Carros robóticos do Google são mais seguros do que você no volante

Por , em 30.10.2013

Quão seguro é um carro dirigido por um motorista robô? Ao que tudo indica, carros robóticos são mais seguros do que um sob o comando de um norte-americano médio, ao menos sob certos aspectos.

Os carros robóticos do Google

Os carros de autocondução do Google concluíram recentemente 300 mil milhas de test drives, o equivalente a cerca de 482 mil quilômetros, sob uma “ampla gama de condições”. Toda a distância foi percorrida sem nenhum tipo de acidente. No passado, o projeto tinha se deparado com alguns imprevistos, mas apenas com seres humanos ao volante.

Para colocar isso em perspectiva, o motorista médio dos EUA tem um acidente aproximadamente a cada 165 mil milhas. Esse dado foi obtido através do seguinte raciocínio: a milhagem média por ano dos norte-americanos é de 16.550, de acordo com a Administração Federal de Estradas, enquanto a companhia de seguros Allstate aponta que a média de tempo entre acidentes de trânsito é de 10 anos. Mesmo em cidades particularmente seguras, como Fort Collins, no Colorado, onde esse número pode subir para 14 anos, os humanos não são páreo para as 300 mil milhas do Google.

Os números brasileiros também não são muito lisonjeiros. O país, que tem um acidente a cada 30 segundos, ocupa o quinto lugar no ranking de mais violentos no trânsito da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O projeto Google utiliza exemplares do híbrido elétrico Toyota Prius equipados com uma gama de câmeras, sensores de radar e medidores de distância para orientar-se em relação ao restante do tráfego; o software sofisticado usa o Google Maps para navegar as rotas. Uma dupla de pilotos humanos está sempre nos carros, pronta para assumir em caso de algum problema, embora o Google afirme que a partir de agora vai começar a usar apenas um ser humano por carro. A empresa também acabou de adicionar um Lexus RX450h à sua frota.

Dentre diferentes caminhos já percorridos pelo projeto, o carro já passou por Santa Monica, em Los Angeles, por Lombard Street, em San Francisco, famosa por suas curvas sinuosas, já cruzou a ponte Golden Gate, navegou pela Pacific Coast Highway e chegou até o lago Tahoe.

Então, o Google tem um bom motivo para se orgulhar. A gigante da tecnologia está nos levando para mais perto do dia em que seremos capazes de sentar, relaxar e fazer palavras cruzadas durante nossos trajetos diários. Mas a empresa admite que esse dia não está tão perto assim.

“Para fornecer a melhor experiência que podemos, vamos precisar dominar estradas cobertas de neve, interpretar avisos de construção temporários e lidar com outras situações difíceis que muitos motoristas encontram”, escreve Chris Urmson, engenheiro-líder da equipe do Google Driverless Car, em um post no blog do projeto. “Por enquanto, nossa equipe permanecerá nos bancos do condutor, pronta para retomar o controle caso necessário”. [Mashable]

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