Veja 10 histórias impressionantes de pessoas em coma que acordaram

Por , em 23.09.2015

Ao contrário do que muitas séries de TV e filmes mostram, estar em coma é uma condição muito grave que pode ter efeitos duradouros. A maioria dos comas não duram mais do que algumas semanas, mas há pessoas que ficam presas em um por meses ou anos. Quanto mais tempo uma pessoa fica em coma, menos provável é que ela acorde.

Abaixo, estão algumas histórias impressionantes de pessoas que de fato acordaram do coma:

10. Uma ajuda dos Rolling Stones

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Em 2008, o padeiro aposentado Sam Carter, de 60 anos, caiu em um coma por causa de uma anemia grave, que ocorre quando a contagem de glóbulos vermelhos do sangue de uma pessoa fica muito baixa ou quando há falta de hemoglobina no sangue. Ele ficou em coma durante três dias no hospital em Staffordshire, Inglaterra, e lhe foi dada uma chance de 30% de recuperação.

No hospital, o médico sugeriu à esposa de Carter que ela colocasse músicas para ele ouvir. Usando fones de ouvido, ela escolheu o clássico dos Rolling Stones “(I Can’t Get No) Satisfaction”. Por incrível que pareça, assim que a música foi tocada, Sam abriu os olhos.

O aposentado diz que a música lhe deu uma nova energia, e puxou-o do coma. Ele não se lembra muito de quando esteve desacordado, mas lembra de ouvir a canção. A música também tinha um significado especial para ele, já que foi o primeiro single que ele comprou, quando tinha 17 anos de idade. Carter diz que o clássico dos Stones foi o empurrão que precisava para acordar.

9. Viagem no tempo

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No início de 2012, Sarah Thomson, de 32 anos, teve um coágulo de sangue em seu cérebro e isso a deixou em coma por 10 dias. Quando ela acordou, estava achando que era o ano de 1998. Ela acreditava que sua banda favorita, as Spice Girls, ainda estavam juntas, e não sabia que Michael Jackson estava morto.

Mais importante do que isso, a pequena viagem no tempo de Sarah fez com que não reconhecesse seus filhos ou seu marido. Em 1998, Thomson tinha 19 anos, tinha acabado de dar à luz seu primeiro filho e ainda estava com seu ex. Então, quando seus filhos chegaram, ela estava esperando que seu primogênito fosse um bebê. Em vez disso, ele tinha 14 anos de idade. Ela nem sequer lembrava das outras duas crianças. Quanto a seu marido, a recém-acordada pensou que ele era alguém que trabalhava no hospital.

Fora do hospital, Sarah agia como uma adolescente. Ela fazia birra, era rebelde, ouvia música alta e pintou o cabelo de cores ousadas. Ela disse que levou um tempo, mas está se reajustando à sua vida e se apaixonando novamente pelo marido.

8. Em coma por uma semana. Depois, desenvolveu a habilidade de escrever em mandarim

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Tendo crescido na Austrália, Ben McMahon aprendeu francês e mandarim, mas nunca foi fluente em nenhuma das línguas. Em 2012, ele esteve em um acidente de carro que o deixou em coma por uma semana. Os médicos disseram que ele teria sorte se sobrevivesse e, superando todas as probabilidades, ele acordou, mas, estranhamente, só falava mandarim e não conseguia mais falar inglês. Ele também desenvolveu a habilidade de escrever em mandarim.

Eventualmente, Ben recuperou a capacidade de falar a sua primeira língua, mas não perdeu a capacidade de falar mandarim. Desde setembro de 2014, Ben vive em Xangai, onde estuda, mas também oferece passeios turísticos a pé pela cidade. Na verdade, seu mandarim é tão bom que impressiona falantes nativos, e ele é o apresentador de um programa de TV em Xangai.

Ainda que isso pareça louco demais para acreditar, também aconteceu com outras pessoas. Aos 13 anos de idade, Sandra Ralic, de Kinn, na Croácia, estava estudando alemão e tinha acabado de começar a ler livros e assistir programas de televisão alemães, mas ainda não era fluente. Então, ela ficou em coma por 24 horas. Quando acordou, só conseguia falar em alemão, e não na sua língua nativa.

E ainda há a incrível história do americano Michael Boatwright, que acordou em uma cama de hospital na Califórnia falando sueco e afirmando que seu nome era, na verdade, Johan Ek. Boatwright tinha vivido na Suécia e tido uma namorada sueca no passado.

Ainda que muitas lendas urbanas tratem de pessoas que acordam de um coma falando um novo idioma, este não é um fenômeno reconhecido medicamente. No entanto, as pessoas podem perder a capacidade de falar sua primeira língua, mantendo o acesso a uma língua secundária que eles já sabem em algum grau. Especula-se que eles pareçam mais fluentes na segunda língua depois do coma porque já não recorrem à primeira como padrão.

7. Sonhos transformados em música

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Fred Hersch é um pianista de jazz contemporâneo reconhecido, respeitado e prolífico que se mudou para Nova York em 1977, aos 21 anos. No início dos anos 90, Hersch anunciou publicamente que tinha sido diagnosticado com AIDS.

Em 2008, a doença causou estragos e ele contraiu demência pelo HIV (degeneração cerebral causada pelo próprio vírus), mas se recuperou. Então, em junho do mesmo ano, os níveis de oxigênio no seu sangue caíram muito e ele entrou em choque séptico. À medida que cada um de seus órgãos começaram a falhar, Hersch entrou em coma, acordando somente após dois meses. Depois disso, ele ainda precisou ser alimentado por um tubo ao longo de oito meses.

Os dez meses na cama devastaram completamente seu corpo e suas funções motoras. Durante o próximo ano, Hersch se dedicou à sua fisioterapia e continuou praticando o piano. Curiosamente, a música o ajudou melhorar, dando motivação para ele se esforçar e trabalhar. Em 2010, o pianista voltou a se apresentar.

Para os pesquisadores, o caso foi interessante porque Hersch lembrava de oito sonhos de seu coma e escreveu o concerto de 90 minutos “My Coma Dreams” (“Meus Sonhos do Coma”, em tradução literal) com base no que se lembrava. Enquanto há pessoas que se lembram deste tipo de sonho, a professora da Universidade de Columbia Rita Charon disse que normalmente elas não conseguem explicar com palavras como são os sonhos do coma. A música pode oferecer ainda mais conhecimento sobre os segredos do coma e do pensamento quando as pessoas estão inconscientes.

6. Um pouco de country

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Em 16 de agosto de 2009, Jarrett Carland, de 17 anos, e seu melhor amigo sofreram um acidente de carro. Seu melhor amigo morreu e Carland entrou em um estado vegetativo persistente. Os médicos disseram que havia uma boa chance de que ele nunca iria acordar.

Carland foi submetido à terapia e parte dela era ouvir música. No centro da atenção onde estava internado, os outros pacientes ouviam músicas tranquilas, mas os pais do garoto escolheram que ele ouvisse canções de Charlie Daniels, uma das lendas do country – especificamente sua clássica canção “The Devil Went Down to Georgia”.

Depois de ficar em coma por quatro meses, seus pais perceberam que ele reagiu a esta faixa e, eventualmente, Jarrett saiu de seu coma. Seis meses mais tarde, no Festival de Música de Riverbend em Chattanooga, no estado norte-americano do Tennessee, o adolescente conheceu o cantor que o ajudou enquanto estava desacordado. A família de Jarrett espera que ele tenha uma recuperação completa.

5. Sensacionalismo desmentido

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Em 1988, enquanto trabalhava em uma ferrovia, o polonês Jan Grzebski sofreu ferimentos na cabeça ao tentar conectar dois vagões. Ele teria ficado em coma por 19 anos, período no qual sua esposa carinhosamente o movia de hora em hora para que não criasse escaras.

Um dia, ele acordou e o mundo era completamente novo para ele. A Polônia já não era um país comunista e ele teve de ser apresentado a seus 11 netos.

A história teve repercussão mundial, no entanto. Depois de todas as manchetes, Grzebski alegou que as histórias eram exageros completos. Segundo ele mesmo, seu coma durou apenas quatro anos. Quando ele acordou do coma, ainda estava mudo e paralítico, mas estava completamente ciente do que acontecia ao seu redor. Ele assistia à televisão e sabia que a Polônia não era mais comunista.

É interessante porque a sua história já é bastante surpreendente: ele acordou de um coma depois de quatro anos e depois passou mais 11 anos paralisado e mudo. Ele finalmente estava conseguindo falar e até mesmo reaprendendo a andar. A esposa sustenta a história do marido, contando que ele entendia tudo que ela dizia.

Quando a repórter que noticiou a história no jornal local foi questionada sobre as imprecisões pelo veículo internacional “The Guardian”, ela defendeu que sua versão estava correta, justificando que existem diferentes tipos de comas, incluindo aqueles onde as pessoas ficam dormindo e aqueles onde acordam às vezes. O médico de Grzebski confirmou descrições de seu paciente sobre as suas deficiências.

4. O homem que evitou a própria eutanásia

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Gary Dockery tinha 33 anos de idade quando era um dos dois oficiais do departamento de polícia de Walden, nos Estados Unidos, chamado para atender um caso de violência doméstica em 17 de setembro de 1988. Quando se aproximou da casa, foi baleado uma vez na cabeça. Outro policial o socorreu fazendo massagem cardíaca e chamou uma ambulância. No hospital, os médicos foram forçados a realizar uma cirurgia que removeu 20% de seu cérebro. No entanto, era muito arriscado remover a bala ou os fragmentos do crânio. Dockery ficou em estado vegetativo por mais de sete anos.

Em 11 de fevereiro de 1996, a família de Gary estava discutindo em seu quarto sobre o que fazer com uma doença que ele tinha contraído. Eles estavam tentando decidir se era melhor ir em frente com a cirurgia para remover líquido de seus pulmões ou simplesmente deixá-lo morrer. Foi quando Gary começou a falar.

Ao longo das 18 horas seguintes, ele falou com sua família. Ele reconheceu seus filhos, que tinham 13 anos e cinco anos de idade quando entrou em coma, e atualmente tinham chegado aos 20 e 12 anos de idade quando ele acordou. Dockery lembrava de coisas de seu passado, como os nomes de seus cavalos e acampamentos. Na verdade, ele estava ansioso para ir na sua viagem de acampamento anual. Ele não se lembrava do tiroteio e não estava ciente de quanto tempo tinha passado.

No entanto, após essas 18 horas, Gary começou a falar menos, embora estivesse mais consciente e aprendendo a usar uma cadeira de rodas motorizada. Infelizmente, apenas um ano depois de acordar, Gary morreu de um coágulo de sangue no pulmão, em 15 de abril de 1997.

3. A primeira palavra em mais de dez anos

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Em 1984, Sarah Scantlin era uma alegre caloura de faculdade de 18 anos apaixonada pela vida. Popular e atraente, tinha muitos amigos e era a líder de seu grupo de dança na faculdade. Em 21 de setembro, Sarah estava saindo de um bar em Hutchinson, Kansas e, ao atravessar a rua, um carro bateu nela, derrubando-a em meio ao tráfego.

Bêbado, o motorista fugiu do local sem prestar ajuda. O crânio da jovem foi esmagado quando um segundo carro bateu nela, mas ainda estava viva. Ela foi levada para o hospital e seus ferimentos na cabeça foram extensos; a única coisa que ela podia fazer por conta própria era respirar. Sarah ficou em coma por um mês – seus pais optaram por mantê-la viva mesmo depois dos médicos dizerem que ela provavelmente nunca mais acordaria. Menos de um ano depois, ela foi transferida para uma casa de cuidados especiais.

Lá, Sarah aprendeu a engolir para que pudesse comer sem um tubo de alimentação. Os enfermeiros também tentaram ensiná-la a se comunicar piscando, o que ela fazia ocasionalmente, mas na maior parte do tempo ficava inerte. Depois de 16 anos, a diretora de atividades da casa de repouso, Pat Rincon, se dedicou em tentar fazer Sarah se comunicar.

Todos os dias, durante quatro anos, Rincon trabalhava com Sarah e a incentivava toda vez que ela emitia um som. Um ano depois do inicio da terapia, Sarah começou a gritar. Ela usava os gritos para se comunicar, gritando, por exemplo, quando seus pais iam embora ou se a televisão estava no canal errado.

Então, em 12 de janeiro de 2005, Sarah disse sua primeira palavra desde que seu crânio foi esmagado. Pat estava lendo uma história para ela quando outro paciente as interrompeu. Pat disse ao paciente que o atenderia em breve, se não tivesse problema. Foi então que Sarah disse a palavra “okay”. Depois de quase 20 anos suspensa entre coma e realidade, Sarah estava falando novamente. Após mais um mês de terapia, Sarah ligou para sua mãe e seu pai, que foram surpreendidos ao ouvir a voz de sua filha novamente.

Devido aos ferimentos que sofreu no acidente e os anos passados sem reação, seu corpo foi muito afetado e ela usa uma cadeira de rodas. Sarah fala apenas algumas palavras de cada vez, mas pode se comunicar com as pessoas. Embora tivesse quase 40 anos de idade quando falou o seu “okay”, ela acredita que é uma jovem de 19 anos de idade.

2. O cérebro que se recuperou sozinho

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Em julho de 1984, Terry Wallis, de 19 anos, e um amigo passaram por um acidente horrível quando seu carro caiu em um riacho. Seu amigo foi morto e Terry, que foi encontrado no dia seguinte, ficou em coma. Sua família, incluindo sua esposa e sua filha de seis semanas de idade, cuidaram dele pelos próximos 19 anos.

Isso foi até 11 de junho de 2003, quando Terry começou a falar. A primeira coisa que ele disse foi: “Mamãe” quando viu sua mãe. Isso foi seguido por “Pepsi” e, em seguida, “leite” e, eventualmente, ele chegou a um ponto em que estava falando sentenças completas. Suas memórias estavam bem, mas ele não tinha ideia de quanto tempo havia se passado e teve muita dificuldade para entender que era 2003.

Naqueles 19 anos, muito mudou. Para ele, Ronald Reagan era presidente dos Estados Unidos, mas, quando acordou, um segundo Bush já tinha sido eleito. Ele perdeu toda a administração Clinton, os ataques de 11 de setembro e a guerra que se seguiu no Iraque, só para citar alguns fatos da história recente de seu país natal.

Wallis ficou paralisado por causa do acidente, mas fala de forma bastante coerente e em frases completas. Os médicos não tem certeza como ele acordou, mas seu caso tem sido estudado por sua história única. Os médicos acreditam que, ao longo dos 19 anos, o cérebro de Terry basicamente se reconectou sozinho. Quando havia conexões o suficiente, ele fez o seu cérebro “acordar”.

1. Abuso doméstico

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Aos quatro anos de idade, Haleigh Poutre foi tirada dos cuidados de sua mãe e dada a sua tia Holli. Haleigh morou com a tia, seu namorado Jason Strickland e três outras crianças por anos, até que Holli a adotou oficialmente. Isto foi permitido mesmo que, entre setembro de 2001 e setembro de 2002, o serviço de assistência social do estado de Massachusetts tenha recebido mais de uma dúzia de ligações fazendo denúncias a respeito do bem-estar de Haleigh. A garotinha de oito anos de idade muitas vezes aparecia cheia de hematomas e com a aparência descuidada. Quando as denúncias foram investigadas, Holli alegou que Haleigh machucou a si mesma.

Em 11 de setembro de 2005, quando Haleigh tinha 11 anos, ela foi levada para o hospital porque tinha perdido a consciência. Quando os médicos a examinaram, descobriram que seu cérebro estava tão danificado que parecia que ela tinha estado em um acidente de alta velocidade. Os resultados das lesões a deixaram em coma e os médicos tinham certeza de que ela iria ficar em um estado vegetativo permanente. Em 20 de setembro, Holli e Jason Strickland foram presos por agressão. Logo depois de ter sua fiança paga, Holli foi à casa de sua avó e lá fizeram um pacto de suicídio; sua avó deu um tiro em Holli, então matou a si mesma.

Strickland passou a ser a única pessoa a enfrentar as acusações de agressão e o Estado estava pensando em desligar os aparelhos de Haleigh. No entanto, como Strickland era seu padrasto, ele entrou com um processo para se tornar seu pai “de fato”. Ao fazê-lo, ele queria tentar mantê-la ligada aos aparelhos de suporte de vida. Uma das razões pelas quais ele queria que ela vivesse era porque se Haleigh morresse, ele seria acusado de homicídio.

O Estado ganhou e os aparelhos de Haleigh foram desligados em 18 de janeiro de 2008. Milagrosamente, Haleigh começou a respirar sozinha e foi capaz de seguir instruções. Eventualmente, ela chegou a um ponto em que começou a sorrir, acenar e dizer algumas palavras, mas precisava de uma cadeira de rodas para se locomover.

Ela passou a se comunicar principalmente através de uma prancheta anexada a sua cadeira de rodas. Surpreendentemente, depois de dois anos, foi capaz de testemunhar no julgamento de Strickland. Acredita-se que Holli era a mentora das agressões, mas Strickland foi condenado de 12 a 15 anos de prisão em novembro de 2008.

O caso de Haleigh trouxe grandes mudanças na forma como a assistência social de Massachusetts trata as alegações de abuso. Em setembro de 2010, aos 16 anos, Haleigh foi adotada por Keith e Becky Arnett depois de ser cuidada por eles por dois anos. [Listverse]

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