Como a mídia afeta a auto-estima das mulheres obesas ou magras?

Por , em 25.10.2009

Mulheres acima do peso sofrem com uma enorme queda na auto-estima quando olham para fotos de modelos de qualquer peso, de acordo com uma nova pesquisa. O mesmo estudo revela que mulheres com pouco peso têm um aumento da auto-estima, independente do peso das modelos mostradas.

Os autores do estudo, da Holanda, Alemanha e Estados Unidos, pesquisaram o modo com que pessoas com corpos diferentes reagem quando são expostos a modelos magras ou com sobrepeso. A pesquisa foi realizada com mulheres com diferentes Índices de Massa Corporal (IMC), cálculo que mostra a relação entre a altura e o peso dos indivíduos.

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“A pesquisa confirma pesquisas anteriores que mostram que mulheres com o IMC normal podem ter variações na auto-estima dependendo da pessoa para quem olham”, afirmam os autores. “Mulheres com o IMC normal – entre 18 e 25 – têm níveis de auto-estima mais altos quando são expostas a mulheres moderadamente magras, pois se sentem similares a elas, e também quando olham para mulheres obesas, pois se sentem diferentes delas”, diz a pesquisa.

Entretanto, a auto-estima baixa quando as participantes do estudo são expostas a mulheres com leve sobrepeso, pois elas se sentem similares. O mesmo acontece com modelos extremamente magras, pois elas se sentem muito diferentes.

A pesquisa mostra novas descobertas sobre como a exposição à mídia afeta a auto-estima de mulheres com diferentes tipos de corpo. Os autores chamam a atenção para um fator interessante dos resultados: “A auto-estima de mulheres magras sempre aumenta, independente da modelo para quem olham”. Por outro lado, afirmam os autores, “a auto-estima de mulheres com sobrepeso sempre diminui, não importando para qual modelo elas olham”.

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Curiosamente, mulheres com sobrepeso e as abaixo do peso tinham níveis parecidos de auto-estima antes de observar as modelos. A pesquisa também mostrou que propagandas afetam os hábitos alimentares e intenções de dietas e exercícios das participantes. Por exemplo, as participantes com sobrepeso comiam menos doces e tinham maiores intenções de fazer dietas e praticar exercícios quando ficavam expostas a modelos mais gordinhas. [Science Daily]

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2 comentários

  • jodeja:

    4 bilhões ou 600 milhões pouca diferença faz para nós, se sabemos que há 4 bilhões de anos, machos e fêmeas se já existiam eram bem semelhantes, pois segundo Blavatsky, só na 3ª raça que começou a se fazer sexo, até então, a reprodução era diferente. Hoje, se a mulher é gorda ou magra não importa.

  • Bruno:

    nao foi a 4 bilhoes, e sim entre 600-550 milhoes de anos atras

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