Estrelas são ejetadas do centro galáctico a 3 milhões de km/h

A uma surpreendente velocidade de 3,2 milhões de quilômetros por hora (km/h), seis estrelas percorrem nossa galáxia, supostamente ejetadas pelo buraco negro que fica no centro dela. “São objetos incrivelmente rápidos que estão, de fato, soltos da gravidade da Via Láctea”, explica o estudante de astronomia Keith Hawkins, da Universidade de Ohio (EUA), um dos autores do estudo.

Acredita-se que o fenômeno ocorre quando um par de estrelas se aproxima de um buraco negro super massivo (como o que se encontra no centro da nossa galáxia), que engole uma delas e libera uma imensa quantidade de energia, “arremessando” a outra. Como a região central da galáxia está cheia de poeira espacial, estrelas que escapam dessa área podem ajudar cientistas a estudar melhor as propriedades da região.

Embora já tenham sido encontradas anteriormente outras “estrelas de hipervelocidade” (como são conhecidas), estas são as primeiras de tamanho similar ao do sol, algo difícil de observar – como há incontáveis estrelas grandes como o sol espalhadas pela galáxia, mesmo hipervelozes podem acabar passando despercebidas.

Para encontrar essas “corredoras”, os pesquisadores responsáveis usaram dados do telescópio Palomar, na Califórnia (EUA). Primeiro, eles conseguiram descobrir 130 estrelas próximas ao buraco negro central da Via Láctea que estavam viajando a altíssimas velocidades. Em seguida, focaram naquelas que tinham uma velocidade consistente com a “ejeção” provocada pelo buraco negro central.

Os resultados ainda estão sob análise, mas já há otimismo em relação a eles.[LiveScience]

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7 respostas para “Estrelas são ejetadas do centro galáctico a 3 milhões de km/h”

  1. Sorte nossa nenhuma destas estrelas intrometer-se no nosso sistema solar…mas uma pergunta: se nosso sistema solar está a uma distância média de 25mil anos-luz do centro da via láctea, estas ejeções ocorreram, na verdade, há 25mil anos?!

    • A velocidade da luz ‘e 300.000 km/s, km por segundo você tem que ver que é 300.000.000 m/s, logo, isso na verdade da 1.080.000.000 km/h – 1 bilhão e 80 milhões de km por hora, bem mais que as estrelas fugitivas. Abraços. 🙂

    • ola lorival, essa velocidade se chama velocidade peculiar, é a velocidade calculada em um triangulo onde a referencia é o sol ou outra estrela qualquer, sendo assim esses valores são valores peculiares, relação entre triangulo, a velocidade da luz é calculada de forma estática, ponto a ao ponto b, realmente ainda não foi superada, hipoteticamente imagine dois sinais de laser viajando no espaço, um em direção ao outro, o tempo de um laser chega a uma estrela seria a velocidade da luz, mas se nessa estrela destino tivesse um laser apontado para o primeiro laser teriamos a velocidade da luz x 2 concorda que para um laser encontrar o outro não seria metade do tempo? então, essa é a velocidade peculiar da luz em relação a ela mesma e dois pontos de referencia… uffaaaaaa

  2. Com essa velocidade, pode ser que superem o limite de escape da gravidade galáctica, e a Via Láctea as perca um dia.
    As estrelas super velozes podem, acredito, ajudar muito a conhecer a gravitação universal, estimar a massa galáctica com maior precisão e conhecer mais do poderoso Supermassivo no núcleo da Via Láctea. Mas elas levantam e reabrem uma outra questão interessante.
    Na astronomia, recentemente ganhou mais evidência o estudo dos Planetas Errantes, isso porque o estudo de outros sistemas solares reeditou os modelos teóricos da formação planetária para um cenário mais caótico, em que muitos planetas são perdidos pelos sistemas até que estes encontrem a estabilidade gravitacional e orbital. O princípio de sua origem muitas vezes é o mesmo que expele as estrelas super velozes, como explica a matéria.
    No fim, muitos planetas perdidos parecem estar zanzando no vazio entre as estrelas e as nebulosas da Via Láctea, sem ter nenhum Sol soberano em seus céus desoladores. Os Planetas errantes podem até, estima-se, superar o número de estrelas e o número de planetas em sistemas planetários.
    A questão levantada é, quantas estrelas errantes devem vagar pelo vazio entre as galáxias? A Via Láctea tem um buraco negro moderado. Os monstros que vivem no interior de núcleos como os da gigante elíptica M87 e dos quasares terão espalhado quantas estrelas e planetas pelo cosmos? Não é o princípio mais fácil de estudar ou sequer estimar, as condições de expelir um objeto tornando-o um astro errante são específicas. No entanto, nesses lugares há um grande pandemônio de tantos objetos sendo puxados na direção do disco de acreção – região onde a gravidade do Buraco Negro destroça os objetos num turbilhão espiral em sua direção – , que acho bem provável que seja grande o número de objetos, estrelas e planetas errantes no Cosmo, no vazio entre as galáxias.; mesmo que, no entanto, este é tão vasto que continua extremamente vazio.

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