O planeta vai carregar marcas da humanidade por séculos; artista questiona atividades humanas

A nova série de pinturas do artista estadonidense Josh Keyes apresenta animais, objetos feitos pelo homem ou naturais, carregando marcas de pichação. Uma baleia com o rabo cheio de assinaturas com tinta, um ônibus espacial, satélites e até os icebergs não foram poupados. São superfícies que não costumamos ver com essas marcas humanas.

O trabalho é um questionamento sobre as marcas deixadas pelas atividades humanas no planta, e as pichações vêm acompanhado o trabalho do artista há dez anos, sempre como imagem de fundo de suas obras.

O iceberg, por exemplo, tem como principal mensagem: “eu vou derreter com você”. Se estivesse em um muro de uma cidade qualquer, seria provavelmente uma declaração de amor por alguém, mas neste inesperado cenário é um aviso da própria natureza sobre as consequências do abuso humano sobre o planeta.

“Existem coisas ou lugares que não deveria haver grafite?”, pergunta ele ao site Colossal. “Quem define qual superfície deve ser mantida limpa de grafite? Minha preocupação pessoal é que isso vai ser a realidade algum dia, e em maior escala fala sobre o problema com o nosso relacionamento com o mundo natural. O satélite e grafite espacial dão dicas de que mesmo se colonizarmos mundos, que marcas deixaremos? Não importa onde vamos, deixamos evidências de nossa presença”, reflete ele.

Esses e outros quadros do artista estarão em exibição em 2017 na Thinkspace Gallery em Los Angeles. O artista é natural da cidade de Tacoma, no estado de Washington e vive na cidade de Portland, em Oregon. Ele é formado pela School of the Art Insittute of Chicago e pela Yale University School of Art. [This is Colossal, Josh Keyes]

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