É possível descobrir se você terá Alzheimer com 10 anos de antecedência

Por , em 12.01.2012

Os tratamentos para Alzheimer são pouco efetivos, então não sabemos até que ponto seria bom para a pessoa saber com antecedência se vai ou não ter a doença. Entretanto, para os pesquisadores, esse conhecimento é importante para entender a evolução do problema.

Compreender as mudanças biológicas que ocorrem durante o estágio clínico “silencioso” – os anos anteriores aos sintomas – oferece pistas sobre os casos da doença e pode inclusive oferecer novos medicamentos para impedir a progressão.

Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram mudanças químicas que ocorrem no cérebro das pessoas destinadas a ter Alzheimer, com pelo menos dez anos dos sintomas acontecerem. A equipe identificou mudanças em 56 proteínas.

Existem duas formas de Alzheimer, a familiar e a esporádica. A maioria dos casos é esporádica e desenvolvida depois dos 65 anos. As causas desse tipo ainda não são completamente compreendidas, mas são pelo menos parcialmente genéticas. Já a forma familiar, que afeta apenas 2% dos pacientes, é causada por certas mutações genéticas. Geralmente aparece antes dos 65 anos, e é herdada – os descendentes de uma mesma geração têm 50% de chances de desenvolvê-la.

Para o estudo, os pesquisadores estudaram as proteínas do fluído cérebro-espinhal de 14 pessoas com o gene mutante, e as compararam com cinco não portadores. No total, 56 proteínas apresentaram diferenças significativas. Catorze já haviam sido relatadas em estudos anteriores, mas o resto é novidade.

“Infelizmente, no momento não temos medicamentos efetivos para parar a progressão de Alzheimer”, afirma o pesquisador Ringman. “Nesse estudo, identificamos mudanças químicas que ocorreram no cérebro de pessoas destinadas a desenvolver Alzheimer em 10 anos ou mais. Ao estudar o fluído cérebro-espinhal de pessoas com uma idade relativamente jovem, descobrimos mudanças que indicam inflamações e quebra de sinapses”.

“Isso oferece novos alvos para intervenções de medicamentos, e ajuda a elucidar em que ponto o Alzheimer familiar e o esporádico são similares e distintos. Esse conhecimento pode permitir que façamos tratamentos para indivíduos, dependendo do tipo da doença que têm”. [ScienceDaily]

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8 comentários

  • Dapaz Silva:

    …terrível essa doença,a minha mãe está desenvolvendo,muito preocupada com ela,até porque a pessoa que cuida dela é aleia ao assunto e não cuida como devia,tenho dito.Ela chegou a confundir uma foto com uma pessoa.

  • Edilson Lima:

    A Pivimamlogia cura!
    Atenção!
    O mundo é uma grande mentira!

  • Rodival:

    Melhor idade? Sei…

  • gloria:

    Então p\q descobrir se tenho essa doença, ela ñ tem cura.Ñ quero sofrer por antecedencia, quem é rico ,assim q descobre começa a comprar remádios ,mas ñ se livrará do mal. E quem é pobre, só vai ficar doente mais rápido e sofrer , Alzheimer é meio de vida p\ médicos e laboratórios ficarem cada dia mais rico. Unica coisa q ajuda a amenizar o sofrimento é o amor e a abnegação de alguém q se dispoe a ser o cuidador de um doente porque o negócio é feio, ñ há o q fazer, só amor ,muito amor.

    i

  • Chico Lobo:

    Alzheimer é uma doença terrível.

    Não só para o paciente quanto para a família deste.

    Principalmente no começo da doença, o paciente entra num estado absolutamente psicótico e de comportamento bipolar. Num momento ela está feliz e alegre, no momento seguinte está agressivo e desconfiado de todos.
    Quem convive com esse paciente e não conhece a fundo os sintomas dessa doença pode até ignorar a condição patológica do paciente e passar a odiá-lo.

    Os sintonmas no indivíduo começa por esquecer coisas recentes como por exemplo: onde acabou de guardar os óculos ou documentos, depois de um tempo passa a esquecer o que comeu naquele dia, e depois, na segunda fase começa a se esquecer de fatos importantes ocorridos no mesmo dia.

    Quando a doença avança mais, ela se esquece do ano que nasceu e até do nome de parentes e amigos.

    Nas demais fases o paciente vive como uma criança fazendo traquinagens inconsequentes, até se tornar absolutamente dependente para tudo, passando a viver como um bebê recém-nascido, não se lembrando de mais nada, nem de como usa as palavras, como comer, beber e fazer suas necessidades fisiológicas, passando a depender de terceiros para absolutamente tudo como um corpo vivo sem cérebro.

    Um dos sintomas que mais perturba os familiares no princípio é que o paciente passa a atribuir a furtos os objetos que ela guardou e não se lembra onde. Acusa as pessoas, briga e provoca sérios desarranjos com familiares e amigos.

    Essa doença tem uma progressão de mais de 20 anos se o paciente não vier a óbito por outra causa, pois essa doença NÃO PROVOCA A MORTE, apenas traz drásticos sintomas degenerativos, progressivos e irreversíveis.

    Não é atoa que os serviços de saúde, inclusive os públicos, mantém terapias regulares para os familiares dos pacientes, pois o convívio com pessoas que portam essa doença é absolutamente desgastantes e estressantes, causando nas pessoas que cuidam desses pacientes grandes desgastes emocionais.

    Para cuidar de um paciente com Alzheimer é preciso grande preparo e experiência, senão o cuidador acaba adoecendo também de stresse e abalos nervosos.

    Infelizmente, como disse a matéria não há remédio para esse mal que ataca grande parte da população em idade avançada, o que pode ser comparado á debilidade mental e a esclerose.

    O paciente com Alzheimer não pode mais assumir suas funções de cidadania como: assinar documentos, efetuar negócios cuidar de afazeres domésticos ou responsabilizar-se por pessoas dependentes.

    Nos tempos iniciais dessa doença, nem se recomenda que o paciente cuide de funções domésticas como cozinhar, cuidar da higiene domestica, … esquece de lavar talheres e guarda-os sujos e até da própria higiene pessoal.

    O paciente passa a descuidar de seu próprio corpo, esquece-se do banho, escovação dentária e passa a não trocar de roupa se não houver quem o cuide.

    Enfim, é uma doença degenerativa que acarreta grandes perdas inclusive no convívio familiar.

    Eu sei disso pois tenho esse problema na minha família.

    • Liris Guerra:

      Esta doença é perversa em todos os aspectos e por fim nos rouba a dignidade humana. Lamentável não haver cura !!!!

  • Parsek:

    do que se trata esta matéria mesmo? esqueci

    • Ezio Jose:

      Não trata de nada!
      Só informa que a doença referida não tem trato.

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