Os 5 mais impressionantes momentos “eu te disse” da história

Todos nós já sonhamos com a doce vingança de poder dizer “Eu te avisei!!!!!” depois de alguém duvidar de alguma coisa que estamos defendendo. Pois esses cinco casos vão te fazer comemorar que pelos menos algumas pessoas tenham conseguido:

5. O estudante universitário que fez uma emenda constitucional ser ratificada para desafiar sua professora


Em 1982, Gregory Watson era um estudante do segundo ano na Universidade do Texas, nos EUA, quando optou por escrever um artigo sobre alterações constitucionais para uma disciplina que estava cursando.

Como parte de sua pesquisa, Watson descobriu que uma emenda proposta em 1789 que limitava a capacidade do congresso de aumentar seu próprio salário. A emenda nunca foi ratificada, em parte porque foi esquecida, em parte porque o congresso gosta de dinheiro.
Watson escreveu seu artigo sobre a proposta de emenda, observando que ninguém nunca imposto um limite de tempo a ela, então, tecnicamente, depois de quase dois séculos, ainda poderia ser ratificada.

Watson recebeu uma nota C por seu trabalho, porque (aparentemente) ninguém se preocupava com uma proposta de emenda antiga sobre salários do congresso e a ideia de que ainda poderia ser ratificada era “loucura”, não importa quanta “evidência” ele tivesse desenterrado.

Uma nota C é suficiente para ser aprovado, mas Watson a levou como um insulto. Havia apenas uma maneira de provar que ele estava certo: ratificar a emenda. Logo, o estudante começou a convocar legislaturas estaduais para convencê-las de que a emenda era uma boa ideia, e os políticos se mostraram muito mais interessados do que seus professores.

O primeiro estado que Watson convenceu foi Maine, com outros rapidamente seguindo o exemplo. Em 1992, a emenda foi ratificada pelos três quartos exigidos dos estados e transformou-se oficialmente na 27ª emenda à constituição dos Estados Unidos, 202 anos depois de ter sido apresentada ao congresso.

Quando alguém localizou a antiga professora de Watson para pedir sua opinião, ela disse que nem sequer se lembrava dele, mas estava orgulhosa de tê-lo “inspirado”. Pouco cara de pau, não?

4. O biólogo que ganhou um prêmio Nobel apesar de seus professores lhe dizerem que ele era muito burro para ser um cientista


O biólogo britânico John B. Gurdon, vencedor do Prêmio Nobel, falhou em biologia no ensino médio. Não só em biologia, aliás, mas em todas as ciências – ele teve as piores notas de 250 alunos.

Gurdon se saiu tão mal que seu velho e mal-humorado diretor mandou um boletim escolar para seus pais, junto com um recado recomendando veementemente que eles o dissuadissem de suas aspirações de se tornar um cientista, porque “seria uma pura perda de tempo, tanto da sua parte como daqueles que tivessem que ensiná-lo”.

Desiludido, Gurdon de fato desistiu de cursar biologia e resolveu estudar história na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Mas parece que o destino sabia algo que o diretor de Gurdon não sabia. Houve uma confusão durante a matrícula, e Gurdon acabou fazendo aulas de zoologia.

Mais tarde, quando era estudante de pós-graduação, ele se tornou a primeira pessoa no mundo a clonar um animal – uma rã -, provando que o conceito era possível. A pesquisa de Gurdon rendeu a ele e seu colega o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2012.

Mesmo depois de ter vencido um maldito Nobel, o humilhante boletim é a única coisa que Gurdon mandou emoldurar e mantém em sua mesa na Universidade de Cambridge, no instituto que por um acaso é nomeado em sua homenagem.

3. Os inimigos políticos de Cristóvão Colombo morreram em um furacão do qual ele os advertiu


Depois de sua terceira viagem pelos mares, Cristóvão Colombo teve uma divergência com a coroa espanhola, que o aprisionou e substituiu-o como Governador das Índias por Francisco de Bobadilla. Bobadilla odiava Colombo.

Eventualmente, Colombo foi libertado e um acordo foi feito no qual Bobadilla enviaria todo o ouro que Colombo havia roubado no Caribe (e que agora Bobadilla tinha “reroubado”) de volta para a Espanha. Isso não significava que os inimigos políticos de Colombo tinham que gostar disso. O sucessor de Bobadilla como governador, Nicolás de Ovando, designou pessoalmente um navio chamado Aguja para levar o ouro de Colombo. Por um acaso, este era o navio mais lento e patético que os espanhóis tinham disponível.

Enquanto Colombo navegava em sua quarta e última viagem, “descobrindo” novos mundos (leia-se “esvaziando mundos de tesouros e pessoas”), ele percebeu que um furacão estava se formando. Assim, seguiu para Santo Domingo para se abrigar e avisou Ovando e Bobadilla. Ovando não só não deu moral para Colombo, como o proibiu de se abrigar no porto, forçando sua frota a continuar no caminho.

Colombo podia ser tão idiota quanto Ovando e Bobadilla no quesito roubar tesouros, mas o cara certamente era melhor em velejar. No canal de Mona, a frota de Bobadilla foi pega pela tempestade. 25 navios cheios de ouro e prata afundaram, matando Bobadilla e mais alguns inimigos de Colombo.

Os três ou quatro navios mais lentos sobreviveram ao furacão porque ficaram atrás da frota principal e, portanto, não estavam no canal quando a tempestade atingiu. Ironicamente, o único navio que conseguiu chegar a Espanha foi o Aguja. O desastre funcionou tão bem em favor de Colombo que seus inimigos políticos começaram a acusá-lo de ter convocado o desastre com bruxaria.

2. O projeto louco de um prefeito japonês acabou salvando milhares de vidas


O ridiculamente caro Fudai Floodgate é um “muro” projetado para proteger a aldeia de Fudai de um tsunami. A parede de 15 metros foi obra do ex-prefeito Kotaku Wamura, que colocou seu plano em movimento apenas devido ao seu medo pessoal de uma onda gigante.

Quando Wamura era menino, ele testemunhou um tsunami destruir Fudai e ficou absolutamente determinado a garantir que isso nunca mais acontecesse. Na década de 1970, ele finalmente conseguiu fazer o muro enorme, bizarramente resistente e quase ofensivamente caro ser construído, o que levou 12 anos.

Ninguém era contra ter um bloqueio de tsunami. Mas o tamanho absurdo da parede deixou os 3.000 moradores de Fudai se perguntando se a sua pequena aldeia realmente justificava tal empreendimento.

Mas então 2011 aconteceu. O terremoto mais poderoso que já atingiu o Japão produziu um tsunami que aniquilou uma trágica porcentagem do país. Adivinhe qual foi a única vila que sobreviveu praticamente não afetada?

A parede de Wamura valeu cada centavo gasto com ela e fez o único trabalho para o qual foi projetada. Infelizmente, Wamura não estava vivo para ver o dia em que salvou a cidade toda. Apesar disso, um grupo de nativos agradecidos visitou seu túmulo para prestar homenagens.

1. Um teórico da conspiração maluco descobriu uma conspiração real


O cara acima é Gustl Mollath. Não é preciso saber muito sobre ele para concordar que ele tem cara de um perfeito maluco que acredita em todo o tipo de teoria da conspiração. É exatamente por isso que o governo alemão o mandou para um hospital psiquiátrico em 2006.

O restaurador de carros antigos não era apenas paranoico. Ele tinha sido acusado também de abuso doméstico, de perfurar pneus e riscar carros em sua vizinhança. Quando foi julgado em um tribunal, sua declaração de defesa estava recheada de afirmações bizarras conspiracionistas sobre o homem ter pisado na lua, o ex-presidente ugandês Idi Amin e um plano secreto do banco alemão HypoVereinsbank, onde sua esposa trabalhava, que queria destruí-lo por seu conhecimento de práticas ilegais de lavagem de dinheiro.

O tribunal não precisou ler as 106 páginas do documento para decidir que Mollath era louco. Em vez de prisão, ele foi submetido a uma instituição mental, onde viveu por seis anos.

Então, em 2012, um denunciante vazou documentos para a mídia alemã que provou que o HypoVereinsbank estava envolvido em lavagem ilegal de dinheiro. Sei o que você está pensando: se você acusa empresas suficientes de ser uma frente para o crime organizado, mais cedo ou mais tarde você provavelmente vai estar certo. Mas as acusações de Mollath eram específicas o suficiente para mostrar que ele sabia de fato o que estava acontecendo.

Logo, ele recebeu um perdão do governo alemão e foi liberado. Agora, ele nunca mais vai calar a boca sobre aquela aterrissagem na lua. [Cracked]

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