidade e, utilizando as mesmas ferramentas, não sei o que faz o vizinho ao lado…

      É o que sempre digo, há questões filosóficas profundas no universo que não dá para resumir apenas em forças físicas cegas…

      Mas não dá mesmo…

    • Cesar Grossmann:

      Edson, antes de rir é bom verificar as dificuldades de se fazer cada medida. Veja o caso de alguém na floresta, não sabe se está indo na direção certa sem olhar para o céu e se orientar, mas vai se orientar com as estrelas que estão trilhões de quilômetros de distância, enquanto se perde por não encontrar o seu destino que está a poucos quilômetros dele.

      Por que para ser superficial e estar errado, é muito fácil, é só ser irônico e não investigar.

    • Wesley Leandro:

      posso ter usado a palavra errada, eu quis dizer que os cientistas aceitaram algo sem primeiro ir checar se é um fenomeno veridico, gastaram TRES decadas de estudo sobre um fenomeno sem primeiro checar se esse fenomeno realmente acontecia, lembre-se a ciencia evolui com questionementos e duvidas

    • Cesar Grossmann:

      Wesley, as medições iniciais foram feitas com uma certa precisão. Novas medições só fazem sentido quando a tecnologia evolui o suficiente para aperfeiçoar as medidas.

      E foi o que aconteceu.

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