Assista um paraquedista quase ser atropelado por um meteorito: vídeo

Por , em 7.04.2014

O estrago poderia ter sido irreparável. Mas, no final, o paraquedista só ficou com uma boa história para contar e um vídeo para mostrar.

E a história é boa mesmo: o paraquedista norueguês quase foi atingido por uma rocha espacial durante um de seus saltos.

Em 2012, Anders Helstrup saltou de um avião com duas câmeras presas ao seu capacete. Ele abriu seu paraquedas enquanto estava caindo, mas sentiu que algo estava estranho. “Eu tive a sensação de que havia alguma coisa, mas eu não consegui registrar o que estava acontecendo”, explicou. Quando ele voltou para rever as imagens que havia captado, percebeu o que era: uma rocha tinha sido arremessada por cima dele.

Perplexo, ele entrou em contato com o Museu de História Natural em Oslo para pedir ajuda dos peritos e confirmar se sua suspeita tinha procedência. E tinha: era um asteroide. “Não poderia ser outra coisa. A forma é típica de meteoritos – a superfície recém-fraturada de um lado, enquanto o outro lado é arredondado”, explicou o geólogo Hans Amundsen.

Resumidamente, ele teve dupla sorte: primeiro por ter estado tão perto de um meteorito, enquanto ainda estava caindo, e segundo por não ter sido atingido.[Time]

Atualização

O astrônomo Phil Plait foi um dos que mais intensamente analisou o vídeo, e conversou com outros especialistas. A princípio ele rejeitou a ideia, mas quando escreveu o primeiro artigo sobre o assunto em seu blog, Bad Astronomy, estava convencido que se tratava de uma possibilidade real.

Mas com o passar do tempo, e com novas conversas com outros astrônomos, e até mesmo paraquedistas, ele chegou à conclusão que se trata apenas de uma pedra terrestre comum, que deve ter sido arremessada pelo paraquedas ao abrir. Segundo outros paraquedistas, é comum detritos de todo tipo estarem no meio do velame.

Não foi uma fraude, não foi uma brincadeira de mau-gosto, e a possibilidade de ser um meteoro era (e é real), mas com todas as análises que ele fez, chegou à conclusão que realmente é uma pedra. Pena. [Bad Astronomy]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (1 votos, média: 5,00 de 5)

15 comentários

  • Ramon De Souza Vieira:

    Olhem em 00:22, seria um outro corpo estranho no céu?

    • Cesar Grossmann:

      Possivelmente um outro paraquedista.

  • Emerson Quintana:

    Não são pedras,são aerolitos.

  • Rafael Brambilla:

    Isso esta mais para uma brincadeira dos paraquedistas, jogaram uma pedra e quando ele abriu o paraquedas o paraquedista desacelerou e assim a pedra mais rápida passou por ele. Essa história de que o meteorito desacelera eu acho balela pois se fosse assim meteoritos daquele tamanho cairiam todo dia nas cabeças das pessoas.

    • Cesar Grossmann:

      Você acha balela, mas os astrofísicos não acham, tanto é que esta fase da queda de meteoritos tem até nome. Acho que você precisa se informar mais, Rafael…

  • Thiago Corrêa:

    Estranho, parece que a “rocha espacial” não está incandecente devido ao atrito com a atmosfera pela alta velocidade que a mesma deveria estar ao se chocar com a atmosfera… É possível uma rocha vindo do espaço entrar na atmosfera terrestre em uma velocidade devagar? Mesmo sabendo que a velocidade da gravidade aumenta ao quadrado, sem contar que a rocha tb já possuia uma certa velocidade no vácuo do espaço…

    • Cesar Grossmann:

      Thiago, uma rocha espacial entra na atmosfera com a velocidade mínima de 11 m/s, se não me falha a memória. Algumas talvez cheguem aqui com esta velocidade, mas a maioria tem velocidade um pouco maior.

      De qualquer forma, ao entrar na atmosfera, elas começam sofrer o atrito com a atmosfera, e a perder velocidade. Vão ficando mais lentas, até que não tem mais velocidade suficiente para ionizar o ar, e entram na fase escura da queda, sem brilho (se não explodiram antes).

  • well go:

    Seria bom se ele tivesse encontrado..

  • Cesar Grossmann:

    Algumas hipóteses foram descartadas: não é uma pedra que caiu do paraquedas, não foi jogada por outro paraquedista, não foi jogada por alguém do avião.

    Infelizmente não foi encontrada, e talvez nunca seja, a região tem grama alta, banhados e alagadiços.

    • Yuri Gabriel:

      Mas, sendo um meteorito, não teria que estar numa velocidade absurda? E não deveria estar incandescente e deixar um rastro? Mesmo objetos desse tamanho provocam um estrago visível quando chegam na superfície. Não sei não, já vi o vídeo várias vezes e ainda estou cético quanto a isso.

    • Marcelo Ribeiro:

      Quando entra na atmosfera é desacelerado pelo atrito com o ar. Caiu mais rápido que o pára-quedista pois é mais denso e o paraquedas já estava aberto.

    • Thiago Corrêa:

      Marcelo, é deve ser isso mesmo, devido a rocha não possuir muita massa ela foi desacelerada pela atmosfera muito rapidamente e perdeu a sua incandecencia rapidamente também, mas é provável que ainda estivesse muito quente.

      Ps. Eu ainda não vi o vídeo, pois o youtube é bloqueado aqui no trabalho rs…

    • Cesar Grossmann:

      Corrigindo, o Phil Plait disse que ainda não dá para descartar a hipótese de ser uma pedra que estava presa no para-quedas.

      Sobre a “velocidade absurda”, existe uma velocidade chamada “velocidade terminal” (VT), é a velocidade máxima de queda para um corpo, e depende de vários fatores, mas em resumo é a velocidade em que o atrito com o ar compensa a atração da gravidade e o corpo não acelera mais.

      Um asteroide caindo na atmosfera vai ser desacelerado pelo atrito até chegar à VT.

    • Thiago Corrêa:

      Cesar, para se chegar a velocidade VT tb depende da massa do corpo. Por exemplo, um asteróide de 1 km de diâmetro com massa estimada em bilhões de toneladas se movendo a uma velocidade de 40 mil km/h não será desacelerado até a velocidade VT comum e atingirá a superfície terrestre em uma velocidade muitas centenas ou milhares de vezes maior que uma velocidade VT comum para os outros corpos de menor massa(como o desse pedregulho aí)

    • Cesar Grossmann:

      Não existe “VT comum”. E não entendi por que esta referência a um asteroide de 1 km de diâmetro.

      Pedras pequenas podem desacelerar a ponto de não mais ionizar o ar, e entrar em um voo “escuro”. Acontece o tempo todo, e tanto é possível que nenhum astrônomo ou astrofísico disse “não pode ser um meteoro por que teria que estar brilhando”.

Deixe seu comentário!