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Corações artificiais se tornam sem fio e ficam mais seguros

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Por em 19.07.2011 as 16:11

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Corações artificiais foram criados como uma solução temporária. Eles deveriam preencher “lacunas” para manter pacientes vivos até que eles recebessem um transplante de coração.

Porém, não é tão fácil assim conquistar um coração, certo? Os pacientes cardíacos hoje acabam vivendo com um coração artificial por mais de um ano. Consequentemente, quase 40% deles desenvolvem infecções perigosas ao redor da área onde fica o cabo de recarga do aparelho.

Uma vez que enfiar o dedo em uma tomada elétrica não funciona tão bem, muitos pacientes ainda precisam de um meio mais seguro de recarregar seu coração artificial. Para resolver este problema, um grupo de pesquisadores resolveu cortar o fio por completo.

A ideia é contar apenas com um sistema de estações de energia sem fio. O cientista da computação e engenheiro Joshua Smith e o cirurgião cardíaco Pramod Bonde projetaram um dispositivo de energia para o coração sem fio.

O conceito é uma variação do poder indutivo, no qual uma bobina de transmissão envia ondas eletromagnéticas a uma certa frequência, e uma bobina receptora absorve a energia e a usa para carregar uma bateria.

“A intuição da maioria das pessoas sobre o poder wireless é que, conforme o receptor fica mais longe, o sinal fica mais fraco”, afirma Smith. “Mas com esta técnica, há um regime onde a eficiência na verdade não muda com a distância”, explica.

O poder permanece constante ao longo de distâncias aproximadamente iguais ao diâmetro da bobina – o que significa que uma bobina de 30 centímetros pode gerar poder consistente ao longo de uma distância de 30 centímetros. Não parece muito, mas é suficiente para aliviar a pele de ser cutucada por um implante médico.

Usar o sistema wireless significa uma redução drástica no risco de infecção e uma melhora na qualidade de vida do paciente.

Os cientistas visam um pequeno receptor implantado sob a pele do paciente, que se ligaria a uma bateria que armazena energia suficiente para cerca de duas horas. Ou seja, o paciente pode ficar completamente livre por curtos períodos de tempo para tomar um banho ou dar um mergulho numa piscina (coisas que os usuários atuais de corações artificiais não podem fazer).

A longo prazo, os pesquisadores imaginam transmissores de energia adicionais, que poderão ser colocados debaixo da cama de um paciente, permitindo que eles durmam, trabalhem ou se exercitem sem restrições.

“O potencial de energia sem fio na área médica vai muito além de alimentar corações artificiais”, conta Bonde. “Ele pode ser aproveitado para simplificar os sistemas de sensor, para implantes médicos de energia e para reduzir a fiação elétrica no dia-a-dia de cuidados dos pacientes”.[MSN]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. jorge /

    olha mesmo que os conhecedores criem novas formas de alquem viver com problemas cardiacos a unica coisa que um humano nao falhara sera a morte, mesmo tenha dinheiro para este aparelho artificial sempre o fim chegara…que pena para nos pobres que nao reunimos condicoes para este coracao.

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  2. Lanata /

    Embora a idéia seja boa, tem muitas falhas….Como da área de computação, posso dizer que esse tipo de tecnologia ainda tem muito o que avançar. E isso com toda a certeza levará muitos anos para ser aprimorado.

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  3. Cristiano M. G. /

    Finalmente as ideias de Nicolas Tesla de transmissão de energia sem fio estão sendo implementadas….

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  4. drew /

    daqui no máximo 100 anos terao um coração artifícial melhor do que o natural

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