A maioria dos homens europeus descende de alguns antepassados da Idade do Bronze

Por , em 20.05.2015

Geneticistas da Universidade de Leicester (Inglaterra) descobriram que a maioria dos homens europeus descende de poucos antepassados da Idade do Bronze, devido a uma “explosão populacional” que ocorreu milhares de anos atrás.

Todo mundo é de bronze

A equipe de pesquisa, liderada pelo professor Mark Jobling, determinou as sequências de DNA de grande parte do cromossomo Y de 334 homens, provenientes de 17 populações europeias e do Oriente Médio. Esse cromossomo é passado exclusivamente de pais para filhos.

Utilizando novos métodos de análise de DNA que fornecem imagens menos tendenciosas da diversidade, bem como uma estimativa melhor do calendário de eventos humanos, os cientistas construíram uma árvore genealógica de cromossomos Y europeus, calculando as idades de cada ramo.

Três ramos muito jovens, cujas formas indicam expansões recentes, representam os cromossomos Y de 64% dos homens estudados.

“A expansão da população cai dentro da Idade do Bronze, que envolveu mudanças nas práticas de sepultamento, a propagação da equitação e a evolução de armamentos. Machos dominantes ligados a essas culturas poderiam ser responsáveis pelos padrões de cromossomo Y que vemos hoje”, explica Jobling.

Ou todo mundo é de pedra?

Os pesquisadores também estimaram os tamanhos das populações do passado, e mostraram que uma faixa contínua das populações dos Balcãs até as Ilhas Britânicas foi submetida a uma explosão no tamanho da população masculina entre 2.000 e 4.000 anos atrás.

Isto contrasta com os resultados anteriores de análises do cromossomo Y, e também com o quadro apresentado pelo DNA mitocondrial maternalmente herdado, que sugerem um crescimento da população muito mais antigo.

Pesquisas prévias normalmente focaram na proporção de europeus modernos descendentes de populações da Idade da Pedra – caçadores-coletores do Paleolítico, ou os mais recentes agricultores neolíticos -, refletindo uma transição que começou cerca de 10.000 anos atrás.

“Dada a complexidade cultural da Idade do Bronze, é difícil relacionar um evento particular ao crescimento da população que inferimos. Porém, mais sequências de DNA do cromossomo Y a partir de restos de esqueletos estão se tornando disponíveis, o que vai nos ajudar a compreender o que aconteceu, e quando”, afirma Chiara Batini, do Departamento de Genética da Universidade de Leicester. [Phys]

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