Como punir seus filhos de maneira que realmente funcione: estudo

Por , em 2.12.2016

Um castigo comum na hora de disciplinar crianças é tirar seus privilégios por um tempo, por exemplo, fazendo com que os pequenos fiquem isolados, sem acesso a entretenimentos, por um período determinado.

No entanto, segundo um novo estudo da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, nos EUA, muitos pais não utilizam esse castigo de uma maneira que de fato encoraja um comportamento melhor.

Na pesquisa, mais de três a cada quatro pais relataram usar esse tipo de castigo em resposta a mau comportamento. Porém, 85% dos pais que usavam a técnica cometiam erros comuns que podem torná-la ineficaz, incluindo dar advertências demais aos filhos, conversar com eles durante o castigo ou deixá-los brincar durante a punição.

“O maior erro que vejo na minha experiência clínica é que os pais falam demais, e isso também foi verdadeiro no estudo”, disse o principal autor da pesquisa, Andrew Riley. “Se os pais estão conversando com seus filhos durante o castigo, ele não é chato o suficiente e pode não funcionar muito bem. Você pode dar explicações, mas espere até que o castigo tenha terminado”.

Técnicas de disciplina

Para ver como os pais estavam colocando suas teorias sobre disciplina em prática, os pesquisadores analisaram dados coletados durante visitas de bem-estar a pais de crianças de 15 meses a 10 anos.

No geral, 74% dos pais no estudo acreditavam em disciplinar as crianças tirando um privilégio, 64% apoiavam repreender as crianças e apenas 7% acreditavam em castigos físicos, como palmadas.

Um em cada quatro pais acreditavam em ceder à vontade da criança, e 5% apoiavam não fazer nada como resposta ao mau comportamento.
Para apoiar o bom comportamento, 83% dos pais acreditavam em elogiar e dar atenção extra para as crianças, e 69% endossavam recompensar as crianças.

Quando os pais usavam o castigo de isolar a criança tirando seus privilégios, na maioria das vezes era em resposta a agressões ou comportamentos destrutivos. Aproximadamente 70% dos pais que usaram esse castigo disseram que ele era eficaz.

A melhor forma

De acordo com pediatras que estudam o assunto, esse castigo é efetivo quando é dado logo após o mau comportamento ocorrer, sem avisos ou explicações elaboradas, e quando a criança de fato é privada de estímulos, como a atenção de outras pessoas ou o acesso a livros e brinquedos.

No estudo, os pais que afirmaram que este método era eficaz eram mais propensos a dar apenas um aviso às crianças antes da punição, fornecer uma razão clara para o castigo, definir uma duração clara para o castigo e exigir que a criança estivesse calma para que o castigo acabasse.

Segundo Heidi Feldman, pesquisadora da Universidade de Stanford, nos EUA, que não esteve envolvida nesse estudo, os pais devem evitar de usar esse tipo de disciplina quando estão com raiva.

“Se eles administram o castigo com raiva, podem gritar e assustar a criança. Se a criança fica chateada, o procedimento perde sua eficácia”, explica. Idealmente, os pais devem modelar um bom comportamento que mostre às crianças as regras e valores que devem seguir. “A consistência da mensagem ajuda”, completa. [Reuters]

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