Não encontramos vida alienígena inteligente porque ela se extinguiu muito rápido – e parece que vamos seguir o mesmo caminho

As mudanças climáticas não controladas eventualmente levarão a uma devastação generalizada na Terra. Os mares em ascensão inundarão cidades costeiras como Miami e o Rio de Janeiro, o calor abrasador aumentará a mortalidade humana e os oceanos ácidos se tornarão inóspitos para peixes e corais, deixando pequenas e emborrachadas massas de medusas. Essas consequências da atividade humana podem ser o que impede a nossa civilização de avançar para além da Terra. Em um cenário particularmente extremo, elas poderiam até acabar nos dizimando a nossa vida.

Ao contrário de Stephen Hawking, outros cientistas acreditam que contato com vida alienígena pode ser benéfico para a humanidade

Isso pode parecer improvável, mas é a resposta que alguns cientistas estão dando a uma pergunta de anos: por que ainda não encontramos vida alienígena inteligente?

O paradoxo de Fermi

Vivemos em uma galáxia com entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas, cada uma potencialmente cercada por planetas. Até recentemente, pensávamos que havia cerca de 200 bilhões de galáxias em nosso universo observável, cada uma contendo centenas de bilhões de estrelas e trilhões de planetas, mas novas pesquisas da NASA indicam que provavelmente há pelo menos 10 vezes mais.

Mesmo considerando que os planetas habitáveis ​​são raros e que a vida é extremamente improvável de surgir, esses números incompreensíveis sugerem que deve haver vida inteligente fora da Terra, em algum lugar do universo. Se apenas 0,1% dos planetas potencialmente habitáveis ​​em nossa galáxia abrigassem vida, haveria um milhão de planetas com vida.

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Então, como o físico vencedor do Prêmio Nobel Enrico Fermi perguntou a respeito dos nossos vizinhos alienígenas: “Onde estão?”

Por que não ouvimos falar de alienígenas ou descobrimos alguma evidência de sua existência? Essa questão é conhecida como o paradoxo de Fermi, e há várias respostas potenciais (a maioria é bastante desconcertante).

Uma hipótese é que antes que a vida inteligente possa se espalhar além do seu planeta original para outros planetas próximos, ela se depara com uma espécie de “Grande Filtro”.

Como o filósofo Nick Bostrom explica, essa ideia sugere que existem várias “transições ou etapas evolutivas” que a vida em um planeta terrestre tem que alcançar antes que ela possa se comunicar com civilizações em outros sistemas estelares. Mas um obstáculo ou barreira pode tornar impossível que uma espécie inteligente, como a nossa, passe por todos esses passos. Isso explicaria por que não ouvimos ou vimos qualquer outra forma de vida.

“Você começa com bilhões e bilhões de pontos de germinação potenciais para a vida, e você acaba com uma soma total de zero civilizações extraterrestres que podemos observar. O Grande Filtro deve, portanto, ser suficientemente poderoso – ou seja, as etapas críticas devem ser improváveis o suficiente – que mesmo com muitos bilhões de dados jogados, não temos nada: sem alienígenas, sem espaçonaves, sem sinais, pelo menos, nenhum que possamos detectar”, diz Bostrom.

Grande Filtro dos Humanos

As mudanças climáticas causadas pelo desenvolvimento da civilização avançada poderiam muito bem ser esse filtro no nosso caso. David Wallace-Wells sugeriu esta possibilidade na New York Magazine:

“Em um universo de muitos bilhões de anos, com sistemas estelares separados tanto pelo tempo quanto pelo espaço, as civilizações podem surgir e se desenvolver e se destruírem simplesmente muito rápido para se encontrar umas às outras”.

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“Peter Ward, um paleontologista carismático entre os responsáveis ​​por descobrir que as extinções em massa do planeta foram causadas por gases de efeito estufa, chama isso de “Grande Filtro”: ‘as civilizações se elevam, mas há um filtro ambiental que faz com que elas morram e desaparecem de maneira muito rápida’, ele me disse. Se você olha para o planeta Terra, a filtragem que tivemos no passado foi nessas extinções em massa”, sugere. “A extinção em massa em que estamos vivendo apenas começou, muito mais mortes estão chegando”.

Os cientistas atualmente estão debatendo se estamos agora no meio do sexto evento de extinção em massa da Terra ou chegando nele. De qualquer forma, a situação é terrível – os riscos para a existência colocados pelo pior cenário de mudança climática são reais. Se esses riscos se tornarem suficientemente sérios para atuarem como o Grande Filtro dos humanos, pode ser muito tarde para nos comunicarmos com alguém em nosso universo. [Business Insider]

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