Como os humanos se parecerão daqui a 100 mil anos

Publicado em 4.07.2013

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Você já parou para pensar como as pessoas serão daqui a milhares de anos, quando você e outras três gerações da sua família já nem existirem mais? Graças à tecnologia, pesquisadores desenvolveram programas que mostram como serão as pessoas daqui muitos anos.

A principal característica que o trabalho do artista Nickolay Lamm e do geneticista Alan Kwan demostra é que seres humanos terão olhos bem grandes. Eles utilizaram imagens de duas pessoas brancas, tiradas em 2013, e, com o conhecimento existente da direção evolutiva e mais um monte de especulações, construíram essas imagens.

Essa pesquisa aconteceu de forma empírica, pois é difícil determinar a evolução da espécie. O processo de seleção natural, apresentado por Darwin há muitos anos, ainda segue como a principal fonte de explicação.

Kwan acredita que o fator para que os seres humanos tenham olhos tão grandes daqui a milhões de anos é que haverá vida em outros planetas, mais distantes do sol. Daí a necessidade de olhos gigantes para enxergar em ambientes de pouca luz. Kwan também acredita que dentro nos próximos 60 mil anos, mais ou menos, os seres humanos serão capazes de controlar seu genoma e, assim, construir-se à imagem e semelhança que desejarem.

As descobertas de Kwan foram recebidas com horror por alguns e ceticismo por outros. Teve até quem referiu-se ao trabalho de Kwan como “ficção científica”. É algo que muitos pagariam para ver se um dia se tornará realidade.[Jezebel]

Autor: Ana Claudia Cichon

é jornalista e curitibana, que agora tenta a vida em São Paulo. Apaixonada, doente e viciada por futebol, do tipo que troca o aniversário da mãe ou do namorado para ir ao estádio.

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57 Comentários

  1. Bem gente, uma coisa eu tenho certeza, se o geneticista Alan Kwan estiver correto infere-se que as casas de óticas desaparecerão!

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  2. O mais comédia de tudo são os olhos claros… aff

    quem estudou um minimo de biologia sabe que os genes dos olhos escuros são dominantes… a tendncia do mundo é mais olhos castanhos e negros.. conforme aumente a mistura… como aqui no Brasil. Alias, dizem que o brasileiro em a caracteristica da tendencia das próximas gerações.

    Agora, se o estudo se baseia no “dominio do homem sobre o seu ´fenótipo’ e fazer a imagem que quiser”… então saímos do campo da ciencia, sobretudo da Evolução… e entramos no campo da Moda, das Ciências Humanas… e suas preferencias…

    Sendo que vale lembrar, nos paises nórdicos (tenho parente na Irlanda), lá o sonho de todos é ter olhos escuros (castanhos, negros…) porque lá todo mundo tem olhos azul celeste.

    Japoneses desenham e desejam olhos grandes e brilhantes… porque eles não tem…
    É mais provavel, que numa sociedade futura, dominadora de seu fenótipo… se a maioria tiver olhos grandes… a moda será ter olhos pequenos…

    Capacidade dos olhos? Na Natureza vemos que ‘tamanho não é documento’. E outros atributos que podem ultrahyper maximizar nossa vizão, pode estar dentro de uma lente de contato…

    Logo…
    Que estudo mais furado.

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  3. E eu só pela foto achando que o
    olho grande é pelo ser humano passar
    maior parte do tempo olhando para
    telas Led, Lcd, plasma, e por aí vai…
    Nessas novas tecnologias (Tv,Pc, Celular, Tablet…)

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  4. Achei o artigo do senhor Kwan ficção científica.
    Primeiro não tem como prever diferenças genéticas pois dependem de fatores externos meramednte especulativos.
    Vamos para outro ponto, a espécie Homo Sapiens Sapiens existe a 160 mill anos, e até agora não houve alteração genética alguma, os fenótipos são muito diferentes, porém não houve mudanças radicias nos genótipos. Tanto que um exemplar de homo sapiens de etinia negróide pode ser mais semelhante geneticamente com um exemplar homo sapiens de etinia caucasóide do que com outro exemplar negróide, e os três compartilham 98-99,4% de DNA com os Chimpanzés.
    Uma mudança deste tipo na anatomia ocular engendraria mudanças faciais extremas, exemplo a gordura periorbitária pressionaria os músculos elevadores e retos contra os ossos da face, isso mudaria muito a anatomia do rosto. A Tróclea deveria ser muito mais resistente o que causaria alterações anatomicas bem relevantes na face. O Lobo occipital também teria de ser mais desenvolvido o que afetaria a anatomia do cérebro.
    Em suma, tal alteração não é viável no homo sapiens, a não ser que ele evolua para outra espécie o que demoraria talvez bem mais que 100.000 anos.

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  5. Nossa todo mundo vão ser um tizóia.Mas já conheço pessoas com olhos tão esbugalhados e grandes que dispenção esta evolução. Tem olho de tundera.Esses Ja chegaram lá neste estágio de evolução.

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  6. Com alimentos cada vez mais concentrados e industrializados e menos tempo dedicado a mastigar, talvez seja possível maxilar e boca menores com menos músculos, sobrando assim mais espaços para o cérebro, combinando com menos acidentes cranianos na infância o que permite espessura menor de ossos na cabeça; só que pelo que vimos os olhos toma este lugar. Rs!Com o suposto aquecimento global é mais fácil os olhos fecharem e termos mais melanina o que vai nos amorenar um pouco mais. Talvez a engenharia genética permita algumas coisas, mas não há como criar seres capazes de sobreviver em condições onde hoje não há vida que suportem altas ou baixas temperaturas, radiações, gazes ou falta de vitaminas, proteínas específicas e reações biológicas só possíveis em condições limitadas e substituir os bilhões de combinações de condições que torna possível prosperar através de DNA a vida inteligente na terra. A vida a base carbono tem limitações que ainda nem sabemos todas, talvez até além do material sólido e desta dimensão, isto ainda não foi descartado. A única coisa que se pode fazer é usar a tecnologia para nos proteger de condições adversas por períodos limitados.

    A capacidade tecnológica de trazer toda visão a 40 centímetros dos olhos pode tornar obsoleto ver a distância, o mesmo para audição, senso de direção e outras percepções substituídas por GPS e tecnologias que ampliam habilidades ou as descartam e já não são essenciais para se chegar à idade de reprodução e para proteger a prole. Apesar do acúmulo de informações e pressões de hoje, talvez os “primitivos” precisavam usar mais capacidades mentais, físicas e instintivas que nós para sobreviverem. Não devemos abrir mão da tecnologia, talvez esta seja a missão da inteligência, mas acredito que devemos nos esforçar para não ficar totalmente preso a ela sem área de escape e não permitir que técnicas patenteadas monopolizem tudo, principalmente na alimentação, pois podemos cair numa armadilha. Sementes hoje já são patenteadas e controladas por grandes capitais e as naturais não mais suportam doenças e pragas que são cada vez mais fortes graças a nossa intervenção com defensivos químicos também patenteados. Transgênicos podem trazer alimentos super-resistentes, mas é tecnologia de ponta controlada e pode promover seleção de pragas cada vez mais resistentes também e inviabilizar produção que não dependa de grandes empresas ou alta tecnologia. Ainda não podemos abrir mão de ser simples e naturais.

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    • Não. Os orientais não são quase 100 mil anos mais evoluídos que nós (ocidentais). E eles tem os olhos daquela forma por conta de outros fatores evolutivos.

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