10 razões pelas quais o inferno não existe

Por , em 7.10.2015

A crença no inferno é popular e faz parte da percepção básica da religião na cultura cristã. No entanto, alguns dizem que a evidência de tal castigo eterno é praticamente inexistente. Confira os dez argumentos abaixo e diga o que você acha:

10. A Bíblia mal menciona algo como o inferno

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De acordo com Romanos 6:7, “todo aquele que morreu já foi justificado do pecado”. Se os pecados de uma pessoa são apagados com a sua morte, por que existir a punição adicional do inferno?

Romanos 6:23 prossegue, afirmando que “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por intermédio de Cristo Jesus, nosso Senhor”. Note que não há nenhuma menção dos pecadores sendo condenados à tortura eterna; eles simplesmente não recebem a recompensa por uma vida justa.

Da mesma forma, 2 Tessalonicenses 1:9 diz que “Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação permanente da presença do Senhor e da majestade do seu poder”. Ou seja, a punição para aqueles considerados ímpios não é tortura de fogo, mas a destruição.

João 3:36 afirma algo parecido. “Quem crê no Filho tem a vida eterna; aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.

Enquanto isso, Judas 1:7 menciona “fogo eterno”, mas apenas no contexto de Sodoma e Gomorra, literalmente destruídas pelo fogo eterno da ira de Deus.

Algo remotamente parecido com a visão de “inferno” da cultura popular aparece em breves menções no Livro do Apocalipse e duas das parábolas de Cristo. Mas se um lugar de tormento eterno foi realmente concebido como um componente integral do cristianismo, não é estranho que a Bíblia nunca parece prestar atenção a ele?

9. Interminável castigo não faz sentido bíblico

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De uma perspectiva cristã, a ideia do inferno não é apenas cruel e incomum, bem como totalmente excessiva. Será que um Deus descrito na Bíblia como verdadeiro, justo e correto aprovaria algo como punição eterna?

1 João 4:8 diz que “Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor”. Será que um Deus que é o próprio conceito de amor torturaria eternamente um filho Seu como castigo, mesmo que ele tivesse feito algo ruim?

Deuteronômio 19:21 afirma: “Portanto, não considerarás com piedade esses casos: alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé!”. Tal sanção de igualdade parece um pouco fora de sincronia com a ideia de uma angústia literalmente infinita.

O inferno popular parece ainda mais bizarro depois de considerar as palavras de Deus em Jeremias 7:31: “Eles construíram o alto de Tofete no vale de Ben-Hinom, a fim de queimarem seus próprios filhos e filhas como holocausto, sacrifício que jamais ordenei e nem sequer pensei em requerer”. Se a ideia de seres humanos sendo queimados é tão desagradável para Deus que nunca sequer entrou em Seus pensamentos, o que diria Ele então do inferno?

8. Muitas referências ao inferno foram erros de tradução

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Quando se trata de equívocos sobre o inferno, a popular versão da Bíblia do rei Jaime, do século 17, é campeã. Nela, o profeta Jonas esteve na “barriga do inferno”, enquanto Davi insiste que Deus estaria com ele mesmo no inferno. Até Jesus aparece no inferno após a sua morte na cruz. Isto, obviamente, não faz sentido.

A Bíblia afirma repetidamente que o inferno, o que quer que seja, envolve a separação de Deus. Então, por que Jesus aparece por lá e Davi está tão seguro de que Deus estaria com ele lá?

A resposta é que essa versão traduziu um monte de diferentes palavras gregas e hebraicas sob o termo “inferno”. As palavras em questão são Hades, Sheol, Tártaro e Geena, com significados muito diferentes em seu contexto original. Por exemplo, Hades e Seol, que são palavras mais ou menos equivalentes em grego e hebraico, não podem nem razoavelmente ser traduzidas como “lugar de tormento”, algo que a palavra “inferno” geralmente implica. Uma tradução melhor seria “sepultura” ou “vida após a morte”. Esses termos sequer carregam um juízo de valor como o do “inferno”, uma vez que somente os ímpios vão para o inferno, mas todas as almas vão para Sheol após a morte.

A Nova Versão Internacional da Bíblia faz uma referência muito menos dramática de certas passagens. Ela se refere ao inferno somente 15 vezes, em comparação com 54 menções na Bíblia do rei Jaime. Ainda assim, muita confusão e desentendimento foram causados pelos primeiros tradutores da Bíblia.

7. Geena é controversa

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Já explicamos que “Hades” e “Sheol” não correspondem à percepção moderna do inferno. “Tártaro” é também ocasionalmente traduzido como “inferno”, mas o termo só aparece uma vez na Bíblia, e não em relação aos seres humanos, por isso tem pouca relevância. E quanto à “Geena”?

Esse é certamente o termo bíblico mais traduzido como “inferno”. Por exemplo, a Nova Versão Internacional de Mateus 5:30 afirma: “E, se tua mão direita te fizer pecar, corta-a e atira-a para longe de ti; pois te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno”. Assustador, não? Tudo se resume à controvérsia sobre o significado exato de “Geena” expressa aqui como “inferno”.

A palavra em si é uma tradução grega dos termos hebraicos “ge-hinnom” e “ge-ben-hinnom”, que significam “vale dos filhos de Hinom” e se referem a um vale real próximo a Jerusalém antiga. O vale aparece pela primeira vez no Antigo Testamento como a localização de sacrifícios pagãos de crianças, que continuam pelo menos até 2 Reis 23:10, que descreve como Josias destruiu o lugar de tal ordem que “ninguém mais conseguiu sacrificar ali seus filhos e filhas, queimando-os em adoração ao deus Moloque, como era costume se fazer”.

Uma explicação é que, na época de Jesus, o termo Geena foi aparentemente usado metaforicamente para se referir a um lugar de destruição. É interessante notar que o hebraico não tem nenhuma palavra para tal conceito e Jesus aparentemente não sentiu necessidade de introduzir um, preferindo fazer alusões históricas.

Ou então, segundo alguns estudiosos, o vale de Geena tornou-se de fato um lugar essencialmente incinerador na época de Cristo. Ele constantemente consumia o lixo da cidade e os corpos de criminosos e desonrados. Esta tradição é bastante antiga, mas não é suportada por qualquer evidência ou relatos antigos. Em qualquer caso, nenhuma das referências de Cristo a Geena sugerem qualquer tipo de tormento eterno. Remover os injustos da existência, como os versículos sugerem, não soa particularmente parecido com torturá-los para sempre.

6. Jesus não inventou parábolas sobre o inferno

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A ideia de um inferno de fogo é quase completamente alheia à Bíblia, exceto por algumas menções incluindo a parábola do homem rico e Lázaro, conforme registrado em Lucas 16:19-31.

Na história, um homem rico ignora a vida toda um mendigo, chamado Lázaro. Mas o par de experimenta uma inversão de papéis após suas mortes, quando Lázaro é levado pelos anjos para uma existência feliz no seio de Abraão, enquanto o homem rico se vê atormentado em um fogo ardente. O homem rico implora a Lázaro para ter pena dele e trazê-lo um pouco de água, mas Abraão ressalta que o homem rico viveu uma grande vida e nunca teve pena de Lázaro. Abraão também se recusa a ressuscitar Lázaro para avisar a família do homem rico para mudar suas maneiras, argumentando que eles podem optar por seguir os profetas ou não, mas testemunhar um milagre não vai de repente transformá-los em boas pessoas.

Este é provavelmente o mais próximo que a Bíblia chega da concepção moderna do inferno. No entanto, é importante notar que a Bíblia não apresenta essa parábola como uma história verdadeira ou uma advertência direta sobre a vida após a morte. As parábolas de Cristo são claramente histórias fictícias destinadas a transmitir uma mensagem.

O conto do homem rico e Lázaro é precedido pela parábola do mordomo infiel, onde um servo defrauda seu mestre e é recompensado por isso. Se você ignorar o significado mais profundo das parábolas, concluirá que Jesus achava que roubar de seu chefe era uma coisa boa.

Só que, na verdade, essas parábolas nem sequer foram criadas por Jesus. Estudiosos há muito identificaram o esboço geral dessa história de Lázaro (o mendigo recompensado após a morte, enquanto o homem rico é punido) como um conto popular egípcio conhecido de instrutores religiosos judeus, como os fariseus, ao ponto da literatura judaica primitiva conter pelo menos sete versões da narrativa.

No relato de Lucas, Jesus só conta a parábola do homem rico depois que os fariseus zombam de sua parábola original do mordomo infiel, usando uma de suas próprias histórias favoritas para demonstrar a hipocrisia de tais fariseus.

5. Vários versículos sobre um lugar como o inferno não são conclusivos

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A Bíblia contém uma referência à tortura de fogo eterno em Apocalipse 20:10-15: “Eles serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos”. Mas quem são “eles”? Coisas como o Diabo, a Besta e o Falso Profeta, que não são pessoas reais. Em outras palavras, tal referência é um simbolismo.

Existe também a parábola da ovelha e dos bodes, como encontrada no Livro de Mateus. Na história, Jesus aparece para falar do Juízo Final: “Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos”. A parábola termina com uma aparente referência ao tormento sem fim: “Sendo assim, estes irão para o sofrimento eterno, porém os justos, para a vida eterna”.

Essa passagem é considerada a chave por trás da concepção popular de inferno. No entanto, muitos teólogos argumentam que essa interpretação contradiz uma série de outros versículos da Bíblia que explicam o destino dos ímpios no Juízo Final como a destruição através da “segunda morte”.

Se os injustos são destruídos, eles não podem ser atormentados para sempre. Alguns estudiosos bíblicos argumentam que, enquanto o fogo da punição é descrito como eterno, isso não significa que os ímpios serão punidos por toda a eternidade. Em outras palavras, a punição eterna (“aionios kolasis”) dura para sempre, mas a própria punição é simplesmente destruição imediata.

Testemunhas de Jeová e outros grupos que não acreditam no inferno vão ainda mais longe, argumentando que a palavra kolasis não deve ser traduzida como “punição”. Citando sua derivação de um termo grego para “poda de árvores”, eles sugerem que seria melhor traduzida como “corte”, “destruição” ou mesmo “morte”. A última interpretação transformaria “aionios kolasis” em “morte eterna”, um agradável contraste com a “vida eterna” prometida aos justos.

O termo “kolasis” só aparece duas vezes no Novo Testamento, mas o Velho Testamento em grego usa a palavra para se referir a punição em geral, e a morte como uma forma de punição, sugerindo que “punição eterna” e “morte eterna” são duas traduções válidas.

4. Mesmo os primeiros padres não concordavam sobre a existência do inferno

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Nem mesmo os primeiros padres das igrejas cristãs primitivas concordavam em seus conceitos sobre o inferno. Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Cipriano estavam entre aqueles que consideravam que o inferno era um lugar literal de tormento ardente. Orígenes e Gregório de Níssa discordavam, dizendo que o inferno era simplesmente a separação de Deus.

Embora a ideia de condenação eterna de fogo possa ser encontrada tão cedo quanto no livro apócrifo do século II “Apocalipse de Pedro”, não parece ter-se tornado dominante no pensamento cristão até por volta do século V dC. Ironicamente, essa visão foi fortemente inspirada pelo filósofo e matemático grego Platão, que não era cristão, e a quem o historiador francês Georges Minois creditou com “a maior influência sobre as visões tradicionais do inferno”.

O Mito de Er de Platão apresenta uma vida futura em que os pecadores são punidos ou recompensados na proporção de suas más ações na vida. Seja qual for sua opinião sobre a existência do inferno, as punições específicas citadas por Platão definitivamente não têm apoio bíblico. Mesmo assim, podem ser detectadas em muitas versões populares de um inferno, mais notavelmente o Inferno de Dante.

Nos tempos modernos, muitas denominações cristãs se afastaram da concepção do Inferno de Santo Agostinho como um lugar físico abaixo da Terra. Por exemplo, desde 1992, através de uma decisão do Papa João Paulo II, ensina-se no Catecismo que o inferno é simplesmente um estado de “autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os abençoados”.

3. Alguns aspectos do inferno parecem distintamente não cristãos

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Vários aspectos da visão de inferno parecem emprestados de outras culturas. Por exemplo, a religião egípcia antiga contava com uma caverna possuindo um “lago de fogo” onde as almas dos ímpios eram punidas por suas transgressões. Os primeiros mesopotâmios também acreditavam que o submundo era subterrâneo, embora não fosse um lugar de castigo eterno.

Uma comparação particularmente interessante pode ser feita entre a ideia popular de inferno e o Zoroastrismo, uma religião antiga originada no que hoje é o Irã. Nos primeiros textos zoroastristas, as almas dos pecadores são julgadas após a morte e condenadas a punição eterna no submundo, que o Livro de Arda Viraf descreve como um poço cheio de fogo, fumaça e demônios. As almas são torturadas de acordo com a gravidade de seus pecados em vida, e tal tortura é presidida por Angra Mainyu, “o grande espírito do mal”. Isso soa muito parecido com o inferno da cultura pop moderna.

Esses detalhes não têm nenhuma base na Bíblia. O Inferno zoroastrista é composto por demônios e governado por uma figura diabólica, enquanto o Diabo cristão e seus seguidores não têm nenhum papel na vida após a morte e são o único grupo claramente destinado a punição em “Tártaro”.

2. O conceito é estranho ao Antigo Testamento

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Mesmo as menções fracas ao inferno no Novo Testamento parecem melhores em comparação com o Antigo Testamento, que claramente não mostra nenhum conceito de um lugar de tormento eterno.

Escrituras como Jó 3:11-17 sugerem que a morte é simplesmente uma cessação: “Ora, por que não me foi tirada a vida ainda no ventre de minha mãe? Por que não morri ao nascer? (…) Porquanto, se assim fora, agora estaria dormindo, jazeria em paz e desfrutaria de tranquilidade e descanso. (…) Se minha mãe tivesse tido um aborto, às escondidas, eu não teria continuado a existir e seria como as crianças que nunca viram a luz do dia. Na sepultura termina a ambição e a maldade dos ímpios, ali também repousam em paz os atribulados pela vida”.

Eclesiastes 3:19 soa ainda mais cético sobre a possibilidade de vida após a morte: “Porquanto a sorte do ser humano e a do animal é idêntica: como morre um, assim morre o outro, e ambos têm o mesmo espírito, o mesmo fôlego de vida; de fato, o ser humano não tem vantagem alguma sobre os animais. E, assim, tudo não passa de uma grande ilusão!”.

Mesmo no início da Bíblia, em Gênesis, a punição de Adão e Eva por não ouvir as instruções de Deus e comer do fruto proibido não foi a ameaça do fogo do inferno, mas sim de morte: “porque tu és pó e ao pó da terra retornarás!”.

1. O inferno é simplesmente uma tática de intimidação

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Como vimos até agora, um estudo cuidadoso da Bíblia sugere que a ideia de inferno como castigo eterno não é verdadeira, ou não tem base na religião cristã. Então, por que tanta gente, até mesmo dentro da Igreja Católica, insiste nisso até hoje?

Não se pode negar que a ideia de inferno tem sido usada como uma tática de intimidação para manter as pessoas na linha ou atingir um objetivo desejado há muito tempo. Por exemplo, se as pessoas não temessem o inferno, por que comprariam um lugar no céu?

Até figuras como a Rainha Maria I da Inglaterra usaram a doutrina como uma desculpa para perpetrar barbáries. Antes de sentenciar um grupo de protestantes para ser queimado vivo, ela supostamente declarou que tal punição era adequada para seus corpos na Terra, visto que suas almas eternamente queimariam no inferno.

Mesmo nos tempos modernos, o tema “acredite ou você vai para o inferno” é comum, completo com descrições vívidas de ranger de dentes, gritos dos condenados e odor de carne escaldante. Como tantas outras táticas de chantagem, a ideia de “arder no fogo do inferno” pode exercer um apelo poderoso sobre os crentes.

Para finalizar a argumentação contra um inferno, voltemos mais uma vez à parábola do homem rico e Lázaro, frequentemente citada como “prova bíblica” da doutrina do inferno. Muitos poderiam dizer que, na verdade, ela carrega a mensagem oposta. No final da parábola, Abraão não concorda em enviar Lázaro de volta à Terra para advertir os pecadores do destino terrível que os aguarda na vida após a morte justamente porque ele acredita que a justiça só pode vir da crença, ao invés do medo de alguma punição sobrenatural. [Listverse]

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120 comentários

  • Joseah Carl Bajat:

    Como diz um youtuber, ”Quem estuda sabe,quem não estuda acredita”,rs. Nem paraíso nem trevas, mas só vms saber depois do último suspiro.

  • Yanes Oliveira:

    Como comentarista de religião – ainda mais a cristã! – este site funciona melhor falando de ciência!!!

    • Cesar Grossmann:

      Os religiosos não concordam nem entre si (quantas seitas cristãs existem, mesmo?), não é de esperar que concordem com qualquer um que fale sobre religião…

  • Joao Paulo:

    Por isso inferno nada mais é que segunda morte ou morte eterna, assim como tem vida eterna

  • Marcelo Ribeiro:

    O que seria o Paraíso se não apenas uma Chantagem

    E o Inferno uma Ameaça

  • Cleber Tonello:

    Eu mudaria o título para “10 razões pelas quais o inferno não é bíblico”.

    • Cleber Tonello:

      Do jeito que está infere-se que o inferno não existe pq n está na bíblia. Então o que está na bíblia existe. Desculpa ser chato

    • Fábio Rodrigo Cavalcanti:

      Não foi chato!

  • José C. Florenci:

    Se até Lucífer será condenado ao inferno, então que sentido faz Deus condenar os pecadores, que irão pra lá.Quem vai espetar eles ?

  • Adriano Silva moraes:

    viva a vida deixe de perder seu tempo tentando provar que Deus nao existe, vc nao ganha nada com isso!!!

    • Cesar Grossmann:

      Eu não tento provar que Deus não existe. Só não aceito as mentiras que os cristãos hipócritas tentam impingir. Falam que o deus deles ensina o amor ao próximo, e na mesma hora escrevem “bandido bom é bandido morto”, e que crianças viciadas em craque tem mais é que morrer.

  • Adriano Silva moraes:

    do que pensar como vc ( ficar se preocupando a vida toda em provar que Deus nao existe) e depois tambem deixar de existir…

    • Cesar Grossmann:

      Você não sabe nada sobre o que eu penso, e fica dando lição de moral…

  • Adriano Silva moraes:

    agora e se vc estiver errado?? vc tera muitra coisa a perder, eu prefiro seguir os ensinamentos de Cristo e depois deixar de existir.

    • Cesar Grossmann:

      Eu tenho muita coisa a perder? Se eu vivi de forma honesta por que acho que é melhor assim? Se eu acho que é melhor dizer a verdade do que mentir? Se eu penso que uma sociedade solidária e inclusiva é muito melhor que uma sociedade racista e fascista? Se eu acho que todo mundo tem direito à dignidade, e faço isto por que penso que realmente o mundo será melhor assim? O que eu perco? Vou para o inferno por ser honesto com meus valores, e não acreditei em um deus que se escondeu, que supostamente me deu a capacidade de raciocinar e vai me castigar por que usei o raciocínio em vez da fé sem fatos? Quem sai perdendo mesmo?

  • Adriano Silva moraes:

    tudo que Cristo ensina é ter um bom caráter ,repartir o que temos e etc..
    ou os ensinos de Cristo , e para sermos ruins???

    • Cesar Grossmann:

      Eu lembro daquela figueira que foi amaldiçoada por que não tinha figos quando não era época de figos…

  • Adriano Silva moraes:

    cesar suponhamos que nos cristao estejamos errados em nosso pensamento sobre a vida depois da morte, o que vamos perder em ser honestos .

    • Cesar Grossmann:

      Se você só foi honesto pensando no “prêmio” na “pós-vida”, então você perdeu a vida inteira, viveu honestamente por nada. Se forçou a ser uma “boa pessoa” por uma mentira.

  • Joao Paulo:

    inferno de tortura nada mais é que invenção de religião pagã não condiz com um deus de amor, justiça sim é condizente

  • Joao Paulo:

    geena era um local onde lançavam os restos mortais de pessoas pecaminosas desmerecedores de enterro digno os corpos eram lançados no abismo

  • Joao Paulo:

    fazia o que jesus no inferno? isso porque nada mais é que a sepultura

  • Joao Paulo:

    no catolicismo é comum mencionar que jesus desceu ao inferno e ressuscitou no terceiro dia hora se ele era um homem bom porque desceria

    • Cesar Grossmann:

      Segundo os hebreus/judeus, era o Sheol, não era o inferno, mas o lugar onde todas as almas vão. Todas.

  • Joao Paulo:

    Hades ou sheol segundo resumo das escrituras sagradas trata-se da se da sepultura comum, infernus é do latim que também é a sepultura comum

  • Ivanna Fabiani:

    Os comentarios teoricos, foram em cima de um conceito denominado “inferno” . A existencia e as justificativas , polarizaram os seres.

  • Darley Vieira Lages:

    Se as pessoas acreditassem de verdade nestas religiões, o mundo seria uma maravilha. Ninguém arriscaria a perder o paraíso e ser punido.

  • Luciano Sousa:

    Artigo muito interessante e proveitoso, pois, nos ajuda a pensar um pouco sobre o tal assunto, tão polêmico.

  • FelipeS:

    Pois é, o teu conhecimento chegou aos dados matematizáveis do fenômeno. Cabe agora visitar uns mosteiros, ler umas hagiografias..

    • Cesar Grossmann:

      FelipeS, existe uma grande pergunta que tem que ser respondida de forma satisfatória em relação a qualquer conhecimento: “como você sabe disso”. Qualquer coisa que venha de tradição, ou de delírio, ou de argumento de autoridade, tem que ser rejeitado “a priori” ou tido pelo menos como provavelmente errado.

  • FelipeS:

    11º – Um adendo. Os corpos incorruptos (corrupção mais lenta) das Tradições são símbolos claros de pessoas que superaram esse processo.

    • Cesar Grossmann:

      Até onde eu sei, se trata de mumificação natural. A temperatura e umidade certas, e o corpo resseca sem apodrecer.

    • FelipeS:

      Pois é, isso é até onde você sabe. Visita mosteiros, lê umas hagiografias, procura conhecer os exemplares vivos da Tradição de interesse..

    • Cesar Grossmann:

      “Leia a propaganda, converse com quem acredita sem provas, aceite o que te falam sem duvidar”. É assim que funciona…

    • FelipeS:

      Errata: o termo ‘superar’ não se encaixa bem aqui. Denota que o condenado, por esforço próprio, escapou do inferno. Substituam por escapou.

    • FelipeS:

      Errata: o termo ‘superar’ não é o correto ali (11º). Substituam por ‘escaparam’.

    • FelipeS:

      Por isso que eu te disse pra procurar. Se um dia você tiver a graça de conhecer um representante de uma religião (santo), aí vai entender.

    • Cesar Grossmann:

      Depois que você fica sabendo as maneiras com que o cérebro sofre de auto-engano, você passa a ver com outros olhos tudo que as “autoridades” e “tradições” afirmam.

  • FelipeS:

    10º – Por isso dizer que é um lugar de fogo. Explicar literalmente não vai motivar a grossa parte das pessoas a querer fugir disso.

  • FelipeS:

    9º – Procurem no youtube ‘Can Silence Actually Drive You Crazy?’ É mais ou menos isso que você passa por tempo indeterminado.

    • Cesar Grossmann:

      Você está morto, não tem mais “você”. Não há nada.

  • FelipeS:

    5º – É um estado onde você está testemunhando as coisas, mas não tem os meios de agir. Você quer olhar, tocar, sentir, mas não consegue..

  • FelipeS:

    7º – Mas aí você vai começar a se lembrar das coisas boas daqui. E aí vai começar o processo de desintegração.

    • Cesar Grossmann:

      Você está morto, não tem memórias. Não tem “você” mais.

  • FelipeS:

    8º – Esse processo não tem um tempo pra terminar. É o que os escolásticos chamam de eviternidade.

  • FelipeS:

    6º – No começo você pode se consolar com a ideia de que pelo menos não tem mais as aflições comuns da vida.

    • Cesar Grossmann:

      Você está morto, não tem nem como se consolar.

  • FelipeS:

    4º – Essa desintegração da memória é o que as religiões chamam de inferno. As cinzas são a parte em você que testemunha o processo.

  • FelipeS:

    3º – Quando a pessoa morre, o corpo se desintegra. As faculdades psíquicas ligadas a a corporalidade também, como a memória.

  • FelipeS:

    2 – O único modo de se referir a elas é através de símbolos. Já observaram o fogo queimando algo? Tudo ali se separa, sobrando só cinzas(..)

  • FelipeS:

    1º – As realidades espirituais estão além de namarupa, como dizem os hindus. Ou seja, além dos fenômenos materiais e psíquicos (..)

  • makson:

    então essa discussão se o inferno existe ou não, não leva a nada, pois Deus não trabalha na duvida e sim na certeza e isso vem da fé.

    • Cesar Grossmann:

      Fé de mais, fé de menos…

  • makson:

    olha pra entender a Bíblia, é preciso primeiro crer nela, pois ao contrario do que todo mundo pensa, ela não é um livro interpretativo…

    • Cesar Grossmann:

      Sei… Quando ela fala que dá para vender as filhas para pagar as dívidas (Êxodo 21:7), você só entende ela se você acredita nela. Só que eu não acredito em vender as filhas para pagar as dívidas, então…

  • Willian Storti:

    Se a família de alguém sofresse má influência, e depois fosse punida por isso, achariam correto chamar o influenciador para puni-los?

  • Henrique Lannes:

    Fé é só na concorrência, qnd chegar pra Satanás e dizer q não acredita nele, vai rsp ta no lugar certo!

    • Cesar Grossmann:

      O inferno é só uma invenção para dar medo nos crentes que estão começando a pensar. Com o medo, eles param de pensar…

    • Marcos Vicente:

      Para um ateu, a sua teologia sobre o inferno é deficiente. Mas que tal vc assinar um termo de responsabilidade para os seus leitores.

    • Cesar Grossmann:

      O mesmo termo que os padres assinavam quando vendiam suas “indulgências”? Assino, e pelo mesmo preço.

    • Marcos Vicente:

      Você se rebaixaria ao mesmo nível desses padres? Mas acredite se vc violar as leis brasileiras vc vai para cadeia. Oh, é muito injusto!

    • Cesar Grossmann:

      Bem, e por que eu teria então que assinar alguma garantia, se isto é “se rebaixar”?

  • Vitor Gregory:

    Um fato é que quanto mais sentem que sua crença está sendo “ameaçada”, mais se tornam irracionais…

  • Karina De Souza Alv:

    .. precisamos saber ler nas entrelinhas. Nós vivemos e morremos no “inferno”, mas há uma saída e a Bíblia nos fala dela.

    • Cesar Grossmann:

      “Ler nas entrelinhas” não é nada mais que impor nossos valores e interpretações ao que foi escrito por outras pessoas, vivendo em outra cultura, em outro tempo.

  • Karina De Souza Alv:

    Assim como todo grande livro antigo que nos traz uma estória cheia de mensagens, e nesse caso a Bíblia nos fala sobre o cristianismo, ..

  • Roberta Gonçalves:

    Dependendo do que você entende por inferno, bem que ele pode existir sim…

  • Daniel Lima:

    Deus não poupou seu próprio filho, quem dirá a mim, e a voce. Quem quizer pague para ver.

    • Marcelo Ribeiro:

      Preferia ser filho de chocadeira do que ter um pai destes.

    • Jezaias Silva:

      Macelo Ribeiro, filho era a parte humana de Jesus, pois Deus precisava de um corpo para vir a este mundo, Deus estava dentro do filho.

    • Cesar Grossmann:

      Por que não usou barro? Precisava engravidar uma menina de 13 anos?

  • Daniel Lima:

    Fiquei me perguntando enquanto lia este (lixo) qual a sua preocupação em provar que o inferno não existe.

    • James Bond:

      E você, Daniel, quando morrer, acha que vai pra onde tendo todo esse “amor no coração” com a autora do texto?

    • Cesar Grossmann:

      Tudo que pode ser destruído pelos fatos, deve ser destruído.

  • Verônica Chagas:

    Por que questionar Deus pela maldade do mundo? Não foi o homem que escolheu assim?

  • Verônica Chagas:

    Negar que o inferno existe é admitir que pessoas boas e as ruins têm direito de estar no mesmo lugar. Então por que não ser ruim?

    • Marcelo Ribeiro:

      Porque OBVIAMENTE não é a coisa certa. Se você não comete crimes apenas porque tem medo de ir para a cadeia é uma pessoa, em realidade, ruim.

    • Luciano Sousa:

      As pessoas boas herdarão a vida eterna e, as ruins serão extintas para sempre (segunda morte), sendo assim não haverá injustiça.

    • Cesar Grossmann:

      Por “pessoas boas” você quer dizer estupradores e assassinos que se arrependeram no último instante, e pessoas ruins são as que nunca fizeram mal algum a ninguém, pelo contrário, caridosas, solidárias, só que eram ateias. Com certeza muito justo…

  • Marcelo Mirian:

    Não vejo motivos para debater em cima de algo como a bíblia,q tem estórias tao incríveis,mas q não e melhor do q starwars.hahaha

    • José:

      Marcelo, tens uma virtude rara entre ateus: honestidade intelectual. Nesta página, tem ateus apresentando “provas bíblicas” de suas ideias!

  • Roni Evangelista da Silva:

    Interessante o artigo, so”mente” isso! Como nós procuramos um jeitinho de racionalizar tudo , a fim de colocarmos como vitimas.

  • Silvio Morais:

    Se o inferno existisse, Deus seria sádico pq gosta de ver o sofrimento de suas criaturas, pq seus olhos estão em todos os lugares.

  • Silvio Morais:

    Quem seria o Chefe do Inferno? Um anjo caído. Quem criou esse anjo? Deus. Quem criou vc? Deus Parabens vc é irmão de satanas!

    • Natalia Rodrigues Durães:

      Satanás foi condenado ao inferno. Deus é santo e ele nos chama à santidade para estarmos com ele. Nos mesmo é que condenamos.

  • Azenilto G. Brito:

    Outra noção antibíblica–base dessa–é a imortalidade da alma. Tenho um questionário de 30 perguntas aos crentes nisso que a detona.

  • Jéssica Imberti:

    Nem vou perder o meu tempo lendo isso. Na razão 10… Nós não somos justificados pela morte e sim pelo sangue de Jesus derramado na cruz.

  • Gabriel Souza:

    mais um motivo um deus de amor nao iria querer que pessoas queimassem pra sempre sofrendo

    • Natalia Rodrigues Durães:

      Ele não quer, por isso nos chama à santidade. Quem honra o 1° mandamento, honra todos os 10. Quem adora Deus aqui, adorará no paraíso.

  • Fabiana Paiva:

    Os animais morrem. Tudo o que está vivo um dia morrerá. Então porque somente a morte do homem seria um castigo?

    • Jonathas Vieira Marques:

      Pois nós somos assim como a ciência diz animais racionais nós obtemos livre arbítrio em escolher o bem e o mal o animal é irracional .

    • Natalia Rodrigues Durães:

      Deus fez o homem sua imagem e semelhança. Já os animais, Deus fez para o homem.

    • Cesar Grossmann:

      É por pensar assim que a fauna nativa tem sido destruída. Por que os livros religiosos não ensinam conservacionismo, mas exploração.

    • Natanael Silva:

      Engraçado Natalia suas palavras me lembram algo em 1 Coríntios 11:9 “nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem”

    • Cesar Grossmann:

      Palavras daquele misógino, o Paulo…

    • Natanael Silva:

      O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade.
      Charles Darwin

    • Natanael Silva:

      Engraçado Natalia que você me lembrou uma passagem”..nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem.” I Coríntios 11:9

  • Edson Rosa:

    Se no inferno haverá ranger de dentes,conclui-se que todos os banguelas iram para o céu… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Werner Lopes:

    Parabéns pelo belo artigo! Uma obra de arte! Parece até ter sido escrito por uma genuína Testemunha de Jeová. Continue assim! ^_^

  • David Alexandre:

    o inferno final é o lago de fogo e enxofre citado em apocalipse os que não estiverem no livro da vida serão atormentado para sempre

    • Natalia Rodrigues Durães:

      As pessoas questionam a existência para se deleitarem no pecado, mas a santidade de Deus é tremenda e nos somos pecadores.

  • João Romão:

    Nem céu, nem inferno e nem tampouco anjos ou demônios. Tudo isso não passa de mitos induzidos.

    • Jonathas Vieira Marques:

      estou no lucro se o inferno não existe não terei consequência nenhuma.porém se eu tiver certo espero que VC não vá para lá o inferno

    • Marcelo Ribeiro:

      Então você só é bom porque tem medo? Isso é hipocrisia. Deveria ser bom porque é a coisa certa e ética a se fazer.

  • Tengineering:

    O fato é que, o inferno é um estado de espírito.
    Ter a oportunidade de atingir um potencial sem limites e, não o fazer.

  • Cesar Grossmann:

    Não é só a versão “King James” que tem erros. Se tem “milícia” em Isaías 40:2, parabéns, sua bíblia é uma Almeida com erro.

    • Raphael Nascimento:

      Tem-se a disposição atualmente o codex alexandrinus, (em grego, 400 d.C) do Novo Testamento. Nestes casos a lingua original é o ideal.

    • Victor Deiró:

      A TNM não possui, portanto…

      Alías, as Testemunhas de Jeová denunciam essa falsa doutrina á decadas!

    • Marcelo Ribeiro:

      Também fazem lavagem cerebral em pessoas que precisam de tratamentos médicos e morrem por que negam receber sangue.

    • Suelen:

      As Testemunhas de Jeová não morrem por não aceitar sangue.. Caso você não saiba existem estratégias alternativa à transfusões de sangue..

    • Cesar Grossmann:

      Uma pesquisa no Google mostra que você está errada.

    • Suelen:

      Várias outras formas mais simples, eficazes e seguras (de doenças transmitidas por sangue) Porque como todos sabem,erros de exames acontecem

    • Cesar Grossmann:

      O risco de pegar alguma doença pela transfusão de sangue é muito baixo, e não compensa recusar transfusão por causa disso.

    • Suelen:

      Por que quando eu falo de algo, alguém.. Eu procuro saber o que realmente acontece, não fico criticando sem conhecimento.

    • Cesar Grossmann:

      Como quando você disse que TJ não morre por rejeitar transfusão, quando isto não é verdade?

    • Suelen:

      É um erro seu dizer que eles preferem morrer sem ao menos saber se é verdade, existem outros métodos, que inclusive mts médicos preferem.

    • Cesar Grossmann:

      Os fatos te contradizem, Suelen.

  • ghbmaster:

    Como se só existisse o inferno da mitologia Judaico_cristã ¬¬”

    • Marcelo Ribeiro:

      NÃo. Mas é o inferno mainstream.

    • Jeni Jeni:

      Na mitologia Judaica não existe inferno. Aliás, judaísmo é completamente diferente do Cristianismo, só os cristãos acham que é igual.

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