10 paradoxos para explodir sua cabeça

Por , em 25.10.2013

A mente humana pode ser um lugar assustador. Algumas ideias que surgem dela podem ser problemas tão paradoxais e complicados que a resposta certa parece ser errada, e a errada, em alguns dias, parece mais certa que em outros. Veja alguns desses exemplos:

10 paradoxos que vão dar um nó na sua cabeça

10. Hotel Infinito

O Hotel Infinito é um dos paradoxos usado para explicar o conceito de infinito (lembre-se, “infinito” não é um número). Imagine um hotel, mas diferente dos hotéis comuns, este tem um número infinito de quartos, e eles estão ocupados por um número infinito de hóspedes.

Imagine agora que você chegou na portaria e pediu um quarto, mas o atendente diz “os quartos estão todos ocupados”. Depois de uma pausa, ele tem uma ideia “já sei, eu vou colocar os hóspedes do quarto 1 para o quarto 2!”. E assim ele faz, movendo os hóspedes do quarto 2 para o quarto 3, do quarto 3 para o quarto 4… Um número infinito de hóspedes sendo empurrados mais fundo em um número infinito de quartos.

Mas agora há dois conjuntos infinitos: o primeiro era o hotel antes de você chegar, com infinitos hóspedes e infinitos quartos. Agora tem o mesmo número de hóspedes, mais você. Mas isto é infinito mais um? Qual é maior? Os dois são iguais?

9. O problema do Bonde

paradoxos o problema do bonde
Este é mais um problema de moralidade: as necessidades de um são mais importantes que as necessidades de muitos? Imagine que você testemunhe um bonde que está avançando em direção a um muro. Você está no lugar certo e na hora certa para mover uma chave que desvia o bonde para outros trilhos. O problema é que tem um homem em pé naqueles outros trilhos, e você não tem como avisá-lo.

Você move a chave e deixa ele morrer, ou fica parado e não faz nada, só olhando os passageiros do bonde morrerem? E se não houver uma chave, mas sim um homem grande o suficiente para parar o bonde se você empurrá-lo na frente do veículo? Por estranho que pareça, uma quantia surpreendente de pessoas acha que não há problemas em mover a chave, mas ao mesmo tempo não suportam a ideia de empurrar o homem, apesar das duas alções resultarem na mesma coisa – a morte de uma pessoa por causa de nossas ações.

Este dilema moral tem fascinado tanto a humanidade que permeia praticamente todas as histórias que contamos. É um dos pontos principais do filme Star Trek II: A Ira de Kahn, e é uma das principais justificativas dos homens que lançaram a Bomba Atômica.

8. O Paradoxo da Trombeta de Gabriel e do Pintor

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Imagine que você tem uma trombeta, mas não uma trombeta qualquer. Em vez de terminar em um bocal, o lado mais estreito da trombeta se estende ao infinito. Ele nunca termina e fica cada vez menor. Não é preciso saber muita matemática para ver que o lado de dentro da trombeta tem uma superfície infinita.
Agora suponha que você quer pintar o lado de dentro da trombeta. Qual será o melhor método? Quando ela ficar muito estreita, você não vai poder usar um pincel. Talvez seja uma boa ideia derramar a tinta dentro da corneta, assim ela escorre até os lugares que nosso pincel não alcança. Mas quanta tinta vamos precisar?

Surpreendentemente, a corneta, mesmo se estendendo infinitamente, e tendo uma superfície interna infinita, tem um volume finito, e dá para calcular quanta tinta precisamos para preencher toda a corneta. E este é o paradoxo.

7. O barco de Teseu

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Nenhum barco pode navegar para sempre; eventualmentem alguma coisa vai quebrar, apodrecer ou estragar. No barco de Teseu, sempre que uma peça estraga ou quebra, é trocada por outra idêntica, porém nova. Com o passar do tempo, todas as peças do barco acabam estragando e sendo substituídas desta forma. Quando a última peça é substituída, ele ainda é o mesmo barco? Se não, em que ponto ele se torna outro barco?

Se você achar que é o mesmo barco, vamos dar uma esticada no nosso cenário. Imagine que, depois disto tudo feito e temos nosso “novo” barco de Teseu, nós navegamos por todos os mares em busca das peças originais. Todas elas são localizadas, recuperadas, renovadas, e montadas na forma de um barco, como era antes. Agora temos dois barcos idênticos. Qual deles é o barco de Teseu?

6. O paradoxo do bartender

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Para entender o paradoxo do bartender, veja história curta de Robert Henlein, “All You Zombies“. Se você está com preguiça de ler uma história de 13 páginas ou não sabe inglês, aí vai a versão resumida: Jane é uma moça que cresceu em um orfanato e nunca conheceu seus pais. Um dia ela se apaixona por um andarilho, que a engravida e some. Quando chega o dia do nascimento da criança, os médicos descobrem que Jane tem um defeito de nascença raro – ela é hermafrodita. Para salvá-la, eles precisam convertê-la em homem. Quando ela acorda da cirurgia, descobre que sua filha foi roubada da enfermaria.

Incapaz de suportar a perda do amante e da filha, Jane (que agora é um homem) entra em depressão e se torna um andarilho. Um dia, ele entra em um bar e conta sua história para um bartender que é estranhamente compreensivo. Ele diz que pode ajudá-la, mas Jane tem que se tornar membro do Corpo de Viajantes do Tempo. Jane concorda, e entra com ele em uma máquina do tempo.

Voltando para o passado, Jane se apaixona por uma menina órfã e, depois de pouco tempo, engravida-a. Enquanto isto está acontecendo, o bartender viaja 9 meses no futuro, e rouba o bebê da enfermaria, voltando para o passado 18 anos e abandonando-o na porta de um orfanato. Então, os dois retornam para o presente, e Jane se torna um membro do Corpo de Viajantes do Tempo. Alguns anos adiante no futuro, ela se disfarça de bartender e viaja para o passado, para um importante encontro com um andarilho solitário.

O que tudo isto significa? Jane, o andarilho, a filha dela, e o bartender são a mesma pessoa. Uma família bastante confusa.

O problema de Newcomb

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O Problema de Newcomb, às vezes chamado de Paradoxo de Newcomb, começa com um jogo. Existem duas caixas na sua frente, a Caixa A e a Caixa B. A Caixa A é transparente, e tem US$1.000. A caixa B é opaca e pode conter US$1 milhão ou estar vazia. Há uma entidade, chamada de Preditor, que vai predizer qual caixa você vai escolher, e ele é considerado infalível. Quando o jogo começa, a predição já foi feita, e o conteúdo da Caixa B é alterada de acordo com esta predição. Você então recebe a instrução de escolher só a Caixa B ou as duas caixas.

Se o Preditor previu que você vai pegar as duas, então a Caixa B está vazia. Se o Preditor escolher a Caixa B, então ela tem US$ 1 milhão. Ao contrário do que você possa pensar, pegar a Caixa B é sempre a escolha correta.

Isto por que o Preditor está sempre certo. Se você vai escolher a Caixa B, podemos ignorar a possibilidade de estar vazia, por que o Preditor teria então feito uma predição incorreta (a de que você pegaria as duas caixas). Como ele é infalível, você pega só a Caixa B e então vai embolsar US$ 1 milhão toda vez.

Por que isto seria um paradoxo? Por que você poderia pensar assim: pegar as duas caixas sempre vai resultar em você ganhando dinheiro. Ganhar só US$ 1 milhão está fora de questão, assim como zero. Você definitivamente vai obter US$ 1.000 ou US$1.001.000. E existem argumentos à favor das duas escolhas.

Os Macacos Datilógrafos

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O infinito parece render infinitas discussões. Este experimento mental assume que temos um número infinito de macacos datilografando aleatoriamente em uma quantidade infinita de teclados durante um tempo infinito.

Como o infinito é infinitamente infinito, a probabilidade destes macacos eventualmente digitarem as obras completas de Shakespeare é de 100%. Isto por que qualquer história é apenas uma longa carreira de caracteres, e apesar da probabilidade de alguém a digitar aleatoriamente ser muito pequena, não é zero; assim, dado um período infinito de tempo, irá ocorrer. Infelizmente, o mesmo vai valer para os Cinquenta Tons de Cinza.

Mas isto não significa necessariamente que irá acontecer rapidamente. Alguns matemáticos teorizam de que vai levar mais tempo para obter uma cópia sem erros do que a idade atual do universo.

O Paradoxo dos Gêmeos

O Paradoxo dos Gêmeos gerou um dos maiores debates em torno da Teoria da Relatividade de Einstein. No paradoxo, começamos com dois gêmeos idênticos. Um deles viaja de foguete a velocidades próximas à da luz, enquanto o outro permanece na Terra, aguardando o retorno do seu irmão.

Da perspectiva do gêmeo que ficou na Terra, o tempo se move mais lentamente na espaçonave por causa de sua alta velocidade. Se a viagem de ida e volta tomar 5 anos no relógio da nave, e for feita a 99,9% da velocidade da luz, 100 anos terão se passado na Terra, e o gêmeo que ficou na Terra provavelmente terá morrido de velhice, enquanto seu irmão gêmeo terá envelhecido apenas 5 anos.

2. O Dilema do Veneno de Kavka

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Imagine que um ricaço te aborde com uma garrafa de um produto tóxico qualquer, um veneno capaz de te causar dor por um dia inteiro, mas que não te mataria – você se recuperaria totalmente.

O ricaço diz que se você tiver ao fim do dia a intenção de beber o veneno na tarde seguinte, ele lhe dará um milhão de dólares. O dinheiro estará na sua conta na manhã seguinte, antes da hora que você pretende tomar o veneno, hora em que você também pode decidir não beber o veneno, e ele não vai pedir o dinheiro de volta. Mas você terá realmente que ter a intenção de beber o veneno (de alguma forma o ricaço saberá se você tem mesmo a intenção, então você não poderá enganá-lo).

Parece algo simples, mas Kavka sugere que, sabendo que você pode voltar atrás, fica impossível alguém realmente ter a intenção de beber o veneno.

1. A Terra Gêmea

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Imagine uma “gêmea” da Terra em algum lugar do universo. Ela é totalmente idêntica à nossa em todos os aspectos: orbita o mesmo tipo de estrela, que recebe o mesmo nome de “sol”, tem a mesma história, e tem um “gêmeo” de cada pessoa viva. A única diferença é que não há água na Terra Gêmea, em vez disso há um líquido alternativo que não é H2O (digamos, “XYZ”) que é fundamentalmente diferente ao nível molecular.

Neste planeta gêmeo, o XYZ sempre foi o substituto da água, e eles até mesmo o chamam de água. A questão é, quando uma pessoa da Terra Gêmea se refere a XYZ como água, e uma pessoa se refere a H2O como água, qual dos dois está correto? O que dita qual é a água verdadeira, a experiência dos observadores nos dois planetas (que é idêntica) ou a composição química? E se a composição química ainda não tiver sido determinada, como determinar qual é a água verdadeira? [Listverse]

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61 comentários

  • digirobson:

    “A Terra Gêmea” – Nem em nosso planeta a água tem “exata composição idêntica” em todos os lugares, basta ler os rótulos das águas minerais.

    • Cesar Grossmann:

      H2O é H2O em qualquer lugar do Universo, Robson. A composição que você fala trata dos sais diluídos na água.

    • David Msf:

      não fala bosta!! água é água! podem mudar os sais dissolvidos nela, mas o solvente sempre será H2O…

  • Leonardo Medeiros:

    Eu já conhecia ‘O paradoxo do bartender’ por causa de um filme chamado Predestination. Recomendo muito.

  • ykel souza:

    gostaria desair do site pois nao tem espaço para perguntas e respóstas estrituradas.nao tem como sair
    so no brasil mesmo….150 caracteres

  • ykel souza:

    nao se comente algo assim em 150caracteres .nao tem como ter espaço pra um resposta de verdade?

  • Rsdobr Dobr:

    Não entendi onde está o paradoxo na história do hotel

    • David Msf:

      está incompleto! a diversão acontece mesmo quando chegam infinitas pessoas novas para se hospedarem, e mesmo assim ainda é possível realocar as infinitas já hospedadas para acomodar as infinitas que acabaram de chegar! 😀

  • Ricardo Bianchin:

    uma versao do veneno de kavka foi criada por isaac asimov no conto “As Propriedades Endocrônicas da Tiotimolina Ressublimada”

  • Rodrigo Oliveira:

    Paradoxo do movimento aparente:
    Existirão sempre infinitas metades de cada trecho que tentamos percorrer. Então como nos movemos?

    • Caio Virgílio Mallmann:

      Na matemática sim, mas na física não, o menor espaço que você pode pode percorrer é o Espaço de Plank, a física é diferente da matemática.

  • Cesar Grossmann:

    Para quem não entendeu o paradoxo do bartender, a pergunta é “quem é que veio primeiro?”

    • Rsdobr Dobr:

      O Predestinado foi baseado nesse livro

  • Francy Medusa:

    No caso do Hotel Infinito… –Se ele é infinito, por que estava lotado??
    E no caso do bonde, ao invés de de sacrificar os outros por minhas ações eu sacrificaria a mim mesma/ não empurraria ninguem…

    • Dinho01:

      Mas se você sacrificasse a si mesma,quem deteria o bonde?

    • Cesar Grossmann:

      Qual o problema de um hotel com infinitos quartos ter infinitos hóspedes, e assim estar totalmente lotado?

    • matheus77:

      nesse caso do hotel infinito, não é a mesma interpretação da teoria do multiverso? digo, o espaço é finito, mas o universo é infinito.

  • Fernandu Z-luciu:

    o barco de teseu será sempre o mesmo, mesmo que dele se monte milhares de barcos depois de milhões de anos………….

    • Alfasilas:

      Se fosse so uma peça, ninguem teria duvida, Se trocou so uma, continua sendo, e se troca depois so uma, se antes era, depois continua sendo.

  • Wolf Fang:

    No caso dos gêmeos o verdadeiro paradoxo não foi citado. Como o movimento é relativo então é impossível dizer quem viajou a 99,9% da velocidade da luz e quem permaneceu parado. Assim como dizer qual envelheceu e qual ficou jovem?

  • Rodrigo Neto:

    Uma vez, acho que aos 10 anos, eu estava conversando com meu pai sobre as cores.
    Perguntei a ele: -Será que a cor vermelha que eu vejo é a mesma que as outras pessoas vêem?
    Digo, o vermelho que eu vejo na verdade pode ser azul para outra pessoa, mas ainda assim se chamar vermelho para ambos.
    Ok, deixa pra lá!!!

    • Rafael Marcelino:

      ja tve essa mesma duvida quando era criança ;p na verdade ainda tenho hehe

    • Claudia Garcia:

      Eu já pensei muito isso e acho que vemos cores diferentes… xD

    • Jorge Luiz:

      Acredito que a maioria já teve essa dúvida.

  • Gusthavo:

    No terra gemeas, eu já imaginei um outro planeta terra mas totalmente diferente, as civilizações a história geral e toda uma bizarrice como aqui existe! Imagine por exemplo se lá tiveram guerras tão violentas como as que tivemos e temos! Ou por exemplo como seria o cenário musical mundial daquele planeta, provalvelmente lá não deve existir funk! Kkkk

  • Leonardo Brait:

    O 7 é simples de ser respondido, basta pensarmos como Heraclito e assumirmos que as coisas não têm essência e estão em constante mutação.
    O coisa, nesse caso, ou até mesmo o ser não é uma coisa inteira, mas um produto de coisas em um determinado instante no tempo, em outro instante ele passa a ser outro. Logo, o barco sempre esteve em processo de mutação e nunca foi o mesmo, logo antes de qualquer reposição.

  • digirobson:

    No paradoxo do Barco, me lembrei de um Monza 83 que eu tive (adoro o monzão), mas troquei tantas peças daquele carro que eu realmente acredito que um ano depois, quando vendi, era outro veículo, nem parecia mais o antigo, mas para o governo, a placa, a documentação era a mesma. rs

    • pmahrs:

      Neste caso eu já tive uns 15 Prêmio 86,

  • okami361 .:

    Imagine que eu desenhe um segmento de reta c/ 1 metro divido em 3 partes iguais e a partir do terço central desenhar um triangulo equilátero com a base no segmento, após isso apagar a base, agora o desenho vai ter um comprimento de 4/3 m:

    _/\_

    Depois, pegar um terço de um dos lados do antigo triangulo equilátero e criar outro, da mesma forma que antes, depois disso a figura vai ter um comprimento de 13/9 m, se continuarmos fazendo isso infinitamente, teremos uma figura c/ comprimento infinito c/ começo e fim.

    • Cesar Grossmann:

      E com área finita. Este é um fractal, a Curva de Koch, se eu entendi direito.

  • Luiz Fernando:

    A viajem no tempo em si já é um paradoxo.

  • Jorge Eduardo Pereria Lameu:

    No caso do bonde, se o homem estava em cima dos trilhos, a culpa era dele, você estaria sacrificando uma pessoa envolvida para polpar as outras, mas se o homem não estivesse envolvido e você empurrasse ele, a culpa seria sua, por que envolveu o homem!

    • pmahrs:

      Apenas lembrando que o homem estava em cima de um trilho que na condição normal não era para passar o bonde que só o faria se a alguém acionasse a chave. Mas no segundo caso se deve deixar os passageiros morrerem?

    • Beto Caldas:

      legal… Agora um hospital com a mesma quantidade passageiros q haviam no trem e eles precisam de doações de órgãos urgentemente pois morrerão no dia seguinte. O médico ver tu chegando, aparentemente com boa saúde, e decide te matar pra curar as pessoas… Cuidado com essa tua lógica ai amigo.

    • pmahrs:

      A questão do paradoxo é qual a diferença entre jogar o homem de baixo do bonde ou jogar o bonde em cima do homem? Tecnicamente nada a não ser o fato de não ter tocado no homem.

      Esta questão de paradoxo me lembra a questão dos cachorrinhos para teste também me deixa num paradoxo: Crianças com câncer que pode ter alguma chance de viver e ter sofrimento aliviado ou cachorros que amamos que podem ter sofrimento abreviado por eutanásia? Me sinto no paradoxo das barcas do coringa em “Batman o cavaleiro das trevas” que arma um dilema para provar que todos são cruéis e é só uma questão de estar diretamente envolvido, interesse, oportunidade. SE fosse só os cosméticos seria fácil decidir.

    • Eduardo Araújo:

      “As necessidades de muitos sobrepujam as necessidades de poucos; ou as de um só!”

      Os entendedores entenderão.
      Vida longa e próspera.

  • Edson Aurélio Hudson:

    Os Macacos Datilógrafos;
    Muitos físicos acreditam na possibilidade de infinitos universos ( Multiversos )o que implicaria em existir alguns milhares de exemplares meus e de vc. Se considerarmos as possibilidades e circunstancias do início do Universo até aqui nesse dado momento e a possibilidade de que tudo possa ocorrer novamente da mesma maneira em outro ¨Universo¨ parece ser impossível, o problema com a palavra infinito é que ela da conta de tudo.
    Talvez o conceito de infinito esteja errado e ele não exista, assim como o conceito do Tempo, porém quando não há infinito há começo, início, e este conceito de início é mais assombroso do que a ideia de infinito.

    • pmahrs:

      Quando tempo será levaria para fazer encostar uma na outra duas pontas de agulha que estão a 10 centímetros de distância uma da outra, se eu avançar sempre apenas a metade da distancia que falta para se encontrarem? Ex: são 10 centímetros avança primeiro 5 centímetros, depois 2,5 , depois 1,25 , 0625 e assim por diante. Matematicamente falando, nunca se encontrarão. Olha um infinito tão perto de nós; a não ser que num ponto muito pequeno a matemática não vale mais.

    • digirobson:

      É verdade. Mas eu não faria nem autorizaria um “backup” meu, a não ser que as vantagens fossem realmente valiosas.

    • Rafaela Martins:

      Gostei de seu comentário.Sempre leio matérias assim; daí construí um ponto de vista sobre multiversos e outros eus em universos paralelos. Particularmente, eu acredito que multiverso seria apenas outra velocidade de tempo espacial (quarta dimensão)fora da órbita da Terra, onde se eu fosse um viajante do tempo com uma capsula de viagem no tempo, poderia viajar em qualquer direção e velocidade acelerada e veria todos os tempos de minha existência a partir de pontos diferentes, cruzando as linhas do tempo. Seria as probabilidades existenciais do Tempo infinito para todo ser vivo( humanos, animais e vegetais no planeta), dentro do Universo único que conhecemos, e não algo fora dele.Se analisar também, pela velocidade que o planeta gira em seu eixo e a velocidade em que viaja na órbita gravitacional em torno do Sol, é que se define a marcação de tempo como o conhecemos; nós estamos então andando em “círculos no tempo”,repetindo o tempo, mas não os eventos consequentes dele e de ações feitas, e por vermos as mudanças temos a ilusão de estarmos caminhando em frente e não em círculos; e fora daqui a dimensão de tempo é bem diferente, por causa da velocidade. Assusta mesmo a ideia de um início. Prefiro acreditar que o tempo não tem começo e nem fim, ele sempre está lá e os objetos celestes e matérias se transmutam, tudo muda se converte e daí temos todas as probabilidades infindáveis de existências. Algo ter um fim ou um começo, é só uma perspectiva ou ponto de vista do observador.

    • Jonathan Morais:

      Phmars, respondendo sua pergunta do ponto de vista matemático, se pensarmos no seu problema como uma pg infinita, a espaço total percorrido seria 20 cm, se souber a velocidade com que se avança , daria para responder sua pergunta, certo?

    • Jhonatan Bueno Garcia:

      Rafaela, pensando um pouco, a órbita não poderia definir o tempo, porque a cada volta, estamos em uma posição espacial diferente

  • SALES CANTANHEDE:

    ããããhhhhh??????????????

  • Zairo Assuncao Menezes:

    NO barco de Teseu, a partir da primeira peca removida ele deixa de ser o mesmo barco

    • Leonardo Brait:

      Passada qualquer unidade de tempo, o barco não é o mesmo barco, pois até um átomo conta.
      “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. “

    • Rodrigo Neto:

      Pensei o mesmo.

    • ediwanuerj .:

      A partir da primeira peça removida, A PEÇA deixa de ser parte do barco. Assim, O barco remontado, apesar de conter todas as peças, não é o mesmo barco.

    • Jonathan Morais:

      Entendi como idênticas, se são peças idênticas são iguais e simultaneamente as mesmas e, qualquer aspecto.

    • Johnny Gonçalves:

      todo dia vc substitui milhoes de suas células que morreram por novas, isso quer dizer que vc não é mais vc?

    • Alfasilas:

      Depende, se Teseu pagou o mecanico continua sendo de Teseu, mas se não pagou, so com uma peça trocada, passa a ser o barco do mecanico.

  • Herberti Pedroso:

    Com relação ao primeiro, se o infinito não é um numero o conceito de um infinito maior ou menor não existe. Ainda que chegassem infinitos novos hóspedes continuaria sendo apenas infinito; no caso da trombeta, eu entendo que pela teoria dos limites o fato do diâmetro dela diminuir infinitamente a área total terá um valor máximo, mas não infinito; o barco de Teseu é o mesmo legalmente, mas não fisicamente, e o barco reconstruído é o mesmo fisicamente, mas talvez não o seja legalmente; a tese dos “macacos datilógrafos” aponta que a ordem e informação que vemos no Universo ou é fruto de desígnio ou, na grande roleta cósmica o Universo só tem tido “mãos boas” todo o tempo; na hipótese da “Terra Gêmea” se a substância XYZ é usada como água entende-se que suas propriedades são equivalentes às da H2O, então funcionalmente é água. É um caso em que a circunstância define a identidade, mesmo porque a palavra “água” é apenas um significante, não a substância concreta.

  • pmahrs:

    Quem assistiu ao filme Exterminador do Futuro? Quase todos que gostam de ciências, não é? Isto por se tratar de viagem no tempo que para muitos que gostam de física avançada equivale ao ouro dos alquimistas. Eu gosto muito de filme de viagem no tempo para ver as teorias da ficção, mas no caso “acredito” que não erraram, se fosse possível voltar no tempo.
    Especulo que uma volta no passado só confirmaria o presente, jamais o alteraria, pois o presente já seria resultado desta volta. Vamos supor que alguém queira mudar o presente “ocorrendo daqui a 10 anos” e em 2023 voltasse para 2003; tudo que conseguiria seria con-firmar a história jamais a alterar, já que 2003 já passou, então este presente já é resultado desta volta ao passado, por mais que tente, não mudará uma borboleta do lugar, só a colocará no lugar certo para os devidos efeitos.

    • pmahrs:

      Foi o que aconteceu no filme “Terminator”. No futuro “as máquinas” quase perdendo a guerra contra os humanos liderados a princípio por John Connor, mandam o truculento Schwarzenegger ao passado para exterminar Sara Connor quando ainda moça antes de engravidar, e assim evitar o nascimento de John. Este, no futuro, após invadir mais uma instalação inimiga e encontrar a máquina do tempo, descobre os planos após o Capitão Nascimento “conversar” com alguns exterminadores. Para evitar isto, john manda seu melhor soldado e amigo ao passado com a missão de proteger sua mãe Sara e evitar que o futuro governador da Califórnia e presidente dos EUA (Em outro filme, pois ele é australiano) a mate, só que os dois se apaixonam e funfunham no passado (Que melhor amigo, hein!!!) e mesmo com um Robô de 2 metros de altura e 150 quilos de ossos de aço e músculos hidráulicos correndo atrás deles. E assim, seu melhor amigo que acaba se tornando seu pai e responsável por sua existência. Então se as máquinas criam o túnel do tempo para mandar o Mister Mundo para o passado, não seria necessário John mandar o mister amigo da onça para proteger sua mãe e salvar sua vida no futuro, salvar não; o fazer.

    • engvictorh_10:

      “John mandar o mister amigo da onça para proteger sua mãe e salvar sua vida no futuro, salvar não; o fazer.” Verdade!
      Olhando por este ponto de vista, torna-se plausível a ideia de que John fez propositalmente a ida de seu melhor amigo e soldado, ao passado. Garantindo assim não somente sua segurança e sim sua existência. Legal!

      Agora um filme que eu gosto muito de ver, pq a cada momento nota-se um novo detalhe, é o filme De volta para o Futuro. Nessa trilogia é possível ver muitos detalhes de alterações feitas no passado que mudaram o futuro. Um bem clássico é o nome do Shopping dois Pinheiros!
      Apesar do filme ser uma ficção um pouco mais ‘simples’, ainda sim nos prende num certo paradoxo!

    • pmahrs:

      De fato não salvou a vida e sim tornou possível sua existência que é mais do que salvar. Se não funhanhassem John jamais nasceria. Óbvio que usei a liberdade de texto para brincar. Segundo o roteiro John nunca soube que seu melhor amigo Kyle Reese seria seu pai num “futuro no Passado” Futuro ou passado? Olha o paradoxo ai.

      No filme de volta para o futuro que também é ótima a trilogia, a mudança que ele fez quase que compromete a existência do herói no futuro mostrando uma teoria diferente supondo a possibilidade de alterar o presente voltando o passado e não apenas o ratificar. Existe outras teorias, uma delas é em se fosse possível voltar ao passado e o altera-lo se criaria uma realidade paralela ou uma outra dimensão com a alteração feita, sem afetar esta atual que estamos.

      Eu brinco com meu filho que já voltamos ao passado num dia deste que acordamos cansados e não lembramos o sonho; sabemos instintivamente de muitas coisas que é errado fazer, pode atrapalhar nosso futuro e fazer dar vontade de voltar; temos a chance de fazer a coisa certa desta vez. Sei lá exatamente o quê? Uma velocidade mais compatível com local e situação, menos álcool, vícios mais esportes e lazer uma palavras que não deveria termos dito ou uma palavra que deveríamos ter dito, um pedido de desculpa, uma ignorada ou um recuo contra o próprio orgulho, mas não importa, voltamos e momento de mudar o futuro é agora mesmo. Daqui para o passado com dores, erros sucesso e acertos esta é a melhor combinação para nós. Daqui para frente é conosco.

    • engvictorh_10:

      Ah, sim sim claro!Quem assistiu o segundo filme notará que diversas vezes ele diz que não tinha conhecimento de quem seria o pai dele. Esse segredo morreu com a mãe dele, uma vez que nem mesmo o amigo dele ficou sabendo disso, por conta de ter morrido no primeiro filme, sem nem mesmo saber que tenha deixado um herdeiro de seu sangue. É interessante estes paradoxos rs
      E Disse tudo sobre o arrependimento do passado! “..uma palavra dita ou até mesmo não dita..”.
      O que importa agora é executar o presente para fazer o futuro valer a pena!

  • Victor Oliveira:

    O último paradoxo digamos que exista de maneira diferente porém mais próxima da nossa realidade … Por exemplo, nos nossos sentidos os orgãos que nos ligam a meio ambiente de maneira sensitiva é praticamente o mesmo em todos os indivíduos, temos a mesma percepção do ambiente que qualquer outro ser humano, no entanto, como nosso cérebro o interpreta os sinais pode variar … Então como saber se o vermelho que eu enxergo é o mesmo que você enxerga … Se o que você vê for o equivalente ao verde que eu vejo isso não interferiria na nomenclatura já que fomos apresentados a mesma cor na infância e aprendemos o mesmo nome, porém podemos perceber a cor de maneira diferente …

    • Davi Camelier:

      Sempre pensei isso também Victor!
      Acho que no final das contas,só o convívio com outros seres humanos nos dá essa referência. Se um homem vive isolado numa ilha, ele dá o nome que ele quer a cada coisa/sensação/cor.

    • pmahrs:

      Suponho que Victor não se referiu apenas ao nome. Ou seja, o que vemos na cor vermelho se tivéssemos no com a mesma programação de outro veríamos amarelo. Vamos supor numa troca de corpos como vemos em filmes veríamos nosso sangue na cor amarela literalmente ou poderíamos passar a não gostar de maçã.

  • pmahrs:

    Quem veio primeiro o ovo ou a galinha. rsrsrsr!!! Eu gosto mais do Paradoxo de Zênon.

  • copeland:

    Nesse paradoxo “A Terra Gêmea”,talvez os dois planetas estejam certos,visto que mesmo que as substâncias tem compostos diferentes elas possuem a mesma função.

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